Sejam bem-vindos ao segundo semestre!

ações culturais

Por Vania Marincek

Recomeçamos com força total: a equipe pedagógica trabalhando desde a semana passada, na revisão de propostas iniciadas no primeiro semestre e nos ajustes de novas ações para este segundo tempo, com muitas expectativas e saudades dos alunos e alunas.

Para os próximos meses, estão previstas diversas ações culturais voltadas para as crianças da Educação Infantil e do Fundamental 1, as quais queremos compartilhar com vocês para que possam se organizar tanto para acompanhar os preparativos, quanto para participar com seus filhos e filhas.

No final de agosto, dia 24, teremos o já tradicional “Um pouquinho de Brasil”, evento para as famílias de Fundamental 1,  que conta com oficinas para pais e filhos, exposições dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos na área de arte e atividade de integração.

Em outubro, teremos a II Vila Literária, evento bienal planejado para os dois segmentos – Educação Infantil e Fundamental 1 – e para o qual todas as famílias são convidadas a participar de  oficinas, apresentações, intervenções artísticas.  Também é nesse evento que os textos escolhidos no concurso literário – do qual são convidados a participar alunos de 2ºs a 5º anos – serão representados pelo grupo de teatro do Ensino Médio. Trabalhamos na preparação desse evento desde o início do ano, pensando nas melhores ofertas de oficinas, atividades e apresentações, e, em especial, realizando ações que possam envolver os alunos para que se sintam, de fato e desde já, participantes. Para que se tenha uma ideia, para o concurso, até o momento, recebemos em torno de cem produções .

A Vila Literária, em sua segunda edição, pretende consolidar-se não só como um espaço de formação em literatura para os alunos no início da escolaridade, mas também como um evento cultural voltado para toda a família. Por isso, sugerimos que já reservem  o dia 19/10 em suas agendas.

Em novembro, por fim, teremos uma ação interna, conhecida como SAD (semana de atividades diversificadas) que acontece com a participação de todos os alunos de Fundamental 1, e que, dessa vez, terá por tema Ciência, Arte e  Tecnologia. Os alunos participarão de oficinas, de experimentos e de conversas com convidados que atuam em projetos que se apoiam ou derivam “do diálogo” entre essas três áreas. Também estão previstas visitas a museus com foco em Ciência e Tecnologia.

E que venha o segundo semestre com suas ações culturais!

O trânsito no cotidiano da Escola

  • Unidade Butantã Unidade Butantã
  • Unidade Butantã Unidade Butantã
  • Unidade Butantã Unidade Butantã
  • Unidade Butantã Unidade Butantã
  • Unidade Morumbi Unidade Morumbi
  • Unidade Morumbi Unidade Morumbi
  • Unidade Morumbi Unidade Morumbi
  • Unidade Morumbi Unidade Morumbi

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Por Vania Marincek

Quem passa na frente da escola no início da manhã, no horário de almoço ou no final da tarde não imagina a quantidade de cuidados e de ações que são necessários para que os alunos entrem e saiam da escola em segurança. São muitos aspectos a serem considerados, desde a decisão por portões diferentes para quem entra e para quem sai, a fim de garantir o fluxo e a segurança dos alunos, até a organização do espaço da rua, para que os pais possam buscar e deixar seus filhos com rapidez.

Todo início de ano, procuramos equacionar todas as variáveis, para obter um funcionamento ajustado e eficiente, revendo os procedimentos já estabelecidos e fazendo os ajustes que consideramos necessários para que o funcionamento desse horário aconteça da melhor forma possível.

Sistematicamente acionamos os órgãos responsáveis pelo gerenciamento do trânsito em nossa cidade, para solicitar a inclusão de uma nova faixa de pedestres ou uma nova elaboração de um plano que melhor atenda o trânsito nas regiões ao redor da escola, mas nem sempre o que consideramos bom para nossa comunidade pode ser viabilizado. Existem normas de organização de trânsito que não possibilitam algumas de nossas solicitações. Como exemplo, citamos a colocação de novas faixas de pedestre nas ruas da escola. No Morumbi, fizemos a solicitação ao CET e fomos atendidos. No Butantã, no entanto, a solicitação para uma faixa para a Rua Barroso Neto, próxima ao estacionamento, não foi atendida, e fomos informados de que não é possível colocar faixa de pedestre no fim de uma ladeira. Nesse mesmo local, também pedimos um semáforo com botão para travessia, que também não pode ser instalado pelo mesmo motivo.

Sabemos que alguns aspectos dessa organização dependem de nosso gerenciamento, outros de leis e regras de funcionamento de trânsito, e são externos a nossas decisões, mas sabemos, também, que o bom funcionamento de toda proposta de organização depende, e muito, da participação responsável de toda a comunidade. Parar em filas duplas, estacionar em garagens e desconsiderar as solicitações dos funcionários da escola são exemplos de atitudes que comprometem o próprio funcionamento da estrutura montada, gerando um verdadeiro caos nas ruas ao redor da escola.

Muito mais grave do que a desorganização gerada na rotina por aqueles que desconsideram as regras é o que se comunica aos nossos filhos com essas atitudes. As crianças, os adolescentes e os jovens se constituem através da observação e da reprodução dos modelos que presenciam. Dificilmente pensarão no coletivo, se seguirem presenciando cenas em que a vontade individual se sobrepõe ao bem-estar da comunidade. Essa é uma reflexão importante, que todos os que se ocupam de educar deveriam compartilhar. Nilton Bonder, em artigo na Folha de São Paulo, faz uma análise do papel de quem conduz um carro. “Quem conduz um automóvel é uma consciência”, diz ele.

O debate, a discussão e o diálogo sobre estas atitudes são sempre fomentados por nós, porque são importantes para que possamos ajudar a todos a tomar consciência desta situação. No entanto, é preciso lembrar que a escola, como instituição, tem seus limites de tempo e pessoas e deve priorizar, sempre, a educação de seus alunos.

E o blog voltou…

Por Vania Marincek

As férias acabaram e os nossos alunos estão chegando. Animados com o primeiro dia de aula, querendo saber todas as novidades sobre o novo ano. Os antigos estão felizes por reencontrar os amigos e voltar à escola; os novos, curiosos com as novas possibilidades… E nós já estamos trabalhando a todo o vapor para garantir que tudo ocorra da melhor forma possível para todos.

Já é hora de o blog voltar também. Novo ano, novas ideias, novos temas, novos debates.  Seguiremos compartilhando com vocês um pouquinho de tudo o que nos ocupa, surpreende, orienta, instiga.

Vamos trazer temas de interesse para todos os segmentos e organizar as postagens de forma a garantir o atendimento aos diversos interesses. Nessa primeira semana trataremos, a cada dia, alternadamente, de temas tais como: a adaptação à Escola dos alunos de EI e F1, a aprovação de nossos alunos nos vestibulares, e as ações formativas dos programas de férias do Centro de Formação.

Para a elaboração dos posts, seguiremos contando com a colaboração de todos os setores de nossa comunidade. Diretoras, coordenadoras, orientadores, professores, alunos da Escola, formadores, alunos do Centro de Formação, pais, que serão convidados a escrever e trazer seus pontos de vista de forma a enriquecer e a ampliar as possibilidades de reflexão.

O blog da Escola da Vila tem se constituído, cada vez mais, num excelente canal de comunicação com toda a comunidade escolar. Através de cada post torna-se possível conhecer, de forma simples e objetiva, aspectos do trabalho e da reflexão desenvolvidos na escola e, ainda, debater sobre eles. Muitos pais e seguidores já descobriram isso e o acompanham diariamente. Convidamos a todos a fazerem o mesmo. Para isso, é só se inscrever neste link e as atualizações do blog aparecerão em seu e-mail.

Esperamos por vocês, e que 2013 seja um excelente ano!

Muitos estudos, muitas ações, muitas ideias.

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Por Vania Marincek

As aulas começaram na última quarta-feira, mas a equipe de professores já estava trabalhando “a todo vapor” desde o início da semana.

Mais do que o tempo de rever os encaminhamentos em sala de aula e repensar os diversos estudos e projetos de trabalho com os alunos, o planejamento é também o tempo de aproximação a temas e conteúdos que contribuirão para a formação profissional e pessoal de cada professor. Por isso, o período de planejamento é pensado de forma a prever momentos de atividades relacionadas com o encaminhamento dos conteúdos em sala de aula e outros de estudos, discussões e debates de temas importantes para cada segmento e para toda a formação de todos os professores.

Dessa vez a proposta de formação para todos ficou por conta da apresentação sobre a XXX Bienal de Arte de São Paulo, que acontecerá entre setembro e dezembro de 2012 e tem por nome “A iminência das poéticas”. Num encontro instigante com os arte-educadores do educativo da Bienal, organizado para apresentar as escolhas da curadoria  do evento através da apresentação de seu tema e da biografia e  produção de  alguns dos artistas  que participarão, o que aconteceu foi muito mais do que uma simples apresentação. O impacto de algumas obras provocando diferentes reações como estranheza, curiosidade e até aversão, certamente serviu como provocação para reflexões pessoais sobre o que é a arte hoje e sobre o papel do artista na arte contemporânea e, especialmente, sobre a relação de cada um com as produções artísticas.

Além desse encontro, em cada segmento aconteceram estudos e aprofundamentos em temas específicos do momento de trabalho do segmento.

Muitos estudos, muitas ações, muitas ideias. Todos ganham com isso. Os professores que já começam animados pelos debates e planejamentos realizados e os alunos que estão chegando e se inserindo em um ambiente de trabalho bem organizado e constituído.

De quem é o espaço da escola?

Por Vania Marincek

Ninguém discorda que participar da vida dos filhos é importante e muito bom. Mas será que os filhos não devem ter espaços em que transitem sem a intervenção familiar? E a Escola? É um espaço autônomo?

A família constitui-se para as crianças pequenas no único espaço de convivo social e de aprendizagem sobre este. A entrada na escola é o primeiro marco de ampliação das possibilidades de convívio. A criança vai aprender a conviver entre iguais e em relações recíprocas. Indivíduos da mesma idade, com uma forma de pensar semelhante, com aprendizagens a serem construídas em comum, com propostas planejadas especificamente para essas aprendizagens e mais uma gama de situações não planejadas, mas previstas, relacionadas a aprendizagem para o convívio.

Para a Escola, delimitar esse espaço como sendo, por direito, de cada criança e só dela e ao mesmo tempo de interlocução e vínculo com as famílias é um desafio diário.

É preciso garantir que os alunos reconheçam e confiem que a Escola é um lugar seguro para suas aprendizagens, e para isso preservar os espaços em que a aprendizagem se dá; e, ao mesmo tempo, dar ás famílias a garantia de que podem ter acesso ao local de trabalho de seus filhos e aos profissionais que lhes auxiliam nessas aprendizagens.

Por isso, os pais aqui na Escola da Vila podem entrar nos momentos de entrada e saída, ir até as salas de seus filhos e filhas e conversar com professoras e professores, mas não podem intervir nas situações de aula.

Nas aulas, os alunos encontram a segurança de que poderão aprender com tranquilidade, em um espaço preparado para tal e sem precisar dar conta, naquele momento, de expectativas de naturezas diversas da escolar.

Porque o uniforme não é obrigatório na Escola da Vila?

Por Vania Marincek

Sempre no início de um novo ano letivo somos abordadas por pais que acabaram de chegar e se interessam em saber  porque não temos uniforme obrigatório aqui na Escola. Recentemente encontrei em meus arquivos um texto que escrevi há alguns anos para a Folha de São Paulo sobre o tema e o compartilho abaixo.

“ A Escola da Vila foi fundada  no início da década de 80, época em que a visão de escola predominante era a  da escola que privilegiava o individualismo e  se opunha aos pressupostos democráticos. Naquele momento, o uniforme simbolizava a “padronização e massificação que propunha a homogeneização dos indivíduos”. A Escola da Vila já considerava que cada aluno se constitui em um indivíduo com suas especificidades e diferenças e que o foco da Escola deve estar no processo ensino-aprendizagem. Assim, nos parecia contraditório, (e até mesmo ultrajante) naquele momento político, a proposta de uso de uniforme.

De lá para cá muitos anos se passaram e muito mudou, o país se transformou e a simbologia negativa contida no uniforme perdeu a força.

Na Escola isso se refletiu também na opção pelo uso do uniforme, não como forma de padronizar os grupos, de não considerar as diferenças individuais, mas como uma forma de facilitar o dia a dia das famílias e ao mesmo tempo promover o sentido de pertinência a uma comunidade.

Por este motivo optou-se pela não obrigatoriedade do uniforme. A Escola oferece uma linha de uniformes criada para atender as diferentes necessidades das diferentes faixas etárias, ficando a critério das famílias a decisão de seu uso.

Em cada segmento os alunos e pais têm a opção de escolher o que querem. Essa escolha se explicita de forma diferente nos diferentes momentos da escolaridade.

Na Educação Infantil e nas séries iniciais do  Ensino Fundamental há uma grande incidência do uso de uniformes pela  praticidade em função das características da faixa etária, as crianças brincam muito, sujam e estragam muita roupa, e também por escolha dos próprios alunos que se orgulham em usar uma roupa que marque socialmente o grau de identidade que possuem com a Escola.

À medida que se aproximam da adolescência, os alunos deixam de usar o uniforme, pois como estão buscando sua própria identidade e o grupo social tem uma grande importância, a roupa também é um  indicador das escolhas pessoais de cada um e contribui para identificar a que grupo o adolescente pertence.

Assim, o uniforme opcional foi a solução encontrada para atender as especificidades das diferentes faixas etárias e as solicitações dos pais.

Lição de casa bem caprichadinha.

No início do Fundamental 1, as crianças se deparam com muitas novidades relacionadas a sua própria vida escolar. Novos materiais, novos procedimentos a serem aprendidos e a lição de casa talvez seja o mais emblemático de todos, pois irá acompanhá-los por toda a vida escolar.

Os pequenos precisam de ajuda para fazer a lição de casa?

Sim, no início precisam de muita ajuda, pois é tudo novo. Não sabem o que fazer em casa com aquela lição que é igual as que faz na escola, mas é para fazer em casa, um outro espaço, muito diferente da sala de aula. Precisam ter um lugar reservado para fazê-las e de orientações para se organizarem. A ajuda do adulto será modelo e parâmetro de organização e capricho. As crianças ainda não conhecem procedimentos básicos de organização como pular linha, ou apagar com cuidado para não borrar,  e escola e família podem ajudá-los nesse aprendizado. Essa é a principal ajuda que os pais podem dar nesse momento. Garantir que façam a lição com empenho e capricho.

As crianças não precisam vir para a escola com a lição totalmente certa,  o mais importante é que pensem sobre os conteúdos  e busquem formas de resolvê-las. Tudo será discutido em sala de aula, no momento da correção, quando terão oportunidade de explicitar o que pensaram e fizeram. Nesse contexto, é importante que tragam para a escola  o que estão pensando, mesmo que estejam equivocados. A ajuda dos pais será a de  garantir que se empenhem na resolução das tarefas. Pedir que retomem suas anotações de classe, que consultem outra lições semelhantes, e que expliquem o que fizeram, são estratégias que podem ajudar as crianças na reflexão proposta pela tarefa.

Mas até quando os pais precisam ajudar?

A ajuda dos pais será sempre bem-vinda em todos os momentos da escolaridade das crianças, mas ela vai mudando de forma à medida que crescem e se tornam mais autônomas.  A partir do 4º ano, a  maioria dos alunos já não necessita da presença do adulto a seu lado, e, se a criança teve bons modelos de organização, poderá dar conta da lição e da arrumação de sua mochila e pertences com autonomia. Nessa fase, exatamente por estarem maiores, começam as lições de estudo e novamente, as crianças precisarão de ajuda para aprender os procedimentos que lhes darão autonomia para estudar. A ajuda dos pais não será pautada no simples  controle, mas na interlocução. Ajudando o filho ou filha a resgatar e organizar o conteúdo abordado em classe, retomando os  procedimentos de estudo que foram discutidos em sala de aula, ajudando a criança a fazer uso desses procedimentos, etc.

Vania Marincek

É proibido proibir

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Por Vania Marincek

Um dos estudos que mais deixa saudade para os alunos é o sobre os anos 60, nas classes de 4º ano, antiga 3ª série. Esse é um dos estudos mais antigos de nosso fundamental 1 e existe desde a implantação desse segmento.

A eleição do tema se deu porque um dos pressupostos do trabalho na área de Ciências Sociais é o de que os alunos tivessem contato com diversas fontes de informação – material iconográfico, fotos, depoimentos, documentos históricos, etc.

Assim, os anos 60 eram o tema ideal. Anos de muita efervescência cultural e política e que ainda estavam bem próximos, o que nos possibilitava o acesso a fontes vivas. Vivas e muito presentes, pois naquele início os próprios pais das crianças haviam vivido sua adolescência ou juventude nessa época e tinham muitas histórias para contar.

Era um projeto que contava com a participação intensa das famílias. Muitos pais querendo vir contar suas experiências, muito material de apoio trazido pelos alunos.

Ao final do estudo, os alunos organizavam um desfile que era apresentado para toda a Escola e alguns anos mais tarde, para os pais no evento de encerramento do ano.

Esse era um dos momentos mais esperado e aproveitado por todos. As crianças traziam várias roupas que eram organizadas no centro da sala e todos juntos iam montando o traje de cada um. Todos opinando, emprestando objetos, sugerindo acessórios, ansiosos para ver o resultado.

O estudo existe até hoje e segue sendo um dos mais queridos dos alunos. As fontes  não são tão próximas, mas sempre há um avô que vem contar sobre suas experiências, ou mesmo um amigo de alguma das  famílias. O desfile  deu lugar a uma apresentação teatral que é  preparada pelos alunos com muita seriedade e envolvimento e que é sempre muito esperada pelas famílias.

Quando começaram os acampamentos.

Por Vania Marincek

As saídas dos alunos para acampamentos começaram antes da implantação do F1. Era na classe de 6 anos que acontecia a primeira viagem do grupo. Era o último ano na Escola e a viagem constituía-se como um marco de crescimento e de despedida.

Prof. Tereza, Clice, Yara, Vania, Sônia e Beto. Acampamento Carroção, 1987Assim, quando iniciamos a implantação do  F1,  mantivemos a atividade por considerarmos o acampamento  um espaço diferenciado de convívio – entre as crianças e entre elas e os adultos, em que  vivem novas propostas, em outro espaço organizado de forma diferente do espaço escolar, e sem a presença da família, o que lhes possibilita construir recursos para a autonomia.

No início, levávamos todas as séries em uma mesma viagem. Era uma delícia, as turmas de diferentes idades se misturavam, convivendo e aprendendo juntos.

O acampamento era esperado com ansiedade pelas crianças e pelos pais, que viam nele a oportunidade de seus filhos viverem uma situação de crescimento em um contexto seguro e organizado para tal.

Acampamento Carroção, 1987.Nesses primeiros tempos o acampamento escolhido era o Sítio do Carroção. Os alunos dormiam todos em um  único alojamento, e o momento de chegada já era especial. Todos desfazendo as malas, os maiores ajudando os menores a arrumar a cama, a unir os beliches para que ninguém corresse o risco de cair no meio da noite.

Também nas brincadeiras havia o convívio de todos e os desdobramentos naturais das diferenças de idade. Lembro-me de uma vez, de  uma espécie de gincana em que cada criança, a cada prova cumprida, ganhava um risco de tinta na face. Assim, ao final do jogo, os participantes teriam o rosto todo colorido. No momento da  contagem de pontos para saber quem seria o vencedor, um grupo começa a discutir:

“_Gabriel, a gente perdeu por sua causa,” dizia uma criança de 3ª série para um pequeno, com quase 6 anos. E outra acrescentava:

“- Olha a sua cara, nem tem nenhuma tinta, você fez tudo errado!”

Ao que Gabriel respondeu, dando risada e encerrando a discussão:

“- Eu não entendi nada, mas eu se diverti!”

Roda em volta da fogueira, acampamento Carroção, 1988.Eram dias de muita descontração, em que as crianças aproveitavam ao máximo a viagem e aprendiam muito, especialmente sobre o convívio!

Ah, mas eu vou parar só um pouquinho…

Por Vania Marincek

Entrada do F1 no Morumbi.Organizar os horários de entrada e saída da escola exige o cuidado com inúmeros aspectos, especialmente no horário do almoço quando há a saída e chegada de alunos dos dois períodos. Definir os horários de saída e entrada de forma a garantir o desencontro dos alunos, organizar o espaço na rua para que os pais possam buscar e deixar seus filhos com rapidez,  definir portões específicos para os alunos que vão para a Escola com transporte escolar, são alguns exemplos da diversidade de decisões que precisam ser tomadas e sistematicamente avaliadas.

Entrada da Educação Infantil no Morumbi.Seguranças, porteiro, monitoras e gerenciador de trânsito  trabalham nos portões da Escola para garantir a segurança dos alunos e apoiar os pais nesses momentos. Entretanto, para que essa organização favoreça a todos é preciso que toda a comunidade se empenhe e colabore respeitando seu funcionamento.

Entrada do F1 no Butantã.Parar em filas duplas, estacionar em garagens, não esperar o carro chegar ao portão e parar no meio do corredor de cones para que as crianças desçam, desconsiderar as solicitações dos funcionários da escola, são exemplos de atitudes que comprometem o próprio funcionamento da estrutura montada, gerando um verdadeiro caos nas ruas ao redor da escola.

Saída do F2 no Morumbi.O mais importante é que não podemos nos esquecer que somos modelos para nossos filhos. Eles serão o que aprenderem conosco e dificilmente pensarão no coletivo, se seguirem presenciando cenas como essas.