Acampamento de férias: um convite à aventura

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Por Washington Nunes, coordenador de esportes

Existem algumas ações desenvolvidas pelo Setor de Esportes que tiveram, ao longo da história, duas origens bem interessantes.

A primeira tem a ver com a criação de uma atividade que os professores do setor, a coordenação e a direção julgam ser importante para o desenvolvimento das crianças. Isso aconteceu com a implantação da Capoeira, da Oficina Lúdico-motora e Esportiva, do Tênis, da Oficina de Esportes, da Escalada e de todos os treinamentos das diferentes modalidades: Basquetebol, Futsal, Handebol e Voleibol.

A segunda surge de uma demanda apresentada pelas famílias. Nesse caso, alguns pais nos procuram ou nos mandam sugestões e, a partir daí, verificamos como viabilizar sua implantação. Foi o caso da Escolinha de Futsal, que foi criada a partir de várias solicitações de pais.

E, no meio dessas duas, houve a criação de uma que envolveu sugestões de alunos, professores e pais: o Acampamento Esportivo de Férias.

Para alguns alunos, a ideia de continuar a praticar sua modalidade favorita em meio ao período de férias seria muito legal.

Já para os pais que não conseguem conciliar as férias do trabalho com as férias escolares dos filhos, o acampamento tem a capacidade de aliar recreação e aprendizagem, pois os filhos podem participar de diferentes atividades, estar em um local que oferece conforto, segurança e o acompanhamento de professores da Vila.

E, por último, os professores viram nessa atividade uma ótima alternativa de conhecer os alunos em um ambiente mais informal e dar continuidade a ações de práticas corporais e esportivas.

Um acampamento de férias pode contribuir com o desenvolvimento integral dos participantes, porque, por meio de propostas esportivas, recreativas, culturais, de jogos e brincadeiras, surge “um convite à aventura” de conhecer pessoas, conviver, integrar, ter papel dentro de um grupo social, ter liberdade e autonomia com um toque especial para a segurança e em contato com a natureza.

Por tudo isso, acredito muito na força que o acampamento tem para o desenvolvimento dos alunos.

Ao viajarem sem os pais, as crianças e os jovens aprendem a cumprir obrigações consigo, com os colegas de quarto, com os monitores e com as regras do acampamento.

“Viajar sozinhos” oferece às crianças e aos jovens poderem vivenciar e resolver situações-problemas, fazer escolhas longe da supervisão dos pais e cuidar e se responsabilizar pelos seus pertences. Isso desenvolve a autonomia, pois surge a necessidade de tomar decisões, acatar novas regras e combinados e gerenciar novas responsabilidades.

Para os pais pode ser também um aprendizado, pois terão que conviver com a separação momentânea, com a ideia de que o filho não precisa mais dele (o que nunca vai acontecer) e perceber um comportamento mais independente por parte da criança.

O Setor de Esportes realizará em julho a nona edição do acampamento.

Que bom que conseguimos, ao longo de tantos anos, dar continuidade às ideias dos que auxiliaram em sua construção.

Um abraço, e para os que vão embarcar conosco, até julho!

Por que realizar uma competição como a Olim Vila?

OlimVila

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Por Washington Nunes 

Normalmente, para organizar um evento esportivo, precisamos ter uma grande noção do por que devemos fazer isso.

Imagine uma competição estudantil, realizada anualmente, há 27 anos, que reúne em torno de 1.500 alunos/atletas, 80 treinadores, 30 árbitros, 5.000 expectadores, 7 modalidades esportivas e 3 semanas de competição. Além disso, é necessário obrigatoriamente o envolvimento de diferentes setores da escola: produção, manutenção, tesouraria, segurança, limpeza, telefonia, editoração, biblioteca, comunicação, secretaria, treinadores, direção e um grande investimento em tempo e recursos financeiros.

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Tudo isso sem contar que muitos alunos passam dias de expectativa para o início dos jogos, gerando ansiedade, conversas nos intervalos (e durante as aulas!) sobre os jogos, e eles fazem grandes combinados entre eles. E ainda contar com grandes parceiros, os pais de nossos alunos, que deixam de viajar em jogos nos fins de semana, tentam sair mais cedo do trabalho para assistir aos jogos no período da noite enfrentando um baita trânsito, recebem em suas casas quase o time inteiro pra dormir e jogar no dia seguinte, carregam umas 10 pessoas em seus carros (ninguém sabe como cabe?!).

Bom, por que é que alguém, com tudo isso acontecendo, ainda resolve fazer uma competição como essa?

Pois é! A Olim Vila é isso! Exerce em todos um enorme senso de comprometimento, tendo uma história de simplicidade, de cumplicidade e de transformação.

Reúne pessoas de diferentes séries que jogam com a mesma camisa (e aprendem a fazer isso com amizade e garra).

Todas as pessoas envolvidas trabalham muito, se esforçam e se desgastam, porém, no dia da cerimônia de abertura, quando a Tocha Olímpica aparece iluminando um dos raros momentos em que a escola está às escuras, há um brilho especial no ar e todo o esforço é recompensado, com sorrisos e lágrimas nos diferentes rostos.

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Quando vimos alunos que iniciaram timidamente os treinamentos se arriscando a fazer coisas mais difíceis, melhorando suas habilidades (sejam técnicas, sociais, participativas, colaborativas), percebemos que, sim, sabemos o porquê de estarmos fazendo esse evento.

Até com os pais percebemos mudanças, pois, como nossa sociedade é de rendimento, todos querem que seus filhos joguem, joguem muito tempo, ganhem todos os jogos e, por alguma questão, deixam de olhar o percurso (quanto os filhos aprenderam a esperar e ajudar, quanto melhoraram em pequenos detalhes de empenho, de técnica, e entendimento do jogo, quanto se tornaram menos explosivos com os árbitros).

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Quando percebem que o percurso é muitas vezes mais importante que um gol, que uma vitória, aí completamos nosso orgulho em saber que podemos, por meio de um simples jogar bola, transformar todo um entorno.

Vem aí a 27ª Edição da Olim Vila.

Dia 6 de maio teremos mais uma cerimônia de abertura. Estão todos convidados.

Ah, e se você se sentir emocionado, não fique preocupado, quase sempre isso acontece!