Mães e pais: precisamos conversar sobre o WhatsApp

Por Fernanda Flores 

Há 7 anos, esse aplicativo adentrou em nossa vida digital e, de lá para cá, passou a ser uma opção imediata na criação de contatos, sendo inevitável que qualquer pessoa que o utilize seja colocada compulsoriamente em algum grupo ou seja criadora de um ela mesma, com a finalidade de ter notícias da família, conectar-se rapidamente com filhos, colegas de trabalho, grupos de amigos e, por que não, com os pais e as mães da mesma turma de seu(sua) filho(a) na escola.

A tecnologia facilita algumas relações, e ferramentas como o whatsapp permitem que grupos conversem de forma privada sobre os mais variados assuntos. No entanto, tais grupos possuem diferentes objetivos, e a clareza desses objetivos e limites é objeto da reflexão que propomos a seguir.

Como todo tema difícil, precisamos assumir o desafio de enfrentá-lo e entendemos que uma boa conversa e o esclarecimento de como a Escola vem interpretando o fenômeno “conversas entre pais nos grupos de whatsapp” se torna necessária e urgente.

Em nossa escola, a maioria dos pais participa de grupos assim para trocar informações relacionadas ao dia a dia das crianças. Entendemos que esse canal ajuda muito a tratar rapidamente de assuntos corriqueiros que envolvem toda sorte de combinados, os quais podem vir a fortalecer as relações de convívio e permitem divulgar e promover programas culturais entre as crianças, bem como facilitam a organização de rodízios e caronas, comunicam festas e aniversários, divulgam ações comunitárias, alertam para adoecimentos contagiosos (e que já foram comunicados pelos pais e responsáveis à escola, ufa!), enfim, que, de fato, promovam uma aproximação e uma cultura colaborativa entre as famílias.

Esse é o aspecto que vemos como mais positivo desses grupos: ampliaram as rodas das portas da escola e incluíram aqueles que não dão conta de levar e buscar seus filhos todos os dias. Mas em que medida aparecem, também, temas que geram desconforto entre os participantes dos grupos de whatsapp, assuntos que promovem desavenças e interpretações precipitadas de fenômenos inerentes ao cotidiano escolar?

Vivemos muitas situações nas quais a escola é informada indiretamente sobre cenas do cotidiano distorcidas, parcialmente analisadas, com uma lupa sobre ações de crianças e/ou professores, nas quais, via de regra, há estigmatizações, prejulgamentos superficiais e, muitas vezes, deixando de lado o principal interessado em esclarecer qualquer ocorrido, a coitada da escola! À escola resta, nessas circunstâncias, realizar um conjunto de ações que visem comunicar e esclarecer encaminhamentos que deveriam fazer parte da confiança básica dos familiares em relação aos profissionais.

18_4_2016_3Uma criança que agride não é, necessariamente, uma ameaça; um objeto que desaparece não é, necessariamente, resultado de um furto; um adulto que fica bravo não foi, obrigatoriamente, inadequado; uma frase tirada do contexto (coisa comum para uma criança que relata uma cena em casa) não quer dizer, literalmente, o que foi dito; uma família desorganizada temporariamente não deixa de amar e cuidar de seus filhos; uma provocação infantil não é sempre bullying. Precisamos ponderar, e quem pode fazer isso, com toda a propriedade, são os profissionais da escola escolhida pelas famílias para acolherem seus filhos!

Há também outras situações igualmente embaraçosas nas quais surgem desrespeito entre pais, mães, responsáveis, com escritas que acuam, constrangem, julgam ou reprimem condutas, nem sempre conhecidas devidamente. A expressão desses julgamentos efêmeros ganha concretude escrita, ao contrário das palavras orais que se esvaem e são esquecidas. Indisposições e eventualmente inimizades são criadas desnecessariamente.

E eis em cena algo que conversamos imensamente com nossos estudantes, sejam da EI, do F1, do F2 ou do Médio: determinadas conversas, determinados assuntos DEVEM ser tratados face a face, pessoalmente, mediados por olhar, tom de voz, gestos e com o equilíbrio necessário quando enfrentamos contendas comuns à vida na coletividade.

Ficamos, como comunidade de educadores, perplexos com a manifestação de falta de tolerância e de disponibilidade para o outro, o diferente, temas tão caros para a escola, valores que passamos anos a forjar na formação integral de nossos alunos e alunas.

Como disse Paula Sibilia, em recente palestra na escola, os muros e as paredes não são suficientes mais para cercearem e definirem os contextos, pois eles são invadidos por aqueles que lá não estão.

18_4_2016_1Observamos situações nas quais mães e pais interferem na construção de responsabilidades próprias do estudante, pedindo aos pais dos colegas cópias das lições de casa que seus filhos não anotaram, conferindo orientações de estudos, revisando provas, comentando questões e consignas dos trabalhos, ações todas voltadas para resolver problemas que deveriam ser dos alunos. Ou seja: aos olhos da escola, retiram desafios fundamentais para seus filhos na busca de evitarem frustrações e situações que podem ser profundamente educativas para o futuro dos mesmos. Como irão esses jovens, tutorados pelos pais, assumir suas responsabilidades atuais e futuras se lhes roubamos a oportunidade de aprender?

Assim, assumimos, com todos os riscos aqui envolvidos, a tentativa de deixar-lhes recomendações para que os grupos de whatsapp entre pais e mães caminhem com tranquilidade, respeito mútuo e amabilidade frente a temas desafiadores:

Ponderar: é esperado que alguns pais se angustiem mais que outros frente a algumas situações. Assim, vale a experiência e os comentários de quem já viveu situações análogas e sempre pode contribuir. Forma-se, então, uma rede que se autorregula e se ajuda nos desafios esperados ao longo do crescimento num grupo de convívio escolar.

18_4_2016_4

Compreender: que os membros do grupo pensam de formas diferentes e têm distintos graus de intimidade, ou seja, lidam de forma mais ou menos reservada, a depender do assunto e da forma como ele é apresentado.

Endereçar: atuar no grupo de forma a dimensionar a necessidade de remeter à escola quando as questões precisam ser tratadas pela orientação e somente encontram razão de ser se abordadas na escola e pela escola.

Dialogar: lembrar sempre que o diálogo, seja em redes sociais ou pessoalmente, é uma via de mão dupla, em que cada um tem o direito de colocar suas ideias nos limites do direito do outro, cuidando da linguagem e demonstrando o respeito que todos merecemos.

E, para finalizar, entendemos que a reflexão e a transparência sobre os alcances dessa ferramenta como mediadora de temas complexos entre pais e escola tende a amadurecer na comunidade escolar.

158 ideias sobre “Mães e pais: precisamos conversar sobre o WhatsApp

  1. Fernanda,
    Adorei seu texto, muuuuito esclarecedor e orientador.
    Admiro muito da postura corajosa e responsável da escola!!
    Obrigada!

    • Obrigada Patricia pela seu incentivo. Esse é um tema que precisamos começar a abordar, sem receios e com objetividade. Um abraço,
      Fernanda.

      • Boa tarde!
        Sou coordenadora de uma escola e temos vivenciados situações que merecem a reflexão que o texto aborda. É possível compartilhar? Pode ser publicado no site da escola?
        Muito obrigada,
        Daniela

      • É inegável que estamos, como a advento da Internet, vivenciando uma nova e, mais rápida forma de comunicação entre os povos. Porém, como tudo na vida, carece de ponderação. O WhatsApp tem se tornado uma ferramenta, muito utilizada para agrupar pessoas, de forma rápida e menos intrusiva, sobre um mesmo tema de interesse dos mesmos. Nota-se, entretanto, exageros, pois o contato direto e pessoal, para determinados assuntos / decisões ainda é mais eficaz.

    • Também gostei muito também. Estar atendo às tecnologias e seu riscos, principalmente no tocante ao comportamento ético, é fundamental (talvez até mais que a conteúdos curriculares….). Beijos e boa semana!

    • Boa noite! Não sei se devo comunicar um fato à escola da minha filha:
      Ela tem 10 anos, muito calma e tímida e tem a melhor amiga, também de 10 anos, que é “bem saidinha” e fica lhe enviando mensagens de incentivo para minha filha beije e namore os meninos. E o pior, disse que ela mesma quer muito namorar a minha filha. Essa menina tem problemas de violência doméstica, o pai bate na mãe e mãe bate nela, por isso não posso contar nada pra mãe. Minha filha não sabe que vi as conversas. Não sei como agir! Estou apavorada, parece que ela está meio obsecada por minha filha. Será que a escola pode me orientar, é uma escola pública municipal. Obrigada!

  2. Fernanda,
    Tenho pensado e discutido muito sobre esse assunto com meus amigos, que tem filhos em outras escolas também e é muito parecido com os exemplos que você nos coloca para pensar. Precisávamos falar sobre isso mesmo. Muito esclarecedor. Obrigada, Penha.

  3. Sempre é hora de refletir como estamos usando as ferramentas atuais de comunicação, muitas vezes a forma de usa-las “desanda” .
    Ótimo texto, boa orientação.

  4. Fernanda,
    Muito bom texto. Para pensar…..
    Confesso que faço parte das mães que compartilham/conferem lições de casa. Nao farei mais isso!!!! Concordoooooooooo 100% com sua colocação….que filhos estamos criando?
    Obrigada,
    TATI, mãe feliz do Pedro e da Ana

    • Obrigada por seu comentário Tatiana. Muitas vezes, com a melhor das intenções, acabamos por assumir à frente de nossos filhos, quando é tempo de eles próprios arcarem com responsabilidades do tamanho que precisam para crescer autônomos.

  5. Parabéns pela reflexão! Faço apenas uma ressalva. Discordo do “coitada da escola”, coitado de todos nós que perdemos com o mau uso desta tecnologia. E principalmente, coitadas das crianças, que neste caso serão as principais vítimas. Em tempo de polarizações, reforço o cuidado, afinal com certeza, no grupo do zap dos professores tb veremos mau uso da tecnologia. Precisamos TODOS aprender, e juntos aprendemos melhor!

    • Ciça, obrigada pelo comentário e certamente, esse alerta é para usuários dessa ferramenta sempre ponderarem sobre seus usos, objetivos e limites.

    • Excelente colocação Ciça Melo! Em muitas ocasiões vemos o péssimo uso desta ferramenta por profissionais da educação. Aprender e saber usar as palavras faz, também, toda diferença.

  6. Fernanda, boa tarde! Faço parte da direção do Colégio Luiz de Queiroz, de Piracicaba e, constantemente, fazemos parte dos cursos da Escola da Vila. Estamos passando pelo mesmo “problema” com as famílias de nossos alunos e seu texto fez-nos sentir que conversávamos com pais e mães da nossa escola. Dessa forma, gostaria de saber se você autoriza a publicação dele, com a referência do seu nome e do nome da Escola da Vila, em nosso site, blog e como comunicado aos pais. Obrigada pela atenção, Tais – Direção CLQ – f. (19) 34291100

  7. Olá Fernanda! Parabéns pelo texto. Exatamente como eu penso, só que dito de forma muito clara, objetiva e delicada. Sou da APLOC – Associação de Pais da Lourenço Castanho e queria sua autorização para compartilhar com os outros membros da APLOC e com a Diretoria da escola, claro que com os devidos créditos. Muito obrigada!!!!!

  8. Tenho horror ao whatsapp. A instantaneidade e a distância são perigosos demais. E me deu um arrepio no corpo todo. Que loucura que a gente precise revisitar combinados aparentemente tão simples e fundantes da vida em sociedade…

  9. Puxa Fernanda, estou por fora destes assuntos. Estava falando semana passada na minha escola, o quanto as mães do 7o ano não tem esta postura, de formar grupos para discutir este tipo de assunto. São formados grupos apenas para nos organizarmos com festas e cinema. Super saúdaveis. Cheguei até a pensar que era uma caracteristica de todas as turmas, que ingênua!

    • Olá Liliane, obrigada pelo comentário, pois há mesmo muitos usos saudáveis e válidos para nossa organização com o grupo de uma mesma turma!

  10. Parabéns Fernanda!
    Realmente um alerta,as vezes como pais, não nos damos conta de quanto a interferência pode ser prejudicial , o quanto a “tecnologia”, que está cada vez mais presente, e como todos os outros norteadores de educação, precisam de bom senso e ética, para podermos colher bons frutos Obrigada! bjs

  11. Texto perfeito. Muitos aspectos aqui relatados independem das redes sociais. A criança fala: não deu tempo para acabar de copiar pois a professora apagou a lousa. Os pais chegam à escola muito irritados dizendo: essa professora está perseguindo meu filho. Isso é bulling. Como coordenadora vou a sala e peço alguns cadernos de alunos e pergunto: por que o aluno A , o aluno B conseguiu copiar toda a lição, e seu filho não. Estamos observando o nascer de uma geração que não se responsabiliza por suas ações e aprende com os pais a jogar a culpa no outro.

  12. Como toda ferramenta ela é reflexo de quem a usa. Ela é o reflexo direto de cada um de nós.

    Além disso alia-se a ignorância do uso e sua aplicações e implicações. É muito triste ver que esta ferramenta muitas vezes substitui o contato direto e o olhar no olho.

    Através da ferramenta discutimos sem ouvir ou sem ponderar, pois lá tudo é muito imediato. Falamos (escrevemos) e botamos no bolso, não sabemos se a pessoa vai ler imediatamente após nossa mensagem ser enviada, ou daqui a 4 horas. Falamos ( escrevemos) e logo em seguida mudamos o foco para uma foto no Instagram ou uma piada no Facebook. Não há como manter um diálogo saudável.

    Ao meu ver este tipo de ferramenta serve para uma mensagem rápida, um aviso sobre quem vai buscar o filho, ou se ele está adoecido e não vai para a escola.

    Muito bom o texto, Fernanda, mesmo eu achando que não há como definir nem pedir para que se adote um tipo X ou Y de conduta. Lá, como qualquer outro campo do mundo digital, é um campo volátil. E sempre será.

    • Que bom tê-lo como leitor de nosso blog. Concordo totalmente com suas colocações, e nossa provocação é mesmo de que possamos refletir sobre usos e alcances dessa ferramenta.

  13. Olá, Fernanda!
    Excelente e muito oportuno esse seu texto. Parabéns!!!
    Também gostaria da sua autorização para compartilhá-lo com a Direção da escola na qual atuo como Pedagoga. Como percebi que, dando os devidos créditos, essa socialização está sendo permitida, desde já agradeço. Abraços e sucesso!!!

  14. Olá, bem bacana o texto… retrata e levanta questões que tb venho enfrentando na escola da minha filha. Gostaria de saber se posso compartilhá-lo na minha página, Conexão materna. Grata

  15. Parabéns pela reflexão, Fernanda, mas senti falta da voz do aluno em seu texto. Não acha que a lógica horizontal, ubíqua e instantânea de aplicativos como Whatsapp, Telegram e Snapchat pode nos ajudar a, enfim!, ter as pedagogias ativas verdadeiramente agindo nas salas de aula? Como as vê na construção social do conhecimento e na possível democratização de uma nova experiência de aprendizagem? Me conta… obrigado!

  16. Parabéns pelo excelente texto, o qual reflete com propriedade um problema que as escolas têm vivido com esta nova mídia.
    Mesmo, nós da Educação Infantil, vimos sofrendo os abusos do uso deste meio.
    Muitas vezes as informações que os pais estão trocando sobre um determinado assunto, o mesmo ainda nem chegou ao conhecimento da escola .

  17. Muito bom o texto! Tema que realmente deve ser discutido com os pais pela escola, buscando assim minimizar os prejuízos que essas atitudes podem causar a alunos, família e escola. Sou orientadora educacional em uma escola pública e estamos passando por dificuldades parecidas com as citadas no texto.
    Obrigada pelo esclarecimento!!!

  18. Olá!
    Excelente texto!
    Parabéns pela iniciativa. Também me incomodo muito com essas publicações entre os pais.
    Vi alguns pedidos acima para publicar o texto.
    Também irei publicar no site de nossa escola com a autoria de vocês. Formidável.

  19. Muito bom o texto, nos faz pensar nessa linha tênue entre a utilidade da rede social e a dependência da mesma…importantíssimo ficarmos atentas!!!

  20. Parabéns pelo texto, muito pertinente.
    A tecnologia avança muito rápido e muitas vezes “atropela” questões básicas de educação, ética e bom senso. Mas fofoca é fofoca, presencial ou virtualmente.

  21. Fernanda,
    Muito oportuna a publicação do texto. Parabéns!
    Infelizmente fico “aliviada” também ao ler os comentários que foram postados aqui, sinalizando que esse problema não está instalado apenas na instituição da qual faço parte. O que está acontecendo com a nossa sociedade?Estão distorcendo os papéis da família e da escola por meio da tecnologia?
    Abraços!

    • É Marina, precisamos por em cena determinadas situações que como educadores temos a responsabilidade de alertar, ponderar e criticar. Obrigada pela leitura!

  22. Excelente texto! Ótima reflexão… Precisamos nos criticar como seres sociais, que somos em essência.
    Obrigado por compartilhar.
    Cristhian Pedrosa.

  23. Ótimo texto, com considerações bem importantes e realistas…Porém, pessoalmente, acredito que quando os pais ou outros responsáveis têm algum problema c/ a escola ou professor(es) de seu filho, devem sempre IR PESSOALMENTE (deslocarem-se) à instituição p/ tentar resolver, ao invés de expor em redes sociais ou aplicativos!!!

    • Bem colocado Luciana, em tempos de pouco tempo, precisamos valorizar muito o contato presencial da família na escola ou mesmo os usos de outros canais diretos, como o e.mail e o telefone. Mas, sempre, a procura pela escola para esclarecimentos necessários aos pais é fundamental!

  24. Olá Fernanda, parabéns pelo excelente texto! Nós do Eliezer Max, no Rio de Janeiro, gostaríamos de compartilhá-lo com as famílias da escola, naturalmente citando a fonte. Pode ser? Desde já agradeço!

  25. Perfeito e super esclarecedor!
    Precisamos mesmo nos policiarmos para deixar essas crianças e adolescentes crescerem independentes e com responsabilidades. Ficamos sim com a função de supervisionar.

  26. Achei o texto muito pertinente e nos possibilita um novo olhar sobre o uso dessa ferramenta, principalmente, no que diz respeito a invasão que fazemos no cotidiano de nossos filhos na escola, cerceando seu crescimento pessoal e maturação da responsabilidade/compromisso com suas tarefas diárias. Até a presente data, usava o whatsApp para me informar sobre tarefas que meu filho deixava de anotar, acreditando que isso seria um excelente forma de usar essa ferramenta. E agora José?

    • Olá Sandra, obrigada pela leitura.
      E agora… Devolvamos aos filhos o que é dever deles e que passem a arcar com as consequências de suas omissões, o que a escola, certamente, trabalhará com os estudantes.
      Um abraço,

  27. Pingback: Blog do Tistu – Mães e pais: precisamos conversar sobre o WhatsApp

  28. Fernanda,

    parabéns pelo texto! Sou da escola Maple Bear de Campina Grande PB e gostaria de autorização para publicar seu texto, com a devida citação da fonte claro. Trata-se de problema recorrente para todos que estão de alguma forma envolvidos com educação.

  29. Excelente reflexão sobre as mudanças nas relações pós-tecnologia. Ainda temos muito o que aprender para lidar com essas ferramentas de forma positiva e enriquecedora. Parabéns!

  30. Muito interessante o texto e a iniciativa de discussão. Vale salientar que essas ferramentas estão aí para ajudar uma sociedade em que o tempo dos pais e professores é cada vez mais escasso. Usá-la bem é a chave. A partir dela, é possível não só discutir questões triviais, cotidianas ou particulares, mas mobilizar pais e professores para uma escola de mais qualidade, mais crítica e menos centralizadora, ampliando as discussões, não apenas para encontros presenciais, onde muitos não podem estar, mas para que todos possam participar dentro dos limites físicos de cada um.

  31. Fernanda
    Parabéns pelo texto! Uma ótima reflexão pensarmos a respeito do uso da tecnologia.
    Nós da Escola Sá Pereira, no Rio de Janeiro, gostaríamos de compartilhar o texto , citando a fonte, podemos? Obrigada, Tatiana

  32. Parabéns Fernanda (escola da Vila) pela iniciativa.

    ditado chinês: “a volta que circunda o mundo começa com o primeiro passo.”
    agora é conosco famílias…….

    pra cima e avante.

  33. Perfeito texto !
    Fico extremamente segura e feliz por ter escolhido esta instituição para a formação escolar do meu filho. Família aprendendo!
    Muito obrigada

  34. Boa tarde!
    Parabenizo pela iniciativa da escola em aprofundar e esclarecer sobre este assunto globalizado chamado WhatsApp, onde, nem todos as pessoas sabem usufruir de uma ferramenta que pode nós auxiliar na formação de nossos filhos de uma forma tranquila, rápida, objetiva e eficaz. Porém há que termos certos cuidados tanto com a troca de informações entre os grupos de pais, como o monitoramento junto aos nossos filhos, buscando resguardar nossas integridades de respeito, solidariedade, educação, segurança, e aprendizado mutuo. Me preocupo particularmente nas linguagens que são adotadas no universo desta ferramenta, busco junto aos meus filhos que os mesmo usem de forma mais correta possível, afins, de não perder todo os ensinamentos aprendidos e praticados dentro da escola, mas, para que não seja radical e ao ponto de nós chamarmos de careta, deixo bem claro que tudo que se escrever ou se fala, se mostra o homem ou mulher que serão no futuro.
    Mais um vez agradeço a opotunidade de se interagir com esta excelente Escola e seus mestres, e estou a disposição para qualquer interatividade de assuntos diversos da escola ou fora da mesma, buscando sempre um futuro melhor para nossos filhos.
    Obrigado.

  35. Texto excelente… parabéns!!! Foi compartilhado pela escola da minha filha e achei muito útil… Rede social faz parte da nossa vida, é uma grande ferramenta, mas infelizmente tem muita gente que não tem noção do que expõe criando conflitos desnecessários.

  36. Fernanda. Agradeço a iniciativa de você ter escrito sobre esse tema, o que nos permite pensar como situações como essas se constituem. Sei que muitos elementos estão presentes nesse tipo de situação e pensei em um deles: o enfraquecimento da discussão pública. Não sei se esse seria o melhor território, mas as reuniões de pais e mães poderiam ser mais potentes na discussão sobre questões da educação, sobre dúvidas, sobre incômodos… Claro, isso não depende apenas de a escola se propor a isso (a escola dá a possibilidade, em algumas reuniões, de pautarmos temas), mas de criarmos, pais-mães-professores, formas de debater.

  37. Fernanda excelentes colocações.
    Clamo para que a escola promova mais palestras como a da Paula Sibillia, na qual estive presente e foi tão esclarecedora, para que tenhamos mais espaço de debate e reflexão sobre temas tão importantes e com tantas implicações em nossas vidas.

  38. Olá Fernanda, tive a oportunidade de ler seu texto agora.
    Adorei. Encaminharei no meu trabalho. Sem dúvida o que se fala, pegando como exemplo nossos filhos e pais, podemos também transcrever para pessoas com quem trabalhamos. Uma gde reflexão seu texto.

    obrigada
    Mariana

  39. Meus filhos estudam no Carandá e eles nos enviaram este texto, com os devidos créditos. Só escrevo para parabenizá-los. Não deve ser fácil agradar/satisfazer todos os pais, e por os pontos nos “is” é o melhor caminho.

  40. Pingback: WhatsApp | Colégio Marista Patos de Minas

  41. Pingback: WhatsApp e os grupos de pais

  42. Sensacional.
    Sou docente e atuo em instituições de ensino superior.
    Sou da área de tecnologia e vejo, assim como vocês o avanço e o retrocesso nas relações pessoais, principalmente nas relações.
    Sou pai e um dos meus filhos está iniciando seu processo de aprendizado.
    Gostaria muito, se assim vocês permitissem, que eu pudesse compartilhar esse relato e experiência para todos que me cercam, no trabalho, família e escolas.
    Parabéns pela reflexão.
    Aguardo.

  43. Pingback: MÃES E PAIS: Precisamos conversar sobre o WHATSAPP | Escola Projeto

  44. Reflexões sobre o watshap muito bem colocadas. O que mais me preocupa são as conversas que viram fofocas, geralmente sobre alguém que nem pertence ao grupo, e que geram muitas interpretações errôneas e cheias de julgamento. Falta o cuidado com o outro, a ética e uma autocrítica de quem escreve.

  45. Boa noite!
    Excelente texto, parabéns!
    Penso que todos deveriam ter este como parâmetro. As diretoras e coordenadoras das Escolas de todos os lugares deveriam compartilhar este texto. Relata realmente o que uma ferramenta como causar na vida das pessoas, negativamente quando usada de forma irregular, mais positivamente usando para sanar assuntos grupais e não individuais.
    Sou professora e vejo que esta ferramenta tornou-se febre realmente, e muitos se juntam nestes grupos porque não conseguem lidar com as transparências, com diálogos e não vêem que se usado “errado” pode vir a prejudicar muita gente…

    Mais uma vez parabéns!
    Um ótima reflexão!

  46. Em Niterói/RJ, no GayLussac (www.gaylussac.com.br) cancelaram semana retrasada uma questão de prova porque fizeram um barulho danado no grupo de mães.

  47. Fernanda, boa noite!
    Fico muito feliz em encontrar um texto com uma abordagem tão clara e direta e por perceber que os problemas trazidos pelo mal uso das redes sociais não é característica deste ou daquele colégio, cidade ou estado, mas de um contexto mais amplo, onde o fraco se fortalece em contato com o grupo, onde o que não teria argumentos para se pronunciar no contato pessoal, recorre aos demais para consegui-los, mesmo que para isso tenha que somatizar os problemas, ao invés de procurar resolvê-los.
    Parece-me que a carência, a falta de atenção, de diálogo tem potencializado aqueles, que encontram num grupo o acolhimento que no face to face, muitas vezes não encontram!
    Aproveito para solicitar o uso do texto, com os devidos créditos.

  48. Boa noite, Fernanda!

    Excelente colocação sobre o whatsapp é claro que tem seus benefícios como a velocidade de comunicação; porém quando se trata dos filhos a super proteção atrapalha o desenvolvimento; é um reflexo nítido da autonomia, iniciativa e desenvoltura durante as atividades principalmente esportivas.
    Parabéns, um forte abraço!

  49. Olá Fernanda, o que acha sobre sairmos dos grupos da escola? Pode parecer arrogância? Pode ficar chato? beijos e obrigada pelo belo texto.

  50. Paz e Bem Fernanda!

    Excelente artigo! Nossa equipe pedagógica ficou entusiasmada pela rica reflexão. Você autoriza a publicação em nossa comunidade escolar e/ou site? (com as referências de fonte, obviamente).

    Externo votos de Paz e todo o Bem!

    Gratíssimo!

  51. Parabéns pela excelente reflexão, nós pais precismos sim nos atualizarmos com as ferramentas modernas de interação social mas sem fazer delas muletas para os filhos.

  52. Pingback: Redes Sociais - Escola Sarapiqua

  53. Pingback: Oficinas com os Pais – EducAção Digit@l

  54. Pingback: Mães e pais: precisamos conversar sobre o WhatsApp | Colégio Sagrado Coração de Maria – VITÓRIA

  55. Olá Fernanda!
    Parabéns pelo texto, parabéns pela Palestra/Conversa no colégio Bom Jesus em Curitiba!
    Sua eloquência e conhecimentos na área educacional nos conduziram a reflexões importantíssimas! Saí da palestra muito bem, é inegável a insegurança dos pais quanto ao tempo que seus filhos ficam longe de suas vistas, e muitas coisas que você falou na palestra pude pesar numa balança de acertos e erros, e saí leve, pois na busca do melhor comportamento do meu filho longe de mim e para o resto de sua vida, frequentemente escuto ele falando para outras pessoas “minha mãe é muito bravinha” ou de outras pessoas “… ele faz tudo isso sozinho, mas ele ainda é tão novinho”, e percebi que muitos problemas corriqueiros no ambiente escolar não existem para ele por tudo isso! :)
    É formidável alinhar as instituições família e escola, conseguir sentir no olhar e tom de voz a importância e zelo dado para nossos bens mais preciosos, nossos filhos!
    Fiz questão de compartilhar no grupo de whatsapp dos pais a que pertenço, para que outros, que não estavam presentes na palestras, possam desfrutar dessa reflexão tão importante!
    Novamente obrigado!
    Um grande abraço,
    Lisiane

    • Obrigada Lisiane. Gostei muito de nosso encontro e o melhor é ler seu comentário e realizar o quanto essa temática segue sendo super importante para ampliarmos nossas referências e fortalecer opções que contribuem para formação autônoma das crianças.

  56. Parabéns Fernanda!!!
    Esse texto faz com que muitos reflitam, vivemos hoje num mundo complicado…e nossos atos atingem em cheio o futuro dos nossos pequenos..

    Um abraço!!

    Ednilson

  57. Olá bom dia
    Sou coordenadora de uma escola e como vários colegas vivenciamos com situações dessa natureza diariamente, comprometendo a integridade da escola e das pessoas que ali trabalham. Estou há 28 anos na Educação e nunca deparei com tamanho desrespeito aos educadores, onde somos postos a prova publicamente sem mesmo se defender ou posicionar. Diante disso gostaria de saber se posso utilizar seu texto para trabalhar num encontro de pais e se me informam o contato da palestrante que compareceu na escola de vocês para falar sobre o assunto.
    Obrigada e sucesso nesta caminhada!!

  58. Sou mae, participo de um grupo como esse. O texto é bastante esclarecedor sobre um tema atual, delicado e polemico: Mamães e nossas taças de cristal. Se isso não for discutido abertamente, e o quanto antes, teremos uma nova geração de “Donald Trump” em linha de produção em massa….

  59. Muito bom o texto devemos passar esses ensinamentos a todos os profissionais da educação em nosso país é que isso sirva de exemplo para todos para não comprometermos erros no futuro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>