O trânsito no cotidiano da Escola

Escola da Vila

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Reedição de texto de Vania Marincek de abril/2013

Quem passa na frente da escola no início da manhã, no horário de almoço ou no final da tarde, não imagina a quantidade de cuidados e de ações que são necessários para que os alunos entrem e saiam da escola em segurança. São muitos aspectos a serem considerados, desde a decisão por portões diferentes para quem entra e para quem sai, a fim de garantir o fluxo e a segurança dos alunos, até a organização do espaço da rua, para que as famílias possam buscar e deixar seus filhos com rapidez.

Todo início de ano, equacionamos um conjunto de variáveis, para obter um funcionamento ajustado e eficiente, revendo os procedimentos já estabelecidos e fazendo os ajustes que consideramos necessários para que o funcionamento nesses horários aconteça da melhor forma possível.

Sistematicamente, acionamos os órgãos responsáveis pelo gerenciamento do trânsito em nossa cidade, para solicitar a revisão do plano que melhor atenda à mobilidade nas regiões ao redor da escola e nem sempre o que consideramos bom para nossa comunidade pode ser viabilizado.

Sabemos que alguns aspectos dessa organização dependem de leis e regras de funcionamento de trânsito externos a nossas decisões. Assim, para o bom funcionamento da proposta de organização da escola é fundamental a participação responsável de toda a comunidade. Parar em filas duplas, estacionar em garagens e desconsiderar as solicitações dos funcionários da escola são exemplos de atitudes que comprometem o funcionamento da estrutura montada, gerando um verdadeiro caos nas ruas da escola e seus arredores.

Muito mais grave do que a desorganização gerada na rotina por aqueles que desconsideram as regras é o que se comunica aos nossos filhos e filhas com essas atitudes. As crianças, os adolescentes e os jovens se constituem por meio da observação e da reprodução dos modelos que presenciam. Dificilmente pensarão no coletivo, se seguirem presenciando cenas em que a vontade individual se sobrepõe ao bem-estar da comunidade. Essa é uma reflexão importante, que todos os que se ocupam de educar deveriam compartilhar. Nilton Bonder, em artigo na Folha de São Paulo, faz uma análise do papel de quem conduz um carro. “Quem conduz um automóvel é uma consciência”, diz ele.

O debate, a discussão e o diálogo sobre essas atitudes são sempre fomentados por nós, porque são importantes para que possamos ajudar todos a tomar consciência dessa situação. No entanto, é preciso lembrar que a escola, como instituição, tem seus limites de tempo e pessoas e deve priorizar, sempre, a educação de seus alunos, contando com a comunidade de responsáveis fazendo a sua parte.

3 ideias sobre “O trânsito no cotidiano da Escola

  1. É incrível que na Vila haja esse tipo de atitude. É imperativo que deixemos de pensar em nossos problemas individuais, para pensar além, na comunidade e no que mostramos aos nossos filhos. Sim, é imediato o retorno, quando fazemos algo que não parece “correto”. Nossos filhos retornam imediatamente com alguma pergunta, comentário ou consideração. Estamos formando seus caráteres, suas personalidades, seus princípios éticos. Está atrasado? Sinto muito. Eu estou sempre atrasado, e meu esforço é pensar que isso é problema meu, e não do meu filho, ou de quem está em volta.

    • Olá Rodrigo
      Sem dúvida é esse o ponto central, separar o que é da nossa responsabilidade e disso, o que impacta outros. As crianças e jovens aprendem muito a partir das atitudes e escolhas dos adultos, identificando rapidamente quando agimos sem considerar o coletivo.
      Obrigada pelo comentário.
      Fernanda

  2. De fato. É extremamente irritante observar que alguns responsáveis ainda acham normal furar a fila, fazendo um contorno inexistente na confluência da r. Barrosos Neto com a r. Iquiririm para entrar direto na faixa de cones, deixando uma boa parte da fila para trás…
    Recomendo à escola produzir e disponibilizar a todos os responsáveis um mapa orientativo, deixando clara a rota de acesso dos carros, seguindo preferencialmente pela r. Iquiririm para então dobrar à direita na r. Barroso Neto. Este mapa poderia ser também entregue por alunos da escola aos “infratores” em um dia de campanha de educação no trânsito.

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