As datas comemorativas dentro do calendário escolar

Escola da Vila

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Por Andrea Polo

… Mas aqui não se comemora o Dia das Mães? Talvez a Páscoa? Ah, pelo menos um dia especial para as crianças em outubro? E o Natal?…

Já tive várias conversas com famílias que ficam curiosas quando descobrem que nosso calendário não está a serviço das datas comemorativas. Não “usamos” o dia 19 de abril para falar do índio nem 7 de setembro como marco para tratar da independência do Brasil. Vale retomar um pouco da história da educação para saber como a ideia de ensinar por meio das datas adentra ao espaço escolar.

As datas comemorativas passaram a fazer parte do currículo de várias escolas brasileiras em meados dos anos 60, diante de um estado ditatorial, com o intuito de ensinar “deveres cívicos”. As tomadas de decisão e as escolhas não vinham de quem entendia de educação, mas da “necessidade” daquele momento de formar superficialmente sujeitos que reconhecessem alguns “personagens” importantes para a história nacional. As concepções de aluno crítico e professor reflexivo não combinavam com o calendário escolar que teimava em colocar orelhas de coelho e ornamentos indígenas ao mesmo tempo na mesma criança. Talvez essa imagem hoje nos traga certo desconforto, mas não é raro nos depararmos com escolas que trazem resquícios dessa concepção na qual cada data é marcada por festas e “atividades específicas” que nada têm a ver com conteúdos relevantes para a formação de sujeitos implicados desde sempre em seus processos de aprendizagem.

Nossa escola segue o calendário de feriados nacionais, entretanto, eles não norteiam nosso planejamento nem são base para tratarmos de maneira significativa e profunda de assuntos que não merecem apenas um dia em pauta, mas muitas e variadas ações para que sejam compreendidos como construções históricas e desdobramentos de ações humanas, com discussões que abarcam distintos pontos de vista e não apenas uma data específica. Dentro da escola temos muitas oportunidades para fazer valer a força de uma dança secular brasileira ou uma manifestação folclórica regional, e não pretendemos de forma alguma aprisioná-las num calendário.

Para comemorar algo dentro da escola é fundamental refletir sobre a relevância disso dentro das vivências das crianças.

Se a escola é laica e sua comunidade compreende pessoas com diversas crenças ou nenhuma, não caberia pensar nas comemorações religiosas porque dessa forma romperíamos com o princípio que desvincula a educação da religião.

Ao pensar numa festa para o Dia das Mães, por exemplo, a escola desconsideraria as diferentes possibilidades de configurações parentais. Talvez uma criança com dois pais naquele momento pensasse que há um tipo de família da qual ela não faz parte, e na realidade e escola deveria fazer com que todos se sentissem acolhidos, seja qual for a família que se tenha.

Não queremos oferecer às crianças informações recortadas de uma cultura estereotipada, implícita no cocar do índio, nas orelhas do coelho ou na espada de um suposto mártir.

O transporte público como uma opção: deslocamentos favoráveis à aprendizagem

Escola da Vila

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Por Joana Sampaio Primo

Visitas a museus e viagens de estudo são habituais nas escolas, já que se trata de atividades nas quais os alunos podem aprofundar suas aprendizagens a partir das experiências que o campo proporciona. Na Escola da Vila entendemos que tais visitas são fundamentais na escolarização dos alunos, pois elas permitem um novo envolvimento, seja no campo das Artes, seja no campo das Ciências ou da História.

Os 6ºs anos, por exemplo, estudam ao longo do primeiro trimestre a importância dos recursos hídricos para as sociedades e, consequentemente, as diferentes relações entre o uso desses recursos e o processo de urbanização. Faz parte desse estudo uma visita ao Pateo do Collegio, marco zero da cidade de São Paulo, que conta com uma maquete, croquis e mapas do crescimento da cidade vinculado diretamente ao Rio Tamanduateí e ao Rio Anhangabaú. Ademais, o Pateo do Collegio encontra-se no planalto de tais rios, no qual nossos alunos podem observar, do mirante, a canalização do Rio Tamanduateí. Destacamos, portanto, que a experiência de observar os rios canalizados que eles conhecem nas aulas, de andar do planalto ao vale do rio, possibilita outra apreensão do que está sendo trabalhado. Dessa forma, fica clara a importância que tais visitas têm para os objetivos de aprendizagem escolares.

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Desde o ano passado começamos a refletir, aqui na unidade Granja, que o caminho até a cidade de São Paulo poderia igualmente favorecer a aprendizagem de nossos alunos. Não é novidade para quem mora na Granja que ir até São Paulo no horário de fluxo é uma tarefa árdua: há muito trânsito, por conta do grande número de carros e pela relativa escassez de transporte público. Assim, se ocorre algum imprevisto, por exemplo, uma chuva, o que já é ruim fica pior ainda. Como dissemos, o transporte público na região em que a escola se encontra também tem problemas, porém pegar o trem na Estação Jardim Silveira para ir até o centro de São Paulo demonstrou-se um deslocamento rico em outras aprendizagens para nossos alunos.

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Utilizar o transporte público da região metropolitana, além de ser uma experiência que muitos de nossos alunos nunca tiveram, ainda os coloca em contato com os trabalhadores da região que utilizam esse meio de locomoção. No ano passado, por exemplo, quando foram ao Pateo do Collegio, os alunos de 6º e 7º ano tiveram a oportunidade de entrevistar os usuários de transporte público para conhecerem melhor as possibilidades de deslocamento da região e ampliarem seu estudo sobre o entorno da escola.

Além disso, andar de trem possibilita a observação das cidades-satélites de nosso entorno, possibilita entrar em contato com o mercado ambulante dentro do trem e outras situações que despertam a atenção deles, que os coloca em outra posição no interior da cidade. Evidentemente, essa experiência é mediada pelos professores que os acompanham, sensíveis em escutar aquilo que chamou a atenção de todos. E depois poderão continuar abordando esses temas em sala de aula.

A rua, o transporte público e o contato com a cidade de uma maneira menos mediada pelos muros da escola proporcionam uma aprendizagem diferente e tão importante como as visitas a museus. Essas experiências nos fizeram decidir que muitas das saídas que o Fundamental 2 da Granja faz em São Paulo começará no deslocamento deles, o próximo já está marcado: será na última segunda-feira do mês, quando o 6º ano visitará a exposição Rios Descobertos, no SESC Carmo.

Referências:

Visitar museus é conteúdo curricular.

Por que visitar museus e exposições?

Museu e Escola – O que pode essa parceria?

As mil e uma noites e o dia 8 de março

Escola da Vila

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Por Priscila Demasi

No 5º ano, os alunos leem, de maneira compartilhada, o livro “As mil e uma noites”, traduzido por Ferreira Gullar. Durante a realização dessas leituras, os grupos se deparam com um contexto sociocultural que difere daquele em que estão inseridos, o que muitas vezes causa estranheza e motiva discussões acerca de outras realidades.

Este ano, quando o grupo do 5º B tomou conhecimento do papel que as mulheres ocupam dentro desse contexto literário, mostrou-se sensibilizado, alegando que essas mulheres estavam sendo vítimas de uma sociedade injusta, na qual todas as decisões e poderes se concentravam na figura masculina. Diante disso, foram questionados sobre o que achavam que seria uma sociedade justa, e surgiram descrições das mulheres com as quais convivem em casa.

“Seria justo se as mulheres pudessem trabalhar fora de casa também, porque é assim que acontece lá em casa.”

“Não é certo que só elas cuidem da casa e dos filhos, porque meu pai ajuda mais em casa do que a minha mãe.”

“Lá em casa as tarefas são divididas.”

“Minha mãe trabalha fora de casa mais do que meu pai.”

“Eles cobrem as mulheres, e acho que cada mulher tem o direito de escolher aquilo que quer usar.”

“Meu pai não manda na minha mãe. Ela sai quando quer e veste tudo o que gosta.” 

Diante dessa mobilização dos alunos, surgiu a ideia de criar um paralelo entre “as mulheres de sua vida” – contemporâneas, da cidade de São Paulo – com a realidade da protagonista do livro, Sherazade.

O intuito era que pudessem elaborar quem são essas mulheres com as quais convivem: com o que se identificam, do que gostam, o que fazem e como vivem. Ou seja, conhecer um pouco de sua identidade, ao mesmo tempo em que descobrem outras formas de viver propostas pela literatura dentro de um contexto social distinto do atual. Enfim, sensibilizar o olhar das crianças para os diferentes papéis que as mulheres ocuparam e ocupam na mesma ou em outras sociedades.

Nesse sentido, propusemos uma conversa com as crianças, sobre o “Dia Internacional da Mulher”. Para isso, promovemos um encontro com o “Coletivo Feminista” da escola, formado por alunos do 9º ano. As meninas contaram sobre como o grupo surgiu, sobre a atuação dentro da nossa comunidade escolar e também sobre o que discutem nos encontros que realizam. Além disso, trouxeram informações sobre a relevância do dia 8 de março, questionamentos acerca do papel da mulher na sociedade atual e suas lutas.

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O encontro mobilizou um forte diálogo entre os alunos dos 5os e 9 os anos e possibilitou o surgimento de questionamentos e reflexões sobre o tema, além de novas possibilidades para pensar as circunstâncias próprias a cada tempo e cada cultura.

Uso da cantina pelas turmas de 1º ano

Escola da Vila

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Por Claudia Tenorio Cavalcanti, Elaine Occhialini e Miruna Kayano 

No início do Fundamental 1, mais precisamente no 1º ano, alunos e alunas começam a ter a possibilidade de fazer uso da cantina escolar, e isso significa que serão convidados a conversar com seus familiares sobre as diferentes formas de compor o lanche que trazem para a escola. Aqueles que já tinham o hábito de participar do preparo da lancheira  poderão contar com um apoio a mais, que se dá pela consulta ao cardápio da cantina, enviado às famílias recentemente. Já as crianças que ainda não tinham esse hábito, são convidadas a passar a ter com regularidade conversas em torno dos alimentos que podem compor um lanche ajustado às suas necessidades nutricionais. A possibilidade de compra na cantina abre espaço para essas conversas em torno do lanche. As crianças podem comprar um complemento para seu lanche na cantina ou seu lanche todo, sob supervisão dos adultos que trabalham na escola. Acreditamos que conversar com os alunos sobre as diferentes composições de lanche pode ser uma tarefa frutífera que contribuirá para que possam fazer escolhas cada vez mais conscientes a respeito da importância de uma boa alimentação.

Para apoiar essa conversa, Elaine, nutricionista da escola, preparou, junto com a cantina, um cardápio que oferece opções pensadas para que nossos pequenos estudantes possam começar a conversar sobre o que seria um lanche balanceado do ponto de vista nutricional. No cardápio encontramos as opções organizadas em três grupos alimentares: construtores, reguladores e energéticos. Sugerimos que o lanche seja composto por um alimento de cada um dos grupos.

cardapio F1Clique na imagem para ampliar.

cardapio_F1Cardápio sem leite e derivadosClique na imagem para ampliar.

Além do apoio na escolha dos lanches, planejamos dias definidos para uso da cantina de modo que cada turma possa ser orientada e acompanhada por sua professora no ato da compra (o pagamento, o troco, o cuidado com o dinheiro serão desafios por um bom tempo).

A partir do segundo ano, mais autônomas, as crianças fazem uso da cantina nos dias combinados com suas famílias. As professoras e a equipe de profissionais da cantina seguem apoiando-as no momento da compra. As escolhas – sob a orientação dos pais, em casa −, são também tema de conversas em sala de aula. Essa série também conta com sugestão de cardápio preparada especialmente para ela.

Os responsáveis pela cantina da escola, juntamente com a Elaine, analisam constantemente os produtos comercializados, buscando favorecer o consumo de alimentos em combinações equilibradas, com a criação de cardápios específicos. Muitos alimentos são produzidos nas cantinas, o que proporciona a redução da oferta de alimentos industrializados. É reduzida, também, a oferta de alimentos ricos em gorduras, açúcares e sal.

Promover uma alimentação saudável no ambiente escolar é o principal objetivo instituído também pelo governo por meio de legislações específicas. Tais legislações enfatizam que as ações necessárias devem ser compartilhadas entre a sociedade, o setor produtivo e o setor público, as famílias e as escolas.

Também possibilitam um deslocamento importante no foco das ações de promoção da alimentação adequada ao indivíduo para o ambiente e devem ser implementadas para favorecer as escolhas.

Recentemente foram divulgadas informações sobre o controle da obesidade e do sobrepeso da população do Japão, por meio de ações de educação em saúde nas escolas, entre outras.

Para tanto, deve ser implementado um conjunto de ações para proteger, apoiar e incentivar a alimentação adequada, pois nenhuma ação sozinha será eficiente para garantir a transformação duradoura das práticas alimentares. As ações de proteção são as mais discutidas atualmente. Estão em trânsito, no âmbito federal, projetos de lei com vistas à regulamentação da comercialização de alimentos nas escolas.

Dia do Acampante: uma situação de convívio fora dos padrões habituais

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Por Eliane Mingues 

“Quem somos nós, quem é cada um de nós senão uma combinatória de experiências, de informações, de leitura, de imaginações. Cada vida é uma enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objetos, uma amostragem de estilos, onde tudo pode ser continuamente remexido e reordenado de todas as maneiras possíveis.”

Ítalo Calvino¹.

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E parece ser mesmo assim que, de experiência em experiência, vamos nos constituindo e dando forma a cada nova situação vivida, e por isso tudo é sempre tão único: cada ano de trabalho, cada grupo de crianças, cada história, cada vínculo, cada viagem!

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E é nesse cenário que os acampamentos, como atividades extraescolares, podem contribuir para a construção desta dinâmica: cada ano uma situação diferente, cada viagem um grupo diferente, que se junta e se encontra e se conhece mais, embora o lugar possa ser o mesmo e as brincadeiras se repetirem, ainda assim nada será como antes.

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Já nos preparativos para o grande dia começa a viagem dos pequenos e de seus pais: “O que levar na mala? Com quem vou me sentar no ônibus? Que filme vamos assistir na volta? Que músicas vamos escolher para ouvir durante o caminho? Vou poder brincar o dia inteiro?”. Essas são só uma amostra das muitas questões formuladas e compartilhadas nos dias que antecedem o acampamento – esse espaço diferenciado de convívio entre as crianças, e entre elas e os adultos, em que vão experimentar novas propostas, em outro espaço diferente do espaço escolar, e que sem dúvida lhes possibilita construir novos recursos para a sua autonomia.

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Chegar, reconhecer o espaço, entrar no chalé, escolher uma cama, desfazer as malas e arrumar suas coisas já vai evidenciando e mostrando um tanto de animação e cooperação entre todos, que é emocionante presenciar. Ver uns ajudando os outros a organizar seus pertences, a passar o protetor solar e a lembrar que é preciso calçar o chinelo e não esquecer do repelente antes de sair para as aventuras do dia são só alguns exemplos do que é possível observar de pronto. E essa cooperação e esses vínculos só vão se fortalecendo ao longo do dia com as situações de brincadeiras, refeições e paradas para a organização dos próximos eventos, sempre tendo como ponto de encontro o chalé. E é nesses momentos também que temos o privilégio de conhecer mais de perto cada um, com suas preferências, seus costumes e seu jeito de ser e conviver.

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Quando é chegada, enfim, a hora das brincadeiras, aí, então, a diversão chega ao seu ápice: piscina, tirolesa, escorregar na lama, caça ao tesouro, dentre outras propostas, garantem o sucesso do dia e recompensam todo o cansaço, o machucado, os possíveis desentendimentos.

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E assim, tudo, apesar de tão familiar, costuma parecer uma grande novidade nesse dia: o ônibus grande, o caminho mais longo, os colegas de outras classes compartilhando o mesmo espaço, a professora que toma café, almoça e entra junto com eles na brincadeira da piscina, no futebol, no pebolim humano… E é por isso que cada acampamento costuma ser uma delícia, pois todos juntos e misturados damos forma a uma somatória de novas experiências que fazem desse dia um evento sempre singular e especial.

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Estão esperando o quê? Vamos acampar!!!


¹ÍTALO, Calvino. Seis propostas para o próximo milênio, 2a Ed. Tradução Ivo Barroso. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

Oficinas de Matemática: encontros para além do tempo regular de sala de aula

Por Renata Akemi

Diante de um novo problema matemático, o que o aluno faz? Procura a solução com base em conhecimentos anteriores? Ou… tenta um pouco, mas logo desiste? Acredita que pode resolver o problema ou julga estar fora de seu alcance?

Nas aulas de matemática queremos que os alunos se lancem à resolução dos problemas propostos, estabeleçam relações, investiguem, discutam suas respostas com os colegas, argumentem, e se considerem capazes de produzir conhecimento matemático. Buscamos estratégias para incluir todos os alunos nesse fazer, com ações individuais e coletivas na sala de aula ou no processo de recuperação paralelo. Além disso, no contraturno, a escola oferece a Oficina de Matemática aos alunos do Ensino Fundamental 2.

Essas oficinas são organizadas com o objetivo de favorecer um vínculo positivo do aluno com a disciplina de matemática, retomar os conteúdos das séries anteriores, que ainda não foram construídos com segurança, e oferecer mais uma oportunidade de resolver dúvidas sobre os conteúdos vistos em aula.

Visando ao fortalecimento desse vínculo, promovemos atividades em que os alunos possam participar ativamente do fazer matemático e ocupem o lugar de quem vai apresentar ou explicar algo para o outro, tais como:

- resolver desafios, discutir estratégias e resoluções, produzir um cartaz para o mural da sala de aulas e, depois, inteirar-se das respostas dos colegas e analisá-las;

- ajudar alunos de séries anteriores a retomarem conteúdos;

- conhecer recursos tecnológicos interessantes para a disciplina e depois apresentar para a própria sala e atuar como monitor;

- produzir problemas que integrem orientações de estudo para as provas regulares e que serão usados por toda a sala;

- elaborar sínteses sobre os conteúdos estudados e compartilhar com os colegas esse material de estudo.

Para finalizar as atividades em 2016, os alunos da oficina de matemática produziram e atuaram como monitores de uma sala com desafios e jogos elaborados. Nossa “Sala (ma)temática” foi organizada para os alunos do 5º ano da escola.

Os alunos do Fundamental 1 participaram de um jogo de tabuleiro com perguntas sobre operações matemáticas, frações e números decimais, e pensaram em alguns desafios que consistiam na apresentação de contas incorretas que teriam de ser corrigidas com a movimentação de apenas um palito.

Ao pensar nas possibilidades de jogos e desafios para alunos menores, os alunos da oficina precisam refletir sobre os conteúdos que esses alunos já sabem, como articulá-los, quais perguntas os pequenos podem fazer e quais podem ser feitas a eles, como as respostas serão colocadas, entre outros. Além da oportunidade de os alunos da oficina ocuparem o papel do saber, de quem vai explicar, esse tipo de atividade ajuda a fortalecer os próprios mecanismos de autoavaliação, pois ao pensar em como o outro pode aprender, os alunos maiores criam ferramentas para pensar no próprio processo de aprendizagem.

As atividades que repercutem na própria sala ou em outra sala de aulas são bastante enriquecedoras para todos os envolvidos, e muito potentes para ajudar os alunos que apresentam dificuldades em matemática. Sabemos que para vincular o aluno positivamente à matemática são necessárias ações de diversas naturezas, e acreditamos que a atuação conjunta dos professores regulares e das oficinas, assim como as atividades que integram os alunos da escola constituem um caminho favorável para tal.

A tecnologia a favor do dinamismo nas aulas de inglês

Por Caroline Milan Brasilio,  Professora de Inglês – Unidade Granja Viana

As crianças estão cada dia mais conectadas. O mundo digital deixou de ser um mundo em paralelo e passou a fazer parte cotidiana da vida dos pequenos. Como podemos, então, tratar isso como uma vantagem nas aulas de inglês, tornando as aulas mais atrativas e dinâmicas, para atender às novas demandas das crianças já imersas no mundo tecnológico?

Palavras do cotidiano tecnológico de nossas crianças (download, share…) são utilizadas em inglês e já foram adotadas por elas e usadas habitualmente. Tutoriais no YouTube, filmes no Netflix, games online – o acesso a produções culturais e linguísticas do mundo todo por meio da internet; toda essa exposição ao idioma já acontece todos os dias, fora do contexto de sala de aula.

Estando nossa sala de aula também conectada com o mundo através da internet, temos então a possibilidade de explorar, de diferentes maneiras, situações de exposição e prática de inglês que tornam nossas aulas mais dinâmicas e interessantes, buscando a expansão do repertório de nossos alunos, por meio de oportunidades de contato com o idioma de formas diferentes no decorrer de seu percurso escolar.

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Nas turmas de 1º ano, a leitura da série Knuffle Bunny é seguida de vídeos, gravados pelo autor e sua filha, personagem principal das histórias, narrando o livro – situação que traz aos alunos o contato com outros falantes de inglês, além do professor. As imagens, antes estáticas do livro, ‘ganham vida’ – a identificação dos alunos com a história é imediata, e o uso do idioma é feito de forma leve e interessante para os pequenos. Além disso, em todas as aulas há contato com canções e parlendas em inglês, pelos canais online como o Super Simple Songs.

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Por meio do projeto Cartoon, presente nos cursos de 2º a 5º ano, nossos alunos assistem a desenhos animados em que o idioma é utilizado em situações cotidianas de comunicação, tendo contato com múltiplos falantes da língua. A partir dessa exposição, nossos alunos são conduzidos a analisar aspectos específicos do idioma, expressar suas opiniões sobre o material assistido em inglês e a produzir questionários que serão respondidos pelos colegas de outras séries. Esse transitar entre turmas também é um momento extremamente enriquecedor para os alunos, que têm a possibilidade de demonstrar seus conhecimentos e praticar com outros alunos que possuem experiências e contato diferentes com o idioma.

O interessante é notar que as propostas partem de situações reais de uso do idioma e possibilitam uma grande amplitude de desafios – aqueles menos experientes seguem modelos e se comunicam usando um repertório construído no projeto. Já aqueles mais experientes têm a oportunidade de explorar novos caminhos, testar seu próprio repertório e ampliá-lo ao entrar em contato com os cartoons autênticos.

A partir do Fundamental II, o dinamismo das aulas é potencializado por meio do uso de tecnologia em novos contextos. Na unidade Granja Viana, o uso de computadores pessoais nas salas de aula do 6º, 7º e 8º ano possibilita o uso e a prática do idioma em plataformas que favorecem o contato dinâmico com o professor e com material disponibilizado no Google Classroom e AVA; o uso de dicionários online, o contato com material genuíno produzido no idioma: diversas formas de exposição e prática de inglês. Por meio da escrita de e-mails para alunos de outros países no 6º ano, com a gravação de vídeos com notícias no 7º ano, na produção de um infográfico sobre a fome no mundo no 8º ano – a tecnologia apresenta aos alunos múltiplas oportunidades de contato e uso do inglês de modo dinâmico e atrativo.

Refletir e atualizar constantemente os recursos utilizados nas aulas de inglês que atendam a esse novo perfil de estudante, que por meio da tecnologia tem contato com uma gama imensa de conteúdo, que busca rápidas respostas e que tem contato com a língua em ambientes para além do contexto de sala de aula se faz necessário para que as aulas sejam sempre atuais e dinâmicas.

Cultura e festas populares na escola

 

Por Daniela Munerato 

“essa ciranda não é minha só, ela é de todos nós, ela é de todos nós…” (cantigas populares, cirandeiro) 

Com a tecnologia avançada, muitas vezes não conseguimos saber de onde herdamos determinados rituais, crenças. O desafio de compreender a dimensão da cultura além do contato trazido pela mídia é grande, num olhar de menos consumo e mais identidade, que representa um valor na educação. Na escola, valorizar a cultura faz-se necessário, porque precisamos vivê-la para fazer parte dela. Então, que venham as histórias, os rituais e as brincadeiras populares, dentro e fora da escola.

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A cultura está presente no nosso cotidiano e é de todos nós! Cultura como celebração ou memória de histórias que precisam ser lembradas e retomam a identidade de um lugar, de um povo, de uma sociedade. Uma identidade construída através do tempo e da valorização de costumes que evidenciam os lugares por onde passamos. A relação com as pessoas e o entendimento sobre um local fica muito mais amplo se conhecermos a sua cultura.

Tradição é uma palavra bastante lembrada quando falamos desse contexto, com origem no termo em latim traditio, que significa “entregar” ou “passar adiante”. A tradição é a transmissão de algo valioso, que precisa ser mantido, como os costumes, os comportamentos, as memórias, as crenças, as lendas que passam a fazer parte da vida das pessoas.

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Na escola, elementos dessa tradição cultural ficam evidentes e são esperados, anunciados no calendário anual de atividades, postos como importantes temas de estudo, por meio da arte, história e geografia, por exemplo. A reflexão sobre o tema amplia o conhecimento de mundo e identidade.

Como exemplo das tradições culturais, temos os chamados festejos, como o carnaval ou a festa junina, comemorações apreciadas que acontecem no mesmo período sempre, com regularidade e muita preparação. Cheios de rituais, os festejos representam finalização de um processo que é elaborado com a dedicação do grupo que o prepara. Envolvem apreciações de músicas, imagens e trechos de festas anteriores. E na escola a equipe de professores prepara esse material de formação com muita animação.

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No âmbito social, temos os “mestres” como responsáveis por passarem as bases das tradições, ensinando sobre o que está sendo festejado ou dançado, por exemplo, ajudando na compreensão das sutilezas dos símbolos que aparecem na cultura. As danças, assim como as lendas, representam uma das linguagens que nos fazem compreender uma cultura. Habitualmente, existem vestimentas, ritmos, decorações muito próprias com instrumentos, materiais e cores cheios de significados. São formas de dançar e brincar diferenciados.

As comidas típicas fazem parte das culturas, seja por um alimento bastante regional ou de safra em determinado período. É mais um motivo de união e coletividade que faz parte de comemorações, como na festa junina, por exemplo, e o número de pratos derivados do milho.

Escola da Vila

Assim, a cultura se dá nos espaços e tempos, ampliando histórias e favorecendo as interações.

O cuidar e o educar – um olhar a partir de diferentes abordagens

Escola da Vila - Abordagem Pikler

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Por Ana Paula Yazbek 

Há quinze anos, quando comecei o Espaço da Vila, o documento que inspirou boa parte de nosso Projeto Curricular foi o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNei), de 1998. E um dos textos desse documento tratava da questão do cuidar e do educar de uma maneira diferente da usual, não mais como uma polarização. Tornando-se um marco importante para o olhar sobre a primeira infância.

Nele, cuidar e educar eram considerados interdependentes, se entrelaçavam, rompendo com a dicotomia histórica, oriunda dos tempos em que o atendimento às crianças pequenas era de responsabilidade da assistência social. Quando não havia exigência de formação das pessoas responsáveis pelas crianças e a rotina estava na garantia dos cuidados básicos (alimentação, higiene e sono), enquanto as mães trabalhavam.

O termo cuidar durante muito tempo foi menosprezado pelos educadores, como sendo algo menor, pois considerava-se que o foco do trabalho deveria ser o educar, traduzido por oferecer propostas específicas às crianças para promover seu desenvolvimento, aprendizagem e inteligência. A educação infantil procurava se descolar da ideia de assistencialismo que o cuidar trazia consigo, até que os RCNeis trouxeram outro olhar.

Entretanto, ainda levou um tempo para que os educadores percebessem que o cuidar não era apenas garantir o bem-estar físico e emocional das crianças para que elas pudessem, assim, se envolver em propostas de aprendizagem.

As minúcias das situações de cuidado, a atenção aos detalhes, o trabalho delicado e sutil com as crianças não era foco de estudo dos educadores. Tornando muitas vezes a atuação mecânica, uma vez que o interesse destinava-se às reflexões sobre o que propor às crianças e como desafiá-las: quais histórias ler e como ler para elas; fazer um levantamento de propostas de arte; pensar em vivências musicais enriquecidas ou materiais diferenciados para a exploração das crianças, entre tantas outras coisas.

Muitas vezes, de uma forma muito bem-intencionada, os cuidados ainda eram tratados como algo menor. Até que começamos a entrar em contato com algumas abordagens focadas no trabalho com a primeira infância, principalmente com a Abordagem Pikler, que rompe completamente com a dicotomia entre o cuidar e o educar e traz a questão dos cuidados como algo primordial, que necessita ser estudado com muita atenção pelos educadores e cuidadores de crianças. Fazendo com que o olhar para essas situações ganhasse um foco bastante diferenciado, promovendo um salto na qualidade nas interações entre crianças e educadores. Ressignificando formas equivocadas de falar sobre os cuidados e o atendimento às crianças pequenas, como, por exemplo, a frequente queixa de que não estudamos tanto tempo para trocar uma fralda.

Na Abordagem Pikler é fundamental que se estude muito para realizar uma troca de fralda, é necessário redefinir quem é a criança, como interagir com ela, como falar, como esperar que ela corresponda ao que você está fazendo com ela. É preciso dar outro status para os diferentes papéis que adultos e crianças assumem nesse momento. Isto é, deve-se olhar para a criança e não para uma fralda suja que precisa ser trocada. É preciso se atentar ao tempo de espera, aos gestos que se fazem necessários, aos humores, numa sincronia de ações bastante diferente dos atos mecânicos que muitas vezes aconteciam e ainda acontecem nesses momentos de trocas de fraldas.

A partir do contato com essa abordagem, o pêndulo voltou-se preferencialmente aos cuidados e às ações genuínas das crianças pequenas, tornando as propostas sugeridas pelos adultos uma invasão ou interrupção em seus percursos.

Atualmente, no trabalho com as crianças pequenas, o pensar sobre seu cotidiano traz a urgência da integração efetiva entre o cuidar e o educar. Considero que devemos criar uma nova identidade para esse trabalho, uma identidade que efetivamente identifique o cuidar como algo primordial e identifique o acesso à cultura como um direito que devemos assegurar às crianças,

O desafio é conseguir integrar o cuidar e o educar de um modo efetivo e respeitoso, que considere quem é a criança à qual estamos nos dirigindo e considere os motivos pelos quais iremos oferecer-lhes contextos nos quais tenham acesso a histórias, situações de pintura, brincadeiras, momentos de construção e desconstrução, contato com a natureza, música, movimentos, junto com momentos dela consigo mesma num espaço coletivo. Esse é nosso desafio, e eu convido a todos que se dedicam ao trabalho com as crianças pequenas a enfrentarem esse maravilhoso desafio, porque quando a gente consegue parar para observar, interagir e refletir sobre as respostas das crianças, a gente aprende muito sobre o que fazer e o que propor a elas.

Uma ótima oportunidade para iniciarmos este diálogo será o encontro que acontecerá no dia 8 de abril: 0 a 3 em debate: reflexões sobre a Abordagem Pikler com os bem pequenos. Participem!

A configuração das salas e o trabalho interidades: a experiência das aulas de tutoria no F2 da Granja.

Por Ana Vitiritti 

Sempre que pensamos nas sequências didáticas de ensino, nós, professores, elencamos conteúdos conceituais, pensamos em atividades que possam promover a discussão na classe, temas que sejam ao mesmo tempo interessantes e estimulantes, garantindo a manutenção da aula, e que possam potencializar a aprendizagem. Mas não é só baseada em conteúdos que deverá estar a atenção do professor. Os agrupamentos produtivos e a ambientação da sala de aula contribuem para o alcance dos nossos objetivos.

Quando, premeditadamente, o professor define como será a organização da turma, sob a orientação adequada, os alunos poderão trocar nas duplas, nos trios, quartetos ou em um grupo grande de discussão. Essas trocas poderão criar um ambiente favorável à criação de hipóteses, à resolução de problemas, à necessidade de argumentação diante de um novo ponto de vista, possibilitando que os alunos coloquem em cheque suas ideias e administrem a sua própria aprendizagem.

Um aluno mais velho, por exemplo, poderá assumir um papel de mediador da discussão, poderá centralizar o registro do que foi discutido, poderá servir de exemplo para alunos mais novos. Por outro lado, um aluno mais novo, curioso e criativo poderá questionar as escolhas dos outros colegas procurando os porquês conceituais que ainda desconhece.

Nesse sentido, na Unidade da Granja temos desenvolvido agrupamentos de todos os alunos do F2 nas aulas de tutoria. Temos alunos do 6o ano, recém-chegados do F1, alunos do 7o ano, já acostumados às trocas de professores e procedimentos básicos trabalhados em sala, e alunos do 8o ano, que, com a própria diferença de idade, já possuem um grau de abstração e argumentação distinto dos menores.

Nas aulas, temos um grande tema de fundo das nossas discussões: a Mídia Digital. Estamos imersos em um mundo tecnológico, e os alunos acordam cercados pelas tecnologias digitais, vão para a escola com seus computadores e tablets, realizam as atividades também usando essas tecnologias e, quando ainda há tempo, não perdem nenhum segundo para conversar com seus amigos no snapchat ou twitter. Tema interessante e que desperta curiosidade sobre como foram os avanços nos últimos tempos. Como saímos da escrita nas paredes da caverna com corantes naturais à base de terra e chegamos a sinais de telefonia celular que, imediatamente, identificam as informações, reconhecem o local que o usuário está e, se bobear, já indicam o restaurante mais próximo?

Para a discussão desse tema, cada professor pinçou um aspecto que relaciona o tema à sua disciplina específica e às necessidades procedimentais que observa no grupo de alunos do F2 de maneira geral. Em Ciências Naturais, a necessidade de trabalhar o gênero descritivo e a escrita organizada, que representa passo a passo o que foi pensado, o que foi discutido e que retoma as ideias de causa e efeito. Em Língua Portuguesa, a necessidade de trabalhar a leitura e a interpretação de textos com um grau de aprofundamento distinto da superficialidade. Em Ciências Humanas, a necessidade de trabalhar as respostas completas, coerentes com o que foi pedido, a necessidade da interpretação de gráficos, tabelas, infográficos e esquemas. E, em Matemática, a necessidade de criar textos argumentativos que representem a resolução pretendida para a solução de problemas complexos, que envolvam cálculos simples e as regularidades da multiplicação.

Após a definição do tema, os alunos do F2 foram divididos nos grupos de trabalho mesclados e escolhidos de acordo com as necessidades pretendidas pelos professores. Em seguida, as estratégias dos professores foram criadas para atentar ao tema, atender aos objetivos específicos, levando em consideração as competências dos grupos interidades.

Diferentemente do que ocorre nos agrupamentos gerais com alunos de idades distintas, aqui eles foram selecionados com competências e habilidades muito semelhantes para que a proposta do professor pudesse ser desafiante para todos e para que no grupo exista uma ordem horizontal e eles tomem as decisões e apresentem soluções com a mesma propriedade, independentemente da série.

Essa escolha intencional teve como objetivo colocar o grupo de alunos em um mesmo lugar em relação à aprendizagem, mesmo sabendo das diferentes competências inerentes às idades. Segundo Vygotsky, a aprendizagem só se consuma quando intermediada pelo outro, e se esse outro é muito competente em relação ao o que sei, como saberei se sei ou se apenas reproduzo aquilo que é do outro? Se o outro é muito competente e eu ainda não, será que me espelho ou apenas me escondo? Se somos iguais, como faremos para resolver algo que não é de conhecimento de nenhum de nós?

As aulas começaram agora em fevereiro, e não temos ainda muitas notícias. Vamos esperar as próximas duas semanas, quando os primeiros módulos de atividades tiverem acabado para contar mais um pouco da nossa experiência com agrupamentos produtivos interidades nas aulas de tutoria da Granja. Mas algo já sabemos: o tema é interessante, e os grupos interidades trabalhando com um objetivo único no projeto poderão aprender com as diferenças e deverão saber ouvir e se posicionar de maneira clara e coerente diante de alunos que não são, necessariamente, de seu convívio diário, o que já é um ganho enorme.