Grupo de estudos e reflexão sobre Orientação Educacional.


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Por Ângela de Crescenzo e Vera Barreira

O que orientar? Para que se orienta? Por que se orienta? Qual é o limite da escola? E qual é o limite da atuação do orientador educacional?

A Orientação Educacional (OE) tem seu significado construído na dimensão do contexto histórico e está totalmente relacionada a ele. Nas décadas de 1920-1930 a função do Orientador Educacional era a de aconselhamento profissional, mas, de lá para cá, muitas coisas se modificaram e com elas as funções do OE também se ampliaram muito.

O objetivo desse grupo de estudos, que se encontra toda quinta- feira à noite e é formado por orientadores de escolas de São Paulo, Sorocaba e São José dos Campos, é refletir sobre as questões que os OEs têm enfrentado no cotidiano escolar, o perfil dessas novas gerações, e também sobre as novas demandas que as famílias têm trazido.

A sociedade está passando por mudanças no contexto social e familiar que vêm exigindo da escola uma ação diferenciada daquela que costumávamos ter. As famílias estão mais próximas do estudo dos filhos, mas muitas vezes com um caráter superprotetor, que tem dificultado a aquisição da autonomia necessária por parte dos alunos, o que gera uma incapacidade de tolerar insucessos e frustrações.

Nossas discussões tiveram início com a leitura e discussão de alguns textos de teóricos que descrevem, caracterizam e analisam a família contemporânea e o contexto atual.

Ao longo do ano, esse grupo vai estudar mais a fundo as características de cada faixa etária do ensino fundamental, as etapas do desenvolvimento moral das crianças, a atuação em entrevistas individuais com as famílias, a importância de um projeto claro de formação e informação dos pais através das reuniões de pais, o planejamento e a condução dos conselhos de classe, as parcerias com especialistas que atendem os alunos fora da escola. E como não poderia deixar de ser, vamos também refletir a respeito da formação necessária ao professor do FI e do FII para contribuir com a formação integral dos alunos e com a gestão em sala de aula.

Tem sido um grande prazer trabalhar com esse grupo, que tem se mostrado extremamente envolvido e entusiasmado com essas questões e com as leituras e as atividades que vimos desenvolvendo. Eis alguns comentários dos participantes:

 

O curso tem tido uma grande importância para mim, já que estou começando a atuar na área de orientação educacional este ano. A cada aula textos são lidos e experiências e reflexões sobre a prática são trocadas, o que nos permite pensar em aspectos relevantes e essenciais para nossa atuação tanto em relação aos alunos como em relação aos familiares.

Roberta Tinoco Pinto Ferraz

 

Como acabei de entrar no curso, posso falar apenas das minhas expectativas. Espero que esse seja um espaço tanto de capacitação quanto de ampliação das ferramentas que uso no meu trabalho [...] imagino que eu possa, por um lado, antecipar questões com as quais me depararei no trabalho de OE e, por outro, aprofundar ou rever aspectos com os quais já estou em contato.

Joana Elkis

 

Discutir sobre as ações e refletir sobre os diversos aspectos que envolvem o trabalho do OE tem sido importantíssimo. Esse curso tem proporcionado momentos ricos de discussão, trocas de experiências e leituras que ajudam a embasar e melhor estruturar nossa prática.

Cristina Marcondes

 

Esse curso está sendo muito interessante e muito útil no meu trabalho, pois vem ao encontro das problemáticas e das diversas situações vivenciadas no dia a dia. Os textos estudados, os debates, a troca de experiências e as dicas das professoras/orientadoras são pertinentes e valiosas.

Myrna Carone

 

O curso tem oferecido ótimas oportunidades para trocarmos experiências e aperfeiçoarmos nossa prática. [...] Está sendo ótimo!”

Camila Z. Botellho

 

Tempo de encontro

Tempo de estudo

Tempo de desabafos

Risos, exageros, intensidades.

Pensar a atuação do orientador na escola, pensar as parcerias, organizar, redimensionar.

Tempo para refletir, rever

Tempo de aprender.

Conversas oportunas e instigantes.

Maria Cândida Xavier de Camargo

A visita ao Pátio do Colégio e ao Edifício Martinelli.

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Dois alunos do 6º ano A relataram suas impressões e o que aprenderam na visita do mês passado ao centro de São Paulo.

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Gilberto Walther

Numa terça-feira do mês de abril fomos ao Edifício Martinelli, que há muito tempo era o maior edifício de São Paulo, com objetivo de ver a área onde a cidade de São Paulo começou.

Lá aprendemos várias coisas. Os habitantes de São Paulo tinham medo do prédio pois pensavam que iria desabar, porque não estavam acostumados com edifícios tão altos (ele tem 26 andares). Em cima do edifício estava a casa onde Martinelli morou, para provar às pessoas que o prédio era seguro. Hoje em dia os últimos andares do prédio são a sede de secretarias do governo.

Depois de vermos como era o centro visto de cima, fomos ao Pátio do Colégio. Vimos o antigo muro de São Paulo, onde os portugueses catequizaram os índios e muitas outras coisas bem legais sobre o início da cidade onde vivemos.

Eu achei que foi uma visita bem legal, pois eu nunca pensaria que uma cidade tão grande como São Paulo pudesse ter nascido em um lugar tão pequeno…

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João Vitor Nechar

Na visita ao Edifício Martinelli e ao Pátio do Colégio, onde nossa cidade começou, aprendemos muitas coisas históricas com o propósito de descobrir mais sobre nossa cidade e sua origem.

No ônibus era uma excitação só, todos morrendo de calor dentro do ônibus com aquele ar condicionado bem fraquinho e a ansiedade de chegar logo no primeiro edifício criado em São Paulo com mais de 12 andares, o Martinelli. Ao chegar lá todos suados e querendo correr logo para dentro do grande edifício de 26 andares. Lá vimos quase todo o centro da cidade e aprendemos que todos tinham um grande medo daquele prédio incomum na época. No prédio vimos que o fundador morava no edifício para provar que ele era seguro. Em sua casa moravam ele, sua esposa, seus filhos e a mãe de sua esposa. Depois de um tempo Martinelli, o fundador, perdeu o prédio se endividando e acabou perdendo tudo.

Logo após a visita ao grande prédio fizemos uma caminhada pelo centro em direção ao tão esperado Pátio do Colégio. Nessa caminhada, a estrutura e a decoração dos antigos prédios chamaram muito a atenção. Podíamos perceber, e até comentamos uns com os outros, que alguns prédios chegavam até a ser macabros. Depois de subir uma grande ladeira, finalmente o Pátio! Ele possuía uma velha e bonita estrutura e, como já havíamos estudado, se encontrava entre dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú que serviam como fonte de água e de comida. O lugar que escolheram era alto, pois a várzea dos rios vivia alagada e com a construção no topo a água não interferia em nada.

Vimos que a primeira construção foi uma igreja para com que os portugueses ensinassem seus conhecimentos de religião. Dentro vimos uma maquete e aprendemos mais sobre o relevo do local.

Na visita aprendemos coisas extraordinárias e interessantes e acredito que posso falar que todos adoraram.

Trabalhar em duplas: só uma organização do espaço?

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Por Miruna Kayano Genoino – professora do 1ºC

O trabalho com as parcerias na Escola da Vila é um aspecto fundamental e constitutivo de nosso projeto pedagógico; assim, pensar e planejar as diferentes maneiras de organizar o grupo, seja em duplas, trios, meio grupos, um terço do grupo, o grupo todo, são foco de constante análise e reflexão por parte de toda equipe pedagógica. Este é um princípio fundamental de nosso trabalho uma vez que em nossa concepção, o ensino e a aprendizagem são ações vividas não só entre alunos e professores, mas, e fundamentalmente, entre os próprios alunos.

Assim, pensar em uma destas formas de organizar o grupo, as duplas de trabalho, não é uma mera tarefa do professor, mas sim uma decisão pedagógica tomada a partir da consideração de variados critérios. A depender da proposta que nossos alunos realizarão em parceria, os professores analisam as diferentes necessidades pedagógicas envolvidas, as demandas relacionadas ao trabalho cooperativo (aquele aluno consegue ajudar o outro? Como ajudá-lo a receber ajuda? Como ajudar o aluno que é sabido, mas não consegue socializar seu saber?) e as possibilidades de trocas entre os seus pares que favoreçam a aprendizagem. Desta forma, acreditamos fundamentalmente que ao escolher dois parceiros de trabalho, estamos escolhendo sujeitos que favorecerão a construção de conhecimento do outro.

Muitas vezes a escolha destas duplas não satisfaz o desejo dos alunos, que, ao verem-se diante de uma situação de conflito, já que entre os dois precisam tomar uma decisão compartilhada que nem sempre é alcançada em uma única conversa, decidem que a dupla é “chata” e que por isso querem trocar de parceria “já”. Neste sentido, também trabalharemos para que os alunos identifiquem suas dificuldades, busquem a melhor forma de resolver o seu incômodo para que consigam construir juntos os acordos que possibilitarão a realização daquilo que lhes foi proposto.

O trabalho cooperativo, então, é peça fundamental de nosso projeto pedagógico que ao longo dos anos será vivenciado de maneiras diversas por nossos alunos. Diversas, porém sempre construtivas.

Novidade nas aulas de música da Educação Infantil.

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Por Vicente Régis, com colaboração de Pedro Bruschi

Assim como acontece em todos os outros campos de trabalho, as parcerias entre professores na escola podem contribuir intensamente para a formação das crianças e para a organização do trabalho. É no diálogo constante entre os diferentes profissionais que uma escola constrói e desenvolve sua proposta pedagógica.

Este ano, a equipe da Educação Infantil da Escola da Vila conta com mais um integrante: Pedro Bruschi, educador e violonista, novo professor das turmas do período vespertino da unidade Butantã. Pedro já estava conosco desde o ano passado, acompanhando as turmas dos cursos de extensão curricular oferecidos no Fundamental 1 e tocando na Apresentação de Música da Educação Infantil.

Pedro tem experiência como educador em creches e escolas. Sua prática musical se volta principalmente para a música brasileira, tocando choro com o Grupo João de Barro, e também outros gêneros, como frevo e baião, em um trabalho de múltiplas linguagens artísticas, no grupo Entremares. Realiza também atividades em outras áreas, como a elaboração de trilhas sonoras em produções cinematográficas e recentemente, acaba de colaborar com a produção do livro “Folia de Reis, Imagens, Receitas e Ladainhas – Aiuruoca -MG”, projeto aprovado na Lei Rouanet.

É um grande privilégio ter um parceiro como este, espero que esta parceria dure muitos anos e possa continuar contribuindo para o trabalho de música que vem sendo desenvolvido na escola.

Arte na escola.

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Por Karen Greif Amar e Marisa Szpigel

O curso Arte na escola, oferecido pelo Centro de Formação da Escola da Vila no dia 14 de abril, tinha como proposta dar um panorama de como a área de arte está organizada ao longo da escolaridade aqui na Escola da Vila, nos segmentos da Educação Infantil e do Fundamental 1. Nossa intenção era oferecer referências dessa organização também numa perspectiva de articulação de projetos, sequências e atividades habituais (modalidades organizativas) em cada uma das séries, para que os participantes pudessem entrar em contato com o nosso modo de pensar, com os fundamentos e concepções do ensino de arte.

Procuramos definir uma estratégia que pudesse, ao mesmo tempo, mostrar o currículo de arte da Vila e dar possibilidade de agir sobre ele, levantando hipóteses sobre quais são as propostas levadas para as salas de aula, trocando ideias sobre as aprendizagens que poderiam estar em jogo em cada uma delas e experimentar uma ordenação nas diferentes séries. A ideia era colocar os participantes no papel de quem está montando um currículo.

Para preparar o grupo, iniciamos com uma apresentação dos fundamentos presentes no currículo de arte da Vila. Mas como revelar fundamentos sem ser prescritivo? Queríamos que o grupo mergulhasse conosco na essência das ideias, no frescor de poder refletir sobre a contemporaneidade sem cair em fórmulas prontas e fechadas.

Nossa intenção era aproximar as pessoas de pensamentos sobre ensino da arte de modo análogo a uma situação de aproximação com a própria arte. Exibimos imagens de arte popular e arte contemporânea para revelar desde onde falamos: do contato vivo com a arte e com a cultura, do Brasil e do mundo, da arte de todos os cantos, e de várias épocas. Intercalamos textos que explicitassem o pensamento da equipe sobre como consideramos importante a construção de sentido por parte dos alunos, para que a arte chegue a eles não como uma vitrine, mas como possibilidade de agir poeticamente no mundo, para que se sintam implicados com este objeto. Permeamos imagens dos nossos alunos em ação, envolvidos em uma prática artística que abarca as diferentes linguagens — artes visuais, música e corpo –, em situações individuais e coletivas de produção e apreciação.

Dessa forma, organizamos os participantes em grupos, tendo como critério as faixas etárias em que atuam. Distribuímos cartões representativos de vários projetos e sequências que ocorrem ao longo do ano nas classes de Educação Infantil e Fundamental 1. Os cartões continham, em média, de três a cinco imagens, em diferentes momentos do processo, com os alunos em oficina e suas produções, referência em situações de apreciação.

Com o material em mãos, os grupos partiram para uma análise inicial das hipóteses de organização curricular. Foi muito interessante observar como os grupos se relacionavam com essas imagens distribuídas, pensando nas possíveis sequências dentro dos trimestres e ao longo do ano, cada qual articulando os conhecimentos sobre os conteúdos apresentados através das imagens e suas possíveis relações.

Após a análise e a organização das imagens em uma espécie de varal, cada grupo apresentou suas hipóteses, defendendo os argumentos que os levaram a tal organização. Articular a própria prática para compreender o trabalho de outra equipe fez com que a apresentação ganhasse um caráter de troca muito grande, o que era desejado por nós. Nesse momento, priorizamos que os participantes se relacionassem com a proposta, de modo a pensar valores, conteúdos e pensamentos sobre a construção de um currículo.

Os varais de imagens foram o ponto de partida para a continuidade do curso, retomando e contextualizando as ideias apresentadas pelos participantes ao longo do dia. Com a dinâmica, o grupo de professores participantes pôde exercitar a elaboração de um currículo, identificar objetivos e conteúdos, além de refletir sobre a própria prática.

Mais uma sobre a SAD…

Intervenção urbana de Renata Pedrosa

em obras, 2010 – bastão oleoso sobre parede laranja

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Na primeira SAD do ano, alunos de 1º e 2º ano do Ensino Médio puderam se inscrever em uma dentre três oficinas que ocorreram simultaneamente e abordavam diferentes aspectos da Arte. Abaixo, alguns relatos:

Georgia Dal Colleto, 2ºB

Uma das oficinas era sobre intervenção urbana, oferecida pela professora de História da Arte, Renata Pedrosa. Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer algumas intervenções urbanas, seus objetivos, saber como são montadas. Os exemplos apresentados envolviam trabalhos de diversos artistas, mas também da própria professora, o que tornou a atividade ainda mais curiosa.

Ao apresentar seus trabalhos, Renata falou dos desafios de produzir uma intervenção, como, por exemplo, fazer uma obra durante a noite, escondida, sem permissão para realizá-la num determinado local. Ocorre também, por vezes, contou ela, de o público ter uma relação de descaso com o trabalho, chegando a ser desatento e até desrespeitoso. Um problema enfrentado por ela uma vez foi que, mesmo tendo aprovação para fazer um trabalho em um determinado local, ele não agradou as pessoas que transitavam por ali (era o lugar de trabalho de muitas pessoas) e elas fizeram um abaixo assinado pra que ocorresse a remoção da obra.

Enfim, pudemos ver que nem todas as intervenções tem o objetivo de agradar, mas certamente o de chocar o público.

A oficina foi muito boa e deixou os alunos com a expectativa de realizar alguma intervenção pela escola. Acredito que todos nós pudemos aprender um pouco mais sobre as intervenções urbanas.

Fernanda Tsukada, 1ºC

Me inscrevi na oficina de Criação de Poemas, das professoras de LPL Ângela e Maira. Elas apresentaram para os alunos a famosa Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, e em seguida outros dois poemas baseados neste. A ideia era que os alunos se inspirassem nesse tipo de produção para, a partir da leitura de poemas trazidos por elas, escolher um para parodiar.

Eu gostei muito dessa atividade, porque gosto de escrever e também de poesia. Além disso, ano passado tivemos que produzir uma antologia poética nas aulas de LPL e, portanto, escrever vários poemas. Muitas vezes eu não sabia como fazer, como criar. A paródia é uma ideia legal. Percebi que, além de me inspirar em acontecimentos da minha vida, me inspirar em outros poemas também é uma boa estratégia, até porque muitas vezes as paródias não se assemelham inteiramente com o original.

Mariana Hope 2º A

A terceira oficina oferecida na SAD foi a de Declamação, regida pelo professor de teatro da Escola, o Tuna. Ela foi muito interessante e produtiva. O professor começou nos inteirando sobre o tema e apresentou uma análise sobre o que seria, de fato, o ato de declamar. Vimos o sentido do termo, “um jeito pomposo de falar”, e refletimos sobre o assunto.

Em seguida, fizemos alguns exercícios para treinar a articulação da voz, teor importante quando se trata de uma declamação. Para termos uma noção de como se exercia o ato de declamar, vimos diversos vídeos de artistas que se posicionavam de diferentes formas ao declamar um poema, como por exemplo, um vídeo da Maria Bethania declamando, ao som de uma música, baseada num poema de Fernando Pessoa.

Gostei muito dessa oficina, pois eu adoro poesia e achei interessante aprender um pouco mais sobre como se posicionar diante a um poema, sobre as diferentes formas de se declamar um texto lírico.

A entrada no F1: as festas fora da escola e a presença dos pais.

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Por Érica Ditolvo e Fernanda Flores – Orientadoras Educacionais das séries iniciais do Fundamental 1

O dia do aniversário é sempre uma ocasião muito esperada pelas crianças! Ficam orgulhosas por estarem mais crescidas e  geralmente, gostam de contar a todos sobre a tão esperada data . Nós adultos, cuidamos das comemorações que podem acontecer das mais variadas maneiras: um bolinho para os mais próximos em casa ou na escola, uma festa para os amigos e familiares, um piquenique no parque, uma festa do pijama, um almoço… Como se trata de um dia especial, o importante é torná-lo inesquecível!

Na escola, também cuidamos para que esse dia seja diferente, o aniversariante é recebido com um abraço festivo e um beijo caloroso da professora e dos colegas, o grupo canta parabéns e a depender da rotina, o aniversariante pode escolher qual será a brincadeira do parque, a história que será lida ou o lugar que quer sentar em roda.

Quando acontecem festas fora da escola, as crianças chegam no dia seguinte muito animadas para contar as novidades, o que fizeram, quem estava, do que brincaram, etc. É importante abrir um espaço para que possam contar como foi estar com os colegas da escola em um ambiente novo. Sabemos que, a depender da idade, isso pode ser um grande desafio. Na escola estão familiarizados com o espaço, conhecem os adultos com quem podem contar, sentem-se à vontade com a rotina e com os amigos e reconhecem os limites do convívio nesse espaço.

Nas festas fora da escola, a mudança de espaço e a dificuldade em identificar um referencial podem gerar uma desorganização para as crianças, o que nos faz pensar sobre o papel dos pais ou acompanhantes nessas situações.

Em geral, quando as crianças identificam o cuidado com as relações e com os limites de convívio na figura da família do aniversariante ou dos próprios pais ou acompanhantes, aprendem progressivamente a conviver nesses novos cenários. Para os pais essa também é uma ótima oportunidade, pois além de poder conversar com o filho sobre a festa, suas expectativas, quem estará lá, o que é adequado e o que não é em um ambiente como esse, poderá conversar com a família do aniversariante e conhecer o espaço onde seu filho estará.

Nesse sentido, a presença dos pais nas festas as quais seus filhos são convidados é muito importante por um conjunto de motivos, sobretudo, o de poder ampliar o convívio com a turma e os pais que constituem grupo tão significativo no dia a dia de seus pequenos e, finalmente, tomar decisões de quando seus filhos podem começar a frequentar os espaços sem a presença de um responsável direto.

Se temos o que conversar quando as crianças são as convidadas, também temos muitos assuntos quando são os aniversariantes: como receber os convidados, os presentes, qual será a organização daquele dia, entre tantas outras boas conversas que tanto contribuem para a formação das crianças.

A adultização da infância: coisas para pensarmos.

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Por Dayse Gonçalves

Segundo o historiador e medievalista Philippe Ariès, a indiferenciação do vestuário infantil do vestuário adulto, em determinado momento histórico, dizia da falta de importância que a criança tinha na sociedade. E como podemos verificar, também na Arte aparece essa quase questão no modo de retratar crianças daquele período. A estatura era basicamente o que diferenciava o adulto da criança.

A expansão da escola, segundo o autor citado, por volta do século XVII, parece marcar a descoberta da infância. Mas sabemos também que o acesso a ela não era democrático, por isso a maioria das crianças permanecia vivendo uma vida muito parecida com a dos adultos. Muito precocemente já trabalhavam. Trabalhavam no campo, nas fábricas, nas cidades. O mais triste é ter de admitir que no Brasil muitas crianças brasileiras ainda vivem nesta condição.

Tirando as questões de ordem econômica e social, que mantêm muitas crianças numa condição de exploração ainda hoje, parece ser na passagem entre adulto em miniatura a um ser visto como diferente, que os adultos começaram a dar importância às crianças e a organizar sua vida também em função das necessidades delas.

Como nós sabemos, no mundo de hoje, para fins comerciais, a visão de infância é muito ambígua. A mídia bombardeia os nossos pequenos com dezenas de produtos e práticas que os adultizam, além de favorecer atitudes consumistas. São muitos produtos direcionados a meninos e meninas. Às meninas, ainda, são oferecidos determinados objetos, como maquiagens, esmaltes, peças de vestuário, calçados com saltos, além de práticas relacionadas ao mundo das mulheres adultas, como visitas precoces aos salões de beleza para fazer as unhas, arrumar o cabelo… Enfim, há um marketing ‘pesado’ em cima destes pequenos, já vistos como importante faixa de consumidores. Infelizmente.

Embora não sejamos os maiores responsáveis, também nós, adultos que as educamos, acabamos impondo às crianças hábitos consumistas incompatíveis com as necessidades que um desenvolvimento saudável requer.

Portanto fica o convite para repensarmos que tipo de infância desejamos para nossos filhos e alunos. A escola, e dentro dela a Educação Infantil, por meio de palestras e do intercâmbio com as famílias através das Reuniões de Pais, tem apontado para a necessidade de um olhar cuidadoso para com as experiências que proporcionamos aos pequenos, que vão desde a importância do brincar ao desencorajamento de algumas práticas, que vão exigir de nós escolhas que vão fazer a diferença na maneira como as crianças viverão esta breve etapa da vida.

Para concluir, gostaríamos de sugerir o filme “Criança, a alma do negócio”, de Estela Renner, disponível na página do Instituto Alana.

Diplomação das primeiras turmas de Pós-Graduação.

Clique na foto para ver o álbum completo

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Por Zélia Cavalcanti – Coordenadora dos cursos de Pós – Graduação

No último dia 30 o Centro de Formação da Escola da Vila viveu um momento histórico para seus 32 anos de existência: a festa de diplomação das primeiras turmas de Pós- Graduação em  Alfabetização e em Educação infantil.

A programação organizada para esse dia procurou comemorar o fato de que, passados dois anos do início dessa frente de trabalho — período em que nos adaptamos e  aprendemos muito sobre os procedimentos de formação mais adequados a esse segmento de ensino  –  colhíamos  os primeiros bons frutos do novo investimento: vinte novos especialistas em educação escolar concluíram seu curso com monografias de qualidade, expressando com elas o valor das aprendizagens ocorridas.

Ao som de belas expressões de nosso cancioneiro popular, executadas em flauta e violão, e na presença de familiares, professores e amigos, a entrega dos certificados foi precedida pelas mensagens das coordenadoras de cursos e pelos discursos das oradoras de cada turma: Ana Cláudia Nicolau, oradora eleita pela turma de Alfabetização, e Angélica Dienni, eleita pelas colegas da turma de Educação Infantil. Vale a pena seguir os links para conhecer o que essas turmas expressaram por intermédio de suas oradoras.

Após a entrega dos certificados e a sessão de cumprimentos, abraços e fotos, um coquetel encerrou a noite.

Para todos nós, do Centro de Formação e da Escola da Vila, esse momento de brindes que se seguiu à cerimônia foi também um momento de agradecimento pela colaboração de todos, professores e funcionários que, com muita disposição e simpatia, convivem e trabalham nas noites de segundas e quartas-feiras, e durante as manhãs e tardes de sábado, em que se realizam as aulas para os alunos das turmas que se sucedem.

Discurso de Ana Claudia Nicolau

Discurso de Angélica Dienni

Os 1ºs anos EM conhecem de perto a questão da moradia nas grandes cidades.

Fotos de Isabela, 1º ano C

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Por Fermín Damirdjian – Orientador Educacional

Durante a Semana de Atividades Diversificadas, os 1ºs anos incrementaram seus estudos acerca do tema “Cidades”, o qual permeia todas as ciências humanas ao longo desse ano letivo. Foram realizadas saídas para visitar uma ocupação em um edifício público (ex-INPS) na rua Martins Fontes, vazio há mais de 30 anos, e o Casarão do Brás, um local que foi construído ao longo de 2 anos sob a forma de um mutirão. São dois momentos diferentes de movimentos de moradia: um ainda incipiente, pressionando os órgãos públicos para olharem para um edifício que pode vir a ser habitado mediante financiamento popular, e outro já consolidado como moradia.

A dificuldade em preservar (ou instaurar) o direito à moradia nas grandes cidades é um dos aspectos que não pode ficar de fora ao olharmos para os desafios a serem vencidos pelos conglomerados urbanos de qualquer nação.

Abaixo, depoimentos de alguns dos alunos que visitaram os locais.

Diego Cianelli

Com a SAD foi possível ver muito melhor como é organizada uma ocupação, eu imaginava algo muito mais desorganizado, sem muitas regras e sem uma capacidade pré-definida de moradores. Meu pensamento mudou, vi que existem muitas regras e a família precisa ter certo cuidado para viver lá, precisa cuidar e respeitar o jeito com é formado o lugar, desde as pessoas até as próprias regras.

Teresa Lanna

Acredito que os trabalhos de campo me trouxeram outra visão de pessoas sem moradia quando apropriam-se de um edifício. Essa apropriação não existiria se as condições de moradia não fossem ruins. Acredito que o que eles fazem é um reflexo da sociedade em que vivemos. O que eles fazem é não ficar parados em péssimas condições de moradia, mas sim lutar por seus direitos e tentar mudar essa horrível realidade.

Ana Clara Naletto

Eu sempre soube das dificuldades de moradia no Brasil, em que algumas pessoas possuem imóveis caros e em lugares com boa infraestrutura, enquanto outras possuem imóveis longe de seus empregos, com infraestrutura horrível e até pessoas que não possuem imóveis. No caso, eu pude me aproximar mais da realidade das pessoas , ver como eles se organizam dentro das ocupações e ter uma opinião mais concreta sobre os movimentos sem julgá-los, além de que pude ver a diferença física e funcional entre ocupações e moradias. A respeito da minha compreensão com a cidade, a visita à ocupação/moradia me deu uma ampla visão sobre o quão absurdo é as pessoas lutarem por uma coisa que é delas, pelos seus direitos, e ver a que ponto chega um país que não consegue pertencer e “atender” a todos.

Fernanda Tsukada

Os trabalhos de campo permitiram que nós pudéssemos ver de perto e entender melhor o que viemos discutindo em sala. Com as visitas e conversas, nós pudemos ver e pensar nessas situações por um diferente ponto de vista, uma vez que conhecemos o ponto de vista daqueles que vivem isso.

Isadora Lacerda

Com a ida à ocupação, aprendi muita coisa, coisas que nem sabia que existia no Brasil e de como a política só foi feita para o capital.

Maíra Tambelli

Os trabalhos de campo contribuíram para o nosso estudo pois exemplificou fatos sobre a produção e não apropriação da cidade, onde as pessoas não se apropriaram do maior direito delas, que é a moradia. Pude ter um conhecimento maior sobre a vida e o sofrimento de muitas pessoas.

Mariana Lourenzetto

Os trabalhos de campo contribuíram para a minha compreensão sobre a questão de moradia na cidade, pois até então já tínhamos falado muito sobre esse assunto em aula, porém ver na prática tudo o que estudamos é muito mais esclarecedor. Com as atividades, eu vi que em uma única ocupação podem se reunir vários movimentos diferentes, descobri que há dois tipos de ocupações (acampamento e moradia), coisas que eu não sabia.