O que é mais importante, saber estudar sozinho ou em grupo?

 

Por Maria Ivone Domingues

O sociólogo Bernard Charlot ¹ afirma que o ser humano é 100% individual e 100% social. E isso não dá 200%.

Na aprendizagem, aspecto central da constituição humana, isso se manifesta integralmente. Trata-se de um percurso totalmente individual de construção de conhecimentos, inserido em percursos coletivos, já que esses processos individuais são decorrências de interação entre os sujeitos.

Considerar essa dupla condição, individual e coletiva, nos projetos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas escolas não é uma tarefa simples. Requer esforço para superar a crença largamente difundida de que, no grupo classe, é possível e desejável que todos os alunos aprendam o mesmo ao mesmo tempo.

No intuito de avançar nesse sentido, em 2013, escolhemos como tema norteador dos nossos estudos para aperfeiçoamento do projeto pedagógico da escola a variação das interações, diferenciação das aprendizagens e ajustes no ensino.

No fundamental 2, além de intensificarmos essa preocupação nas tarefas usuais, tomamos algumas medidas práticas que demandam da equipe um esforço para lidar com a questão da diversidade. Inserimos na grade uma aula semanal de Língua Portuguesa nos 6ºs e 7ºs ano e uma de Matemática nos 8ºs e 9ºs, em que trabalharemos com dois professores em sala de aula, desenvolvendo propostas sistemáticas mais ajustadas às demandas de grupos de alunos.

Reformulamos, também, as propostas de recuperação paralela, organizando os encontros de SMA na própria unidade em que o aluno estuda e dividindo o tempo em dois momentos, um de estudo dirigido e outro de aula com o professor. Nos 6ºs e 7ºs anos, o principal desafio do estudo dirigido será o aluno aprender a estudar sozinho, com apoio da orientação, e elaborar conclusões e dúvidas para o momento coletivo posterior. No 8º ano, o desafio será desenvolver a capacidade de estudar em grupo, processo que também será acompanhado pela orientação. No 9º ano, os alunos serão orientados para desenvolver a capacidade de estudar de forma colaborativa, usando a tecnologia como forma de prepará-los para enfrentar os desafios do Ensino Médio, que implementa fortemente os recursos tecnológicos no currículo.

Importante ressaltar que não estamos falando de tarefas totalmente individualizadas, pois, para isso, não haveria a necessidade de estarem no ambiente escolar, mas de propostas voltadas para grupos com demandas mais próximas, que incluam tarefas individuais, mas também mantenham os desafios da interação entre pares e com o professor.

Muitos recursos têm sido divulgados pelos meios de comunicação que favorecem e apoiam esses percursos individuais, como é o caso do projeto Khan Academy. Pretendemos aproveitar esses recursos em algumas áreas, integrando-os aos debates em aula e às ferramentas tecnológicas, buscando potencializar ao máximo a interação. Esperamos, com isso, manter nossos alunos desafiados e vinculados às propostas de estudo.

Um dos nossos maiores desafios é não perder de vista que os alunos precisam participar da identificação das suas reais necessidades, pois, ao fim e ao cabo, essas ajudas ajustadas precisam incidir na sua capacidade de estudar, tanto sozinhos como em grupos, e para saber estudar é necessário identificar as próprias demandas, o que se sabe e o que falta saber.

¹ Charlot, Bernard. Relação com o saber, formação dos professores e globalização: questões para a educação hoje. Porto Alegre: Artmed, 2005.

Crianças e jovens, professores e pais: o início de um novo ano escolar

Por Fernanda Flores

Como tudo na vida, dar início é algo que envolve nossos sentidos, esforços e nos desafia a trilhar caminhos, conhecidos ou inéditos, para os quais construímos uma bagagem desde a primeira vez que passamos a frequentar uma escola. O período de início do ano letivo é, para todos os envolvidos, um momento revestido de significados e expectativas, aliás, muitas expectativas.

Todos na escola temos lembranças sobre começos que nos marcaram. Essas memórias constituem quem somos. Quer sejamos alunos, professores ou pais, cultivamos experiências e histórias pessoais que são importantes, a seu modo, para cada um e especialmente significativas para a escola, que pensa e se organiza ano a ano para melhor acolher seus alunos, professores e pais.

Permito-me aqui compartilhar uma lembrança que sempre me faz pensar sobre processos de adaptação.

Era professora da turma de crianças de três anos, e um aluno chegou no primeiro dia de aula com uma fantasia de macaco que o cobria por completo. Não víamos seu rosto, somente seus olhos e boca, vez ou outra descobertos pelo pano. Imagino que ele também via parcialmente, pois o buraco era pequeno, e o pano ao redor não permitia ver muito mais. E isso nos intrigava.

Praticamente se escondia atrás de sua mãe, além da própria proteção que a fantasia oferecia. Dia após dia, vinha com a mesma fantasia e se distanciava de sua mãe cada vez mais, circulando curioso pela sala. Passou a aceitar nossa ajuda, a rir com nossas brincadeiras, mas insistia em vir para a escola como macaco, mesmo depois de despedir-se da presença de um familiar na escola.

Dias passaram, até que, numa brincadeira na qual todos mexeriam com água, ele tirou sua fantasia, espontaneamente, como se não fizesse mais parte dele. Ficamos ali admirados, vendo-o igualmente entre todos, integrado e seguro em tornar-se parte.

Para além das particularidades envolvidas no início das aulas para crianças – pequenas e grandes – jovens, professores e demais, essa lembrança destaca o que há de único e comum a todos envolvidos no início da vida escolar num novo ano: dispor-se a enfrentar novos contextos, mesmo que se mostrando aos poucos, até a fantasia poder ficar para trás; adquirir confiança nas situações propostas, no contato com colegas e professores, atuando com autonomia ao enfrentar os desafios propostos e aqueles que compõem o convívio diário em ambiente escolar.

Os segmentos, do Infantil ao Ensino Médio, têm características próprias e se organizam considerando o que é necessário para que os processos de adaptação e retomada do trabalho ocorram de forma a garantir sentido e envolvimento com as propostas vividas na escola.

Na Educação Infantil, especialmente, contamos com uma rotina progressiva de adaptação para os pequeninos que ingressam no Grupo 1, e inúmeras são as situações de acolhida planejadas pela equipe de professores para todas as turmas.

Para os alunos que (re)começam no Fundamental 1, há a saudade da escola, dos colegas, o frio na barriga para os novos, os reencontros entre amigos, enfim, a rotina que entrará no ritmo cotidiano dos estudos. Como de costume, dedicamos um conjunto de ações para que as crianças se aproximem, conheçam e integrem os novos alunos e possam usufruir ao máximo o tempo que aqui passam.

Por sua vez, os professores já vêm de uma rotina de trabalho que começou bem antes do (re)encontro com os alunos. Independente do segmento, há muito a preparar, planejar e conhecer, pois, mesmo experiente, cada professor vive também uma ansiedade positiva por (re)ver seus alunos e grupos, com o desafio de constituir-se como referência para todos e construir, com a turma, um ambiente de trabalho participativo e altamente favorável às aprendizagens pretendidas.

Os pais igualmente se mobilizam para essa retomada, não é mesmo? Mais próximos do dia-a-dia da escola em função da idade dos filhos ou acompanhando via notícias, por serem esses mais crescidos e independentes no contexto escolar, os pais esperam conhecer os professores, ajudar com os materiais, acompanhar esse início, e o desafio aqui é justamente ver crescer e acompanhar filhos e filhas em seu processo de independer-se de nós (pais) rumo às conquistas de um novo ano.

O período de adaptações, portanto, demanda grande energia de todos, e o diálogo nos parece a melhor forma de construirmos, juntos, ótimas experiências e memórias, compartilhando o percurso de conquistas de nossos alunos e alunas em mais um ano.

Bem-vindos!

E o blog voltou…

Por Vania Marincek

As férias acabaram e os nossos alunos estão chegando. Animados com o primeiro dia de aula, querendo saber todas as novidades sobre o novo ano. Os antigos estão felizes por reencontrar os amigos e voltar à escola; os novos, curiosos com as novas possibilidades… E nós já estamos trabalhando a todo o vapor para garantir que tudo ocorra da melhor forma possível para todos.

Já é hora de o blog voltar também. Novo ano, novas ideias, novos temas, novos debates.  Seguiremos compartilhando com vocês um pouquinho de tudo o que nos ocupa, surpreende, orienta, instiga.

Vamos trazer temas de interesse para todos os segmentos e organizar as postagens de forma a garantir o atendimento aos diversos interesses. Nessa primeira semana trataremos, a cada dia, alternadamente, de temas tais como: a adaptação à Escola dos alunos de EI e F1, a aprovação de nossos alunos nos vestibulares, e as ações formativas dos programas de férias do Centro de Formação.

Para a elaboração dos posts, seguiremos contando com a colaboração de todos os setores de nossa comunidade. Diretoras, coordenadoras, orientadores, professores, alunos da Escola, formadores, alunos do Centro de Formação, pais, que serão convidados a escrever e trazer seus pontos de vista de forma a enriquecer e a ampliar as possibilidades de reflexão.

O blog da Escola da Vila tem se constituído, cada vez mais, num excelente canal de comunicação com toda a comunidade escolar. Através de cada post torna-se possível conhecer, de forma simples e objetiva, aspectos do trabalho e da reflexão desenvolvidos na escola e, ainda, debater sobre eles. Muitos pais e seguidores já descobriram isso e o acompanham diariamente. Convidamos a todos a fazerem o mesmo. Para isso, é só se inscrever neste link e as atualizações do blog aparecerão em seu e-mail.

Esperamos por vocês, e que 2013 seja um excelente ano!

Encerrando o ano

Prezados leitores,

Fazer um blog dinâmico, com atualizações frequentes, temas interessantes e discussões pertinentes é um desafio e tanto.

Desde que iniciamos este espaço, em 2010, postamos 450 textos, sempre tomando cuidado para tratar de temas relativos a todas as idades e segmentos da escola: Educação Infantil, Fundamental 1 e 2, Ensino Médio e Centro de Formação.

São muitos autores, direção, coordenação, orientação, professores, alunos, educadores que frequentam os cursos do centro de formação, capacitadores, e este ano contamos também com a participação de pais.

Os acessos diários também são muitos. Nossa média está em torno de 400, sendo que neste ano nosso pico foi de 1127, com o post “Eles estão bebendo e fumando cada vez mais cedo?”, que, na história do blog, é também o post mais acessado.

Depois de nós, muitas escolas começaram a desenvolver seus blogs, ainda que sejamos a que posta com mais constância e regularidade. Verificamos que é uma maneira eficiente de dar voz aos diferentes atores institucionais e esperamos continuar fazendo isso de modo cada vez melhor.

Mas, ao contrário dos blogs pessoais, ou dos meios de comunicação, nosso blog tem que entrar de férias, pois, sem este intervalo, não seriamos capazes de continuar produzindo com qualidade.

Voltamos em fevereiro, mas, até lá, vocês podem atualizar a leitura com os posts que não conseguiram ler.

Para nos ajudar nessa tarefa, convidamos a todos os leitores a postarem aqui, nos comentários, temas e ideias para os posts do próximo ano. Colaborem!

Até o próximo ano.

Equipe da Escola da Vila

Projeto de intercâmbio com outras escolas do mundo, organizado pelo British Council, com participação da Escola da Vila

Por Sandra Durazzo

A língua inglesa hoje tem uma importância diferente do que há alguns anos. Chamada por uns de língua franca, por outros de língua internacional e tantas outras denominações, ela se tornou o idioma oficial para intercâmbios de diversas naturezas entre moradores de países ao redor do mundo.

Aliada ao domínio do idioma, as tecnologias de informação e comunicação nos permitem construir e trocar conhecimentos com parceiros remotos, sem sair da nossa escola.

Neste trimestre, o projeto de trabalho das aulas de inglês do curso transversal do 6º ano fez parte de um intercâmbio entre escolas, sobre fenômenos naturais , organizado pelo British Council, chamado Connecting Classrooms. O site do projeto contém espaços para o registro do processo, permitindo que professores e alunos compartilhem tanto suas descobertas sobre os fenômenos climáticos quanto seu processo de aprendizado de inglês.

Algumas das publicações da Vila e de escolas participantes, como uma escola do Egito e outra da Romênia, podem ser acessadas clicando aqui.

Além disso, o espaço para postagem das apresentações finais potencializa ainda mais a aquisição da proficiência em inglês dos nossos aprendizes, pois oferece um interlocutor real para sua produção. Veja aqui, as produções publicadas pelos alunos.

Estão de parabéns pelo trabalho realizado todos os alunos do 6º ano e sua professora, Verônica Bochio.

Você sabia que a Escola da Vila tem uma área de ações culturais?

Por Luisa Furman e Vicente Régis

Um aspecto muito importante da construção da proposta pedagógica da Escola da Vila encontra-se no âmbito da formação cultural. Desde o início da instituição, em 1980, nota-se um claro movimento de intenso contato com atividades culturais dentro da escola, que marca a formação dos alunos. Eventos de longa data como o Festival de Poesia e o Pouquinho de Brasil, antigos projetos como o Lançamento do Livro da Família, a apresentação do estudo sobre os anos 60 e 70 e as Semanas de Atividades Diversificadas são alguns dos exemplos que concretizam e tornam visível o rico caldo cultural que compõe a comunidade escolar aqui da Vila.

Faz-se necessário lembrar, ao abordar este assunto, que a grande riqueza deste caldo se encontra justamente nas pessoas que transitam, convivem, transformam o espaço aqui da escola e que imprimem essa marca que nos caracteriza tanto. É o gosto por cultura dos professores, pais, alunos e demais membros da nossa comunidade que cria as condições para que exista tanta cultura aqui dentro da escola. A cultura pode ser comparada à natureza; precisa de cuidado, solo fértil, tempo, clima, tranquilidade, uma reunião de elementos que só uma comunidade inteira pode prover, se ela conseguir se organizar para isso.

O trabalho da agora chamada Área de Ações Culturais, antigo Setor Cultural, é justamente olhar para a comunidade escolar e pensar formas de colocar os membros da nossa comunidade em relação com atividades culturais que enriqueçam a formação dos alunos e ajudem a estruturar os saberes construídos na escola. Por conta disso, esta área se divide em dois principais blocos de ação: atividades e eventos curriculares e cursos de extensão curricular.

No âmbito do apoio ao currículo e eventos, o cultural atuou em diversas situações, estabelecendo parcerias com outras áreas da escola, como na abertura da Olimvila e no apoio ao Vilalê, clube de leitura idealizado pela área de LPL e biblioteca.

Tivemos a oportunidade de propor oficinas, debates e apresentações nas Semanas de Atividades Diversificadas, momento propício para a integração entre diferentes áreas e linguagens, assim como nossa grande conquista: um dia letivo para o F2 e EM entrarem no clima do Festival de Poesia, o Dia da Poesia,que aconteceu no final do primeiro semestre, com propostas inusitadas como as oficinas de hip-hop (Mc, dança de rua e grafite). Foi um momento de novas possibilidades, agrupamentos diferentes entre os alunos e situações de aprendizagem riquíssimas.

E, como cultura nunca é demais, desde 2011 trabalhamos para atender a uma antiga demanda das famílias: oferecer cursos de extensão curricular na área de artes.

As propostas estão cada vez mais variadas e solidificadas, permitindo que nossos alunos estabeleçam conexões com o que aprendem dentro e fora da escola.
É com satisfação que apresentamos os cursos de extensão curricular, já com as novidades para 2013. Veja abaixo a descrição dos cursos que, em breve, estarão disponíveis no site, com informações sobre horários, preços e matrículas.

Aproveitamos a oportunidade para lançar, com muito orgulho, o vídeo do Festival de Poesia de 2012.

TEATRO F1 E F2
A oficina visa o estudo do teatro a partir da identificação de alguns elementos dessa linguagem em jogos tradicionais e cooperativos. Dentre eles, podemos destacar a organização espacial, a construção do corpo das figuras envolvidas, a contagem do tempo e os temas suscitados. A oficina resultará em um experimento cênico elaborado colaborativamente com os alunos.

DESENHO F1
O curso tem como objetivo a investigação e exploração das diversas técnicas de desenho, por meio das quais os alunos entrarão em contato com uma grande variedade de materiais e possibilidades de expressão.

A aula será dividida entre prática e reflexão, contando com a observação de imagens e tendo como referência trabalhos de artistas, ilustradores, designers e quadrinistas.
Em 2013, o curso terá como novidade a exploração de recursos básicos de desenho digital e contará com a participação de convidados especiais.

CRIAÇÃO DE JOGOS E ANIMAÇÃO DIGITAL F1
O curso tem como objetivo o contato com a história dos games e a exploração de jogos de referência, visando a criação de um jogo eletrônico como produto final do curso. Usaremos algumas ferramentas já conhecidas pelos alunos e também programas como o Scratch, que usa uma linguagem de programação desenvolvida pelo MIT Media Lab.

Os alunos irão manipular vários tipos de mídias, participar de todas as etapas de construção de um jogo, além de publicar suas criações para divulgação e interação com os colegas e a Escola.
Usaremos o próprio blog do Cultural e a comunidade de trocas, em: http://scratch.mit.edu.

MÍDIAS DIGITAIS
Nesse curso os alunos poderão experimentar o uso de diversos programas visando a edição e criação de animação, vídeo e áudio. Em cada trimeste, iremos explorar técnicas de manipulação de mídias como animação em 3D, edição de vídeo, stop motion, fotografia, desenho analógico e digital, sempre com o uso das tecnologias ampliando as possibilidades de trabalho.

VIOLÃO F1 E F2
O principal objetivo deste curso é criar possibilidades para que os alunos aprendam a tocar junto com seus colegas, em um clima de cooperação e troca de saberes. Conforme o repertório de canções e peças para violão solo é desenvolvido, são abordados elementos como interpretação de melodias, batidas, solo, voz e outros fundamentos da linguagem musical relacionados ao instrumento. Exemplos de atividades: criação conjunta de arranjos para grupo de violões, aprendizagem de peças para violão e voz, aprendizagem de peças para violão solo e composição em grupo. Cada aluno deverá ter o seu próprio violão.

CRIAÇÃO MUSICAL F1
O curso tem como objetivo formar um pequeno conjunto musical, com ênfase na percussão, voz e sopro. Exemplos de atividades: composição de música em grupo, aprendizagem de melodias e ritmos, gravação de trilhas sonoras, brincadeiras cantadas e jogos musicais com copos. Crianças cursando este curso pelo primeiro ano terão contato com xilofones, metalofones e demais instrumentos de percussão. Crianças cursando pelo segundo ano devem adquirir uma escaleta, e crianças cursando pelo terceiro ano devem adquirir uma flauta doce soprano. Qualquer dúvida referente aos instrumentos, entre em contato com a secretaria.

DANÇAS POPULARES F1
O curso vai oferecer aos alunos o contato com diferentes técnicas, estilos e tipos de danças populares e contemporâneas, visando explorar o movimento expressivo e seus elementos: corpo, espaço, ritmo, repertório, improvisação, sons e coreografia.

GRUPO VOCAL F2
O objetivo do Grupo Vocal é oferecer aos alunos um espaço de vivência e criação musical por meio da voz. Tomando como repertório canções populares brasileiras, de outros povos e composições dos próprios alunos, propõe-se que sejam feitas novas leituras e arranjos destas canções, criando situações que estimulem a criatividade e a livre expressão.

DANÇAS URBANAS F2
Neste curso, serão apresentados elementos da cultura hip-hop e outras manifestações culturais urbanas, abordando técnicas de expressão corporal e passos de street dance, possibilitando a criação de performances individuais e em grupos.

GRUPO DE GUITARRAS F2
Curso nos mesmos moldes do curso de violão, mas que aborda aspectos específicos da guitarra, para alunos que já têm experiência com violão ou guitarra. Alunos iniciantes devem procurar primeiro o curso de violão. Alunos deverão ter sua própria guitarra. Amplificadores serão fornecidos pela escola.

GRUPO DE PERCUSSÃO F2
Este curso tem como objetivo formar um grupo de percussão para tocar principalmente ritmos brasileiros como baião, coco, samba e maracatu. Exemplo de instrumentos utilizados: alfaia, pandeiro, djembê, agogô, caixa e caixa do divino.

Os Grupos 1 e as novas tecnologias

Por Tucha – professora do G1C 

Esqueçam o tempo em que o uso de aparelhos eletrônicos estava restrito ao mundo adulto! Hoje, as crianças despertam para o universo da tecnologia e destacam celulares, smartphones, notebooks e tablets na lista de desejos. Como poderia ser diferente? Já nasceram, conectadas, e todos estes aparelhos tecnológicos são parte da sua realidade.

A era do acesso móvel é causa de grande preocupação na hora de colocar um destes dispositivos nas mãos de uma criança. A partir do momento em que a rede migra para algum destes aparelhos, a possibilidade de usar a internet sem acompanhamento de um adulto aumenta bastante.

A cumplicidade entre pais e filhos, a orientação e a conversa aberta são as melhores formas de manter a segurança das crianças e dos adolescentes na navegação. Além dos responsáveis, professores também são indispensáveis nesta tarefa e a função maior da escola deve ser organizar o uso da tecnologia com os estudantes, mostrar a eles quais são as possibilidades, os limites e o lado educativo a ser explorado em cada plataforma.

Nas classes de Grupo 1 (3/4 anos) da unidade Butantã, a experiência pioneira da utilização de notebooks e tablets no trabalho com a sequência de pesquisa sobre “Animais e seus filhotes” mostrou-se muito produtiva.

Este trabalho aconteceu ao longo do segundo semestre e o objetivo era que os pequenos pudessem se aproximar de procedimentos de pesquisa, com foco na leitura de imagens de textos informativos que circulam socialmente. Desta forma, os alunos participam de situações em que selecionam e utilizam fontes, buscam informações para responder as perguntas que elaboram, registram e ditam registros ao professor e, ainda,  apresentam as informações pesquisadas. Durante a pesquisa as crianças são convidadas a explorar e ler imagens, vídeos e textos informativos para obter informações gerais e respostas a perguntas específicas, aproximando-as de textos e portadores. Por meio dos textos e legendas produzidas, as crianças aprendem a organizar o conhecimento e também a comunicar o que estudaram.

Várias são as situações de pesquisa propostas, para que as crianças explorem imagens, vídeos e textos. Neste sentido, também tablets e notes foram utilizados, possibilitando a descoberta de que permitem o acesso a fontes importantes de informação. Algumas crianças já possuem certa familiaridade com estes recursos, mas não é esperado que os utilizem para buscar informações.

Para promover a interação com tais recursos e favorecer a pesquisa, planejamos duas atividades – uma utilizando os notebooks e outra os tablets – onde os alunos puderam responder a perguntas sobre as especificidades a respeito dos cuidados dos pinguins, cangurus e tartarugas com seus respectivos filhotes. Para que todos pudessem participar efetivamente da atividade, reorganizamos os alunos em agrupamentos menores e garantimos que cada subgrupo tivesse disponível um dispositivo para cada dupla ou trio de crianças.

Nos notebooks, selecionamos uma série de imagens estáticas que favorecessem observações bem pontuais a respeito desta questão, como por exemplo, que os pinguins machos e fêmeas se revezam no cuidado com o ovo, sentando-se sobre ele enquanto o parceiro entra no mar para se alimentar.

Já nos tablets, optamos por selecionar pequenos trechos de vídeos que evidenciassem este mesmo assunto e, neste caso, as imagens em movimento completaram as informações obtidas na atividade anterior, como por exemplo, o vídeo que mostrava um casal de pinguins rolando delicadamente o ovo um para o outro utilizando os pés, antes de um deles sair em busca de alimento.

A empolgação das crianças foi impressionante em todas as situações, pois identificaram respostas a algumas de suas curiosidades sobre o tema e rapidamente compartilhavam com os colegas. Também nós, professoras, nos impressionamos com a facilidade com que os pequenos lidaram com os recursos tecnológicos: sabiam pausar o vídeo, assisti-lo novamente, mudar as páginas para visualizar novas imagens etc.

Avaliamos que pudemos ampliar os materiais utilizados, além de oferecer outras formas de interação entre os alunos e o conteúdo estudado. Ambas as atividades oportunizaram que os alunos de Grupo 1 pudessem coletar informações preciosas por meio das imagens – estáticas e em movimento – encontrando respostas para suas questões e ampliando ainda mais seus conhecimentos a respeito da relação de cuidado e interação entre os pinguins, cangurus e tartarugas com suas crias.

Produção de ensaios: muitos desafios, muitas possibilidades e, sobretudo, muita aprendizagem

Por Angela Kim Arahata e Maíra Marquez, professoras de LPL do 2º ano do Ensino Médio

Um ensaio não é um artigo de opinião, não é uma resenha, não é uma análise. Não é nem científico e nem artístico.

O ensaio é um texto crítico, que se aprofunda em seu objeto.

“O ensaio exige (…) a interação recíproca de seus conceitos no processo da experiência intelectual. Nessa experiência, os conceitos não formam um continuum de operações, o pensamento não avança em um sentido único; em vez disso, os vários momentos se entrelaçam como num tapete.” (ADORNO, 2003, p. 29)

O ensaísta argumenta, critica, compartilha sua leitura dos fatos e apresenta a “disponibilidade de quem, como uma criança, não tem vergonha de se entusiasmar com o que os outros já fizeram.” (ADORNO, 2003, p. 16).

Desta forma foi apresentado o gênero para os alunos do 2º ano do Ensino Médio, que produziram, ao longo do 2º trimestre, um ensaio com tema livre. Os textos produzidos não apenas estavam à altura do desafio, como nos surpreenderam pela capacidade de retomada de conceitos vistos ao longo de toda a escolaridade, em especial dos últimos anos.

Você está convidado a conhecer alguns destes textos.

“A autobiografia do personagem”, por Ugo Breyton Silva

“A representação literária do Rio de Janeiro do século XIX”, por  Júlia Cristina de Sousa e Berruezo

“Produção cultural artística americana como crítica à sociedade e sua articulação histórico-social”, por Amanda Lucchi

 

Referência bibliográfica
Adorno, Theodor. “O ensaio como forma” (p. 15-45). In: Adorno, W. T. Notas de Literatura I. Tradução de Jorge de Almeida, Editora 34, Coleção Espírito Crítico, 2003.

Aula aberta do curso de teatro

Por Silvia d’almeida, professora

O teatro é o espaço da experiência. Viola Spolin, uma grande mestre da arte-educação, diz que se apresentar a uma plateia nada mais é do que o compartilhar da experiência vivida no palco com aquelas pessoas que nos assistem. Gosto destas palavras. Compartilhar, experiência. E é possível explicar o porquê. Começamos uma aula de teatro sempre valorizando o jogar e o brincar. O espaço do jogo e da brincadeira, por mais simples que possa parecer, na verdade, traz consigo a complexidade de uma oportunidade para que lidemos com questões profundas de maneira criativa, imaginativa e aventurosa. Isso ocorre na medida em que o teatro propõe ao participante uma organicidade na experiência vivida; estar absorto em um jogo coletivo exige que mente e corpo trabalhem juntos, em prol de um único objetivo. Além disso, é neste momento de absorção que damos voz à intuição, uma certa sabedoria sensitiva que o teatro chegou a me provar, que todos guardamos dentro de nós.

As vivências em uma aula de teatro, como uma própria peça teatral, são efêmeras, na medida em que adquirem seu valor no próprio viver da experiência, naquele momento de risco, do aqui-e-agora, em que nos relacionamos com os parceiros de cena e com nós mesmos, nosso corpo, nossa imaginação, nossos medos e nossas coragens. Ao mesmo tempo, o processo é continuo, deixando facilmente perceptível cada passo que damos rumo ao estado de prontidão para vivermos uma experiência por completo, a partir do individual, chegando ao coletivo, ao olho no olho do parceiro.

Neste último semestre na Escola da Vila, pude conduzir três turmas semanalmente no fazer-teatro. Cada turma e cada aluno me levaram a um espaço riquíssimo de troca e criação artística. E, finalmente, chegou a hora de partilhar um pedaço disso com quem não esteve fisicamente em cada encontro, mas, com certeza, foi trazido por cada aluno em cada aula.

No dia 03/12, de manhã, os pais dividiram histórias inventadas e dramatizadas por quatro meninas, um exercício simples e sofisticado (como tudo que é simples). “Histórias nossas, teatro nosso”, uma pequena dramatização em cima da criatividade de cada aluna, da imaginação para o papel, do papel para a cena.

No dia 03/12, à tarde, a “aula aberta”, foi uma brincadeira entre a ficção e a realidade, a verdade e a mentira, o teatro e a vida real.

No dia 04/12, um conjunto de cenas contaram, a partir de um ponto de vista inusitado, uma história comum a todos. “Morena como notebook, branca como fantasma, lábios vermelhos de Victoria’s Secret”, uma versão bastante peculiar, criada por alunos peculiares, da conhecida história da “Branca de Neve”.

O objetivo destes encontros foi simplesmente este: compartilhar uma experiência com nossos amigos e familiares, usando a linguagem teatral para presentear os nossos queridos com um momento criado por cada um e por todos nós, participantes das turmas de teatro ao longo do semestre. Obrigada pela participação de todos!

Música e Celebração

Por Vicente Domingues Régis

Com a chegada do final do ano, a música acaba por ganhar mais espaço na nossa vida. Provavelmente por ajudar a reunir as pessoas e nos aproximar de emoções e sensações, fazer e ouvir música nos leva a uma certa renovação do espírito, por assim dizer, que combina muito com este momento de fechamento e recomeço de ciclos.

Por conta disso, a música está e estará presente em muitos eventos neste final de ano. No dia 24 de novembro, sábado retrasado, tivemos a Apresentação de Música da Educação Infantil. Foi um belíssimo encontro, no qual os pequenos puderam tranquilamente cantar e dançar no palco para suas famílias, com simplicidade, livres de tensões exageradas. Acompanhadas pelo acordeonista Ricardo Pesce e por seus professores, as crianças mostraram um pouco do que aprenderam durante o ano, com bastante desenvoltura.

Durante toda a semana passada, os alunos dos Grupos de Criação Musical e Repertório fizeram uma série de aulas abertas para suas famílias, para celebrar o encerramento do trabalho. No mesmo sentido, no sábado passado, dia 1º de dezembro, tivemos as apresentações dos grupos de violão do F1 e F2. Que maravilha poder ver as crianças tocando e cantando com seus grupos! Música brasileira, Beatles, Beethoven, Mutantes e outros figuraram no repertório dos meninos. Uma beleza!

Agora, nos dias 7 e 8 de dezembro, teremos o lançamento do Livro da Família, com os 3ºs anos, e o evento de enceramento do ano, com os 4ºs anos, sobre os anos 60 e 70. No dia 13 de dezembro, o Grupo Vocal do F2 se apresenta para seus convidados no Auditório da Unidade Morumbi.

É uma delícia poder participar destes momentos tão especiais na formação dos nossos alunos. E que a música possa estar cada vez mais presente em nosso cotidiano!

Confira as fotos da Apresentação de Música da Educação Infantil:

G1 A        G1 B        G1 C        G1 D

G2 A        G2 B        G2 C        G2 D

G3 A e B        G3 C        G3 D        G3 E

Clique aqui para assistir ao filme das apresentações dos grupos de violão.