Avaliações externas

Em geral, os exames vestibulares são vistos como avaliações externas que indicam a qualidade do trabalho pedagógico das escolas. No entanto, o êxito estatístico de aprovação não é indicador suficiente, em especial quando a escola se propõe a trabalhar com uma educação integral. O resultado de 14 anos de escolaridade básica deve ser mais completo do que a aprovação num exame específico. Seja qual for a opção de carreira, se não houver uma preparação específica para os desafios conceituais e procedimentais que sobrevirão, o ingresso no ensino superior pode ser decepcionante.

Ao preparar o aluno para um curso de nível superior, a Escola da Vila orienta seu trabalho para favorecer a construção de um projeto pessoal de futuro, que inclui fatores como escolhas profissionais, projeções pessoais, representações individuais sobre a felicidade, relações familiares, autoconhecimento e conhecimento sobre as possibilidades reais de opções e projetos. Essa preparação também inclui a capacidade de ler com autonomia os textos teóricos, de gerir eficientemente os estudos e de usar diferentes linguagens para constituir e negociar significados, além da criticidade necessária ao contato com as inúmeras correntes teóricas que circulam no ambiente universitário.

As rápidas e intensas mudanças sociais e tecnológicas que observamos no mundo de hoje nos obrigam a contemplar, em nosso modelo educacional, a construção de competências complexas que permitam ao aluno saber resolver problemas inusitados, valorizar o conhecimento e desenvolver estratégias para continuar aprendendo ao longo da vida com autonomia.

De nada adianta voltar-se para os desafios do futuro, se a Escola não se preparar para atender às necessidades emergentes da faixa etária. Isso implica conhecer o jovem de hoje, suas aspirações, desejos e representações de mundo e a cultura em que ele está imerso.

Assim, os resultados objetivos da Escola nesses processos avaliativos têm sido satisfatórios. Alunos com desempenho escolar regular ao longo do Ensino Médio têm obtido boas pontuações no exame do Enem e têm ingressado na faculdade escolhida, e os alunos que têm uma escolaridade irregular mas desempenho regular também têm obtido bons resultados em ambos os exames.

ENEM

O fato de a Escola não adotar processos seletivos rigorosos, que excluem injustamente alunos que podem ter avanços pessoais significativos ao longo do Ensino Médio, leva, no conjunto, a mudanças de desempenho consideráveis de um ano para outro, mas sem nunca deixar de estar bem colocada em relação às médias nacional, estadual e municipal.

VESTIBULARES

Ao longo de todo Ensino Médio, os alunos vão sendo preparados para os exames vestibulares por meio de exercícios específicos em sala de aula e nas questões das provas trimestrais, que vão processualmente se aproximando de algumas características desses exames

No 2º ano, começam os processos mais específicos para a escolha profissional, e se aprofunda a preparação para o vestibular. Os simulados para o Enem e os grandes vestibulares são feitos regularmente, com uma ou duas aplicações por mês oferecidas pelos cursinhos com que a escola estabelece convênio para o ano.

Entre o final do 2º e o início do 3º ano, aprofundam-se atividades relacionadas a escolhas e vestibulares, com reuniões de pais e filhos, com a intervenção de profissionais da área de psicologia especializados em processos de escolha, com professores universitários discutindo características e exigências dos diversos cursos superiores, visitas a universidades e aulas de revisão no período da tarde.

Quando computada a aprovação dos nossos alunos nos exames prestados imediatamente ao final do Ensino Médio ou, no máximo, no final do ano seguinte, esse conjunto de ações tem se mostrado satisfatório.