Skip to content

Notas #1

A troca de experiências no encontro de educadores da Vila, da Parque e da Balão

Na segunda quinzena de maio, equipes técnicas da Escola Parque (Rio de Janeiro) e da Escola Balão Vermelho (Belo Horizonte) foram recebidas por alunos, professores e pela direção da Escola da Vila e puderam conhecer mais de perto o trabalho desenvolvido na escola.

A iniciativa busca estimular a cooperação entre as três escolas, com o objetivo de fortalecer e perenizar seus projetos pedagógicos, que são referência na educação básica. Todas elas compartilham de visão e valores semelhantes, baseados no construtivismo, na democracia, na ética e no humanismo. “Acho que foi um encontro muito positivo, em que nós conseguimos entender melhor as possibilidades que temos nessa troca e construção conjunta. A partir dos próximos encontros, certamente vamos estruturar melhor as ações que consolidem essa interação”, disse Sônia Barreira, diretora geral da Vila.

Esse foi o primeiro encontro de uma série de três para que os educadores da Vila, da Parque e da Balão conversem sobre os desafios, as experiências positivas e as ferramentas que contribuem para o projeto pedagógico de cada uma delas. “Apesar de terem muito em comum, cada uma das escolas tem suas particularidades, por exemplo a formação de professores na Vila é uma referência. Acho que temos muito a trocar”, comentou Viviane Monteiro, orientadora geral da Educação Infantil da Escola Parque.

Para Claudia Ruas, gestora da Educação Infantil da Parque e que também atuou por seis anos na Balão Vermelho, o diálogo entre as equipes pode ser muito positivo. “Acho que muitas coisas boas vêm por aí. É sempre bom oxigenar, sair do cotidiano, ver outras práticas consonantes e complementares.”

As ideias que surgiram ao longo da visita à Vila serão aprofundadas e amadurecidas nos próximos encontros. O objetivo é elaborar um plano que coloque em prática ações que aproximem as três escolas. “A gente, como Escola da Vila, sonhava com um projeto de escola cada vez mais sedimentado. Agora a gente vai sonhar as três escolas juntas”, concluiu Susane Sarfatti, coordenadora pedagógica do Ensino Médio da Vila.

A imersão dos educadores na Vila aconteceu em dois momentos, ao longo do dia 19 de maio. De manhã eles se dividiram em dois grupos para um tour guiado por alunos – uma parte foi para a unidade do Butantã e a outra para a unidade do Morumbi. A desenvoltura dos alunos durante a visita chamou a atenção de Viviane: “Eles estão desde a educação infantil na Vila e falam da escola com muita propriedade, não só com carinho. Trouxeram na fala deles um trabalho que é proposto na escola, com autonomia e sobre autonomia. Apresentaram a escola, mostrando que são parte dela.”

À tarde, os educadores se reuniram em quatro grupos para uma reflexão em torno da pergunta: “Como o projeto pedagógico da sua escola dialoga com a Escola da Vila?”. Desse debate, surgiram muitas ideias:

 

Educação Infantil

No que diz respeito às experiências da Vila, da Parque e da Balão na Educação Infantil, um dos destaques dessa primeira conversa foi a comunicação das escolas com as famílias, interlocução fundamental nessa fase de formação. As equipes também debateram sobre os experimentos, os projetos e as sequências pedagógicas para crianças do ciclo e sugeriram que as escolas trocassem as datas importantes de seus calendários de eventos para organizarem novas visitas.

 

Fundamental I

O grupo que discutiu as ações possíveis para um intercâmbio de boas práticas focadas no ciclo do Fundamental I se comprometeu a selecionar sequências didáticas e projetos de ciências humanas e naturais de cada uma das três escolas para serem apresentados no próximo encontro. As formas de se trabalhar ortografia também foi pauta da discussão, assim como o percurso de formação dos professores.

Outro tema bastante debatido foi como as escolas promovem atividades com crianças de idades diferentes e de que forma as questões conceituais e operacionais poderiam ser compartilhadas entre as equipes pedagógicas. Todas elas promovem essa interação entre os alunos de grupos diferentes.

 

Fundamental II

Com relação ao ciclo do Fundamental II, os educadores elencaram seis pontos sobre os quais gostariam de se debruçar para uma troca concreta entre as escolas: 1) projetos autorais, escolhidos pelos próprios alunos; 2) planos de estudo e o trabalho que as escolas fazem para que os estudantes tenham maior controle da própria aprendizagem; 3) estruturação de sequências didáticas e projetos que garanta a criatividade do professor e possa ficar registrado; 4) uso da tecnologia do 6º ao 9º ano; 5) uso da plataforma moodle de forma sistematizada, e 6) ações que respeitem as diferenças de escala das escolas –a Balão, por exemplo, é menor do que as outras duas.

 

Ensino Médio

Já no Ensino Médio o destaque foi como compatibilizar os aspectos formativos mais amplos dos alunos com as pressões para um bom desempenho no Enem e nos vestibulares. O uso do espaço público no processo de formação dos meninos e meninas, os trabalhos de campo e a diversificação da grade curricular foram outros assuntos abordados pelo grupo.

 

Confira o clima deste primeiro encontro no filme 1º encontro interescolas.