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Perguntas frequentes

1. Por que a Escola da Vila se associou à Bahema?

A associação da Escola da Vila com a Bahema se deu pela busca de perenização e sustentabilidade do projeto pedagógico. A associação fortalece o processo de crescimento da escola, possibilita a melhoria da infraestrutura de suas unidades e garante sua existência no longo prazo. A escola nasceu em 1980 e, desde então, teve uma trajetória com dificuldades e também com muito sucesso. Ao longo dos anos, a escola se profissionalizou e cresceu, com a abertura das unidades do Morumbi e Granja Viana. Nesse momento, já havia uma reflexão entre as sócias de que a escola enfrentaria concorrência cada vez mais acirrada e que exigiria mais investimentos, principalmente em infraestrutura e oferta de serviços complementares, como cursos extracurriculares, horários alternativos e outros, o que vem se comprovando a cada ano.

2. Quando foi tomada a decisão de se associar à Bahema?

Depois de desistir das duas primeiras negociações com investidores estrangeiros, a direção foi procurada pela Bahema em meados de 2016.  Descartou qualquer negociação, mas informalmente passou a contribuir com informações sobre o setor. À medida que foi conhecendo os sócios e o interesse deles em escolas humanistas, a própria direção da Vila propôs conversar sobre uma possível associação entre a escola e a Bahema. As negociações foram iniciadas no segundo semestre de 2016 e a associação firmada em fevereiro de 2017.

3. A Escola da Vila corria o risco de fechar por não ser lucrativa?

A Escola da Vila não corria risco de fechar. A escola é lucrativa e tem boa saúde financeira. Isso não significava, porém, que teria condições de responder às necessidades de novos investimentos para fazer frente à concorrência com outras escolas semelhantes e às necessidades dos pais. Muitas escolas com bons projetos pedagógicos não conseguiram se perpetuar, e nós não queríamos que o mesmo acontecesse com a Escola da Vila. A associação com a Bahema tem, principalmente, o intuito de perenizar a instituição, fortalecer o nosso projeto pedagógico e torná-lo sustentável.

4. Por que a escolha pela Bahema?

A Bahema foi escolhida porque não irá interferir no projeto pedagógico, já que esta não é a sua expertise. Ela terá o papel de mantenedora. A direção da escola permanece com as antigas sócias. Antes da Bahema, dois grupos fizeram propostas para se associar à Vila, que não foram aceitas porque a direção temeu que fossem interferir no projeto pedagógico.  Além disso, a Bahema é uma empresa com mais de 60 anos, reconhecida por investimentos de longo prazo. As sócias consideraram que a associação garantirá à Escola da Vila a perenidade do seu projeto pedagógico.

5. Por que os pais não foram comunicados com antecedência?

A Bahema, como empresa de capital aberto, segue as regras e exigências da Comissão de Valores Imobiliários (CVM). Por este motivo, a associação teve que se manter em sigilo até a publicação do Fato Relevante. No dia seguinte, porém, os pais receberam os comunicados oficiais da Escola da Vila sobre a operação e foram agendadas onze reuniões presenciais com as famílias de todas as séries para que pudessem tirar dúvidas.

6. O projeto pedagógico será mantido?

Sim, o projeto pedagógico será mantido. Não há e nem nunca houve intenção por parte dos sócios e sócias da Escola da Vila em mudar a linha pedagógica. A Bahema se associou a esse projeto por causa da sua história e perfil e não para transformá-lo.

7. Existe garantia de que o projeto pedagógico não mudará?

O modelo pedagógico está descrito no documento intitulado “Crenças, parâmetros e indicadores: o que caracteriza o Projeto Pedagógico de nossa escola”, que foi disponibilizado aos pais e que representa aspectos fundamentais do nosso projeto. O documento (acesse aqui a íntegra) também permite aos pais a compreensão e acompanhamento do projeto da Escola da Vila ao longo do tempo.

8. Haverá mudança na direção da escola?

Não haverá mudança na direção por conta da nova composição societária. As cinco sócias atuam como diretoras da Escola da Vila e assim permanecerão, inclusive por exigência contratual, durante três anos, sendo os dois primeiros anos obrigatórios e o terceiro opcional, podendo se estender por tempo indeterminado. Sônia Barreira é a diretora geral e pedagógica e continuará nessas funções, podendo depois deste período se dedicar a projetos especiais da Escola da Vila.

9. Como será feita a sucessão da direção?

A Escola da Vila já possui um planejamento sucessório, que consta do documento “Crenças, parâmetros e indicadores”. Por se tratar de um projeto pedagógico complexo, historicamente construído, aberto a transformações e inovações, os gestores precisam ser reconhecidos pela comunidade escolar e validados pelos seus colaboradores. A sucessão dessas funções deve ser planejada e a transição realizada progressivamente, visando a apropriação por parte do profissional dos novos desafios. Além disso, a sucessão se dará sempre por indicação do atual ocupante do cargo de direção, cabendo aos sócios da Bahema eventual veto. Nesse caso, deverá haver uma nova indicação de nome pela atual direção geral, e assim sucessivamente, até que seja definido o profissional.

10. Haverá mudança no Centro de Formação de Professores?

O Centro de Formação é parceiro indissociável da Escola da Vila desde sua fundação e responsável por divulgar e expandir pesquisas de ponta sobre didática, formação de professores e formação dos alunos. Atua no segmento de escolas privadas e desenvolve projetos para secretarias de educação no âmbito público. A intenção é ampliar suas ações, seguir inovando e manter-se como referência para educadores e escolas.

11. Serão feitas demissões de funcionários?

Não serão feitas demissões por causa da associação com a Bahema. A escola mantém um processo de avaliação profissional criterioso, documentado e segue normalmente o seu curso e sua atuação, dentro do que hoje é realizado pela direção. Da mesma forma, os processos de admissão e demissão também seguirão da forma como se faz atualmente.

12. Haverá terceirização de funcionários?

Acreditamos que todos os funcionários que se relacionam com a comunidade escolar e dentro da escola devem desempenhar o papel de educadores e estar preparados para acionar a equipe pedagógica sempre que necessário. Além disso, valorizamos os vínculos e a relação de confiança dos alunos e dos pais com a nossa equipe. Portanto, não há intenção de terceirização dentro da escola. Experiências em diversas escolas, públicas e privadas, já mostraram que a terceirização não é adequada, salvo poucas exceções, como é o caso de serviços da cantina e de segurança.

13. As bolsas de estudos serão reduzidas?

Não haverá mudança no programa de Bolsas de Estudos existente na Escola da Vila atualmente. São concedidas as bolsas aos funcionários e descontos às famílias que enfrentam dificuldades de acordo com os critérios e processos já praticados. Com o acirramento da crise econômica, a direção aumentou o número de bolsas e elas serão mantidas.

14. Que tipo de integração haverá entre a Escola da Vila e as outras escolas que fazem parte do grupo Bahema?

A Bahema adquiriu 5% da Escola Parque (RJ) e segue em negociação com a Balão Vermelho (MG). As escolas possuem projetos semelhantes ao da Escola da Vila, por isso a ideia é que possam trocar experiências e boas práticas. Por exemplo, o projeto de sustentabilidade da Escola Parque é uma referência e pode ser implementado na Vila. Já a Vila tem um processo de educação inclusiva que outras escolas podem seguir. As escolas manterão seus perfis e DNAs.

A primeira ação efetiva neste sentido ocorreu com a participação dos estudantes do Ensino Médio da Escola da Vila na 10ª edição do MODEP – Modelo Diplomático da Escola Parque, entre os dias 21 e 23 de abril. Também estão agendados encontros, em maio e junho, das equipes técnicas das escolas como forma de trocarem experiências e boas práticas.

15. Por que a Bahema decidiu investir em educação?

A Bahema tem mais de 60 anos. A nova geração à frente da empresa decidiu fazer investimento com propósito, que tivesse sentido para a sociedade. O objetivo é investir em um grupo de escolas humanistas, artesanais, voltadas à formação de cidadãos com pensamento crítico. Essa é a linha pedagógica na qual a nova geração da Bahema acredita.

16. Os sócios da Bahema defendem ou são ligados ao movimento Escola sem Partido ou ao MBL?

Os sócios da Bahema não defendem os ideais e nunca foram do MBL. São radicalmente contra o ideário do Escola sem Partido. Importante reiterar que a Bahema não segue nem defende nenhuma linha político-partidária e não tem ligação com qualquer instituição política, movimento ou partido. Os professores seguirão tendo liberdade e autonomia em suas aulas e participantes ativos nas questões curriculares.

17. A Bahema busca mais um sócio para conseguir formar o grupo de escolas?

A Bahema é uma empresa de capital aberto, listada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e que possui cerca de 500 sócios – pessoas ou empresas que têm ações da companhia. O que a Bahema fará nos próximos meses é um aumento de capital, que permitirá a entrada de novos acionistas. Tudo continuará como é hoje, a empresa apenas será maior e terá mais capital para fazer frente a seus investimentos. Os atuais gestores continuarão a administrar a Bahema.

18. Como a Bahema pretende obter lucro com a Escola da Vila?

Primeiro, é importante ressaltar que a Escola da Vila já é lucrativa e possui boa saúde financeira. Porém, a escola não opera atualmente com a sua capacidade máxima. Há vagas ociosas nas suas três unidades (Butantã, Morumbi e Granja Viana). Ao todo, são cerca de 800 vagas ociosas, que poderiam ser ocupadas utilizando-se o mesmo serviço e infraestrutura já existentes. A maior lucratividade esperada, desta forma, é baseada no crescimento do número de alunos da escola, e não na redução ou corte de custos.