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Perguntas frequentes

01. Os alunos terão de trazer um computador de casa todos os dias a partir dos 6os anos?

Sim, a partir do 6º ano, um conjunto significativo de propostas de ensino e aprendizagem depende do computador pessoal do aluno. A ideia é que ele vá, progressivamente, construindo um ambiente pessoal de aprendizagem, aprendendo os recursos de apoio, e participando de situações que levem à reflexão sobre o funcionamento do mundo digital.

02. Quais os benefícios que o uso do material digital trará ao processo de aprendizado?

As práticas sociais mudaram substancialmente com as tecnologias digitais. As práticas de estudo foram igualmente impactadas, desde o acesso à informação até a produção de conhecimentos. A formação do aluno para ingressar e atuar na cultura digital é um processo importante para seu desenvolvimento, e isso implica assumir diversas situações de aprendizagem voltadas para essa finalidade. O uso orientado de um ambiente virtual permite aos alunos tornarem-se usuários críticos, conscientes e competentes deste universo.

03. Os alunos não vão mais ler livros, textos e apostilas de papel?

Os alunos continuarão acessando textos no papel, mesmo com material digital. As rodas de biblioteca, tão típicas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental 1, continuam ocorrendo com frequência nas aulas de LPL, e, portanto, os alunos convivem e interagem com livros de literatura impressos, conversam com os bibliotecários, trocam livros entre si. Além disso, as leituras feitas em sala de aula, obrigatórias para todos, também ocorrem com livros de papel.

Propomos, também, consulta a materiais de referência impressos, como enciclopédias, livros didáticos, textos de divulgação. Assim, o universo de textos digitais – artigos acadêmicos, dicionários online, gramáticas digitais, websites de autores de referência, portais de notícias online – convive com o mundo impresso, de acordo com as práticas sociais de leitura e escrita próprias do nosso tempo.

04. O tempo de exposição à tela não será excessivo?

O tempo de exposição à tela é alternado com outras atividades. As disciplinas de Matemática, Arte e Educação Física e OE não utilizam computadores regularmente. São 13 horas semanais sem computador. As demais 15 horas de permanência na escola alternam uso de computador com atividades variadas, como discussões, apresentações, entrevistas, aulas expositivas, provas, representações gráficas, etc.

05. O controle do acesso a redes sociais e sites impróprios será eficiente?

A nossa estrutura de rede sem fio conta com um firewall que bloqueia o acesso a sites inadequados e também a sites que abordam temas específicos. Além de esse serviço bloquear sites, alguns serviços também são bloqueados visando a segurança no acesso à internet. Muitas vezes acontece a identificação de sites inadequados, e, assim que possível, é feito o bloqueio manual.
Sabemos que esses bloqueios não resolvem totalmente o problema e, por isso, trabalhamos no sentido de ajudar o aluno nessa autorregulação e na autonomia para uma navegação segura. Além disso, existem combinados que são acordados com os alunos para essa convivência na sala de aula e no digital, esses combinados são retomados e validados para a manutenção do trabalho com frequência nas aulas de Orientação Educacional.

06. Os princípios construtivistas serão garantidos?

Sim, os princípios construtivistas serão mantidos, pois têm base teórica e foram elaborados a partir de muito estudo, discussão e reflexão. São ideias de longa duração que funcionam como lentes pelas quais observamos a nossa prática pedagógica e nas quais nos apoiamos para tomar decisões de permanências e inovações. Quando planejamos essa ou qualquer outra inovação, buscamos continuamente não só manter esses princípios, como potencializá-los.

A importância central da interação e do trabalho colaborativo, por exemplo, é um dos princípios que têm sido muito contemplados com o mundo digital e as ferramentas colaborativas a distância. O debate de ideias nos fóruns, as produções escritas em parceria ou mesmo a comunicação com grupos diferentes da sala de aula, dentro e fora da escola, são realidade, hoje, em função da existência de ferramentas tecnológicas que nos permitem fazer isso com extrema facilidade se compararmos com mecanismos anteriores.

07. Não há contradição entre o uso do computador e o enfoque metodológico da Vila?

Não há contradição entre o uso do computador e o enfoque metodológico da Escola da Vila porque encaramos o desafio de manter o sentido das atividades que propomos e estamos todo o tempo nos perguntando como organizar situações de ensino e aprendizagem em que esse uso favoreça a atividade intelectual dos alunos, considerando-o como produtor de conhecimento, e não apenas como receptor de um conhecimento acabado, oferecido pelo professor.

Nosso compromisso com a formação de leitores, escritores, ouvintes, falantes com possibilidade de produção e interpretação crítica do seu tempo e espaço não só é mantido com um trabalho que dê acesso aos meios digitais, como depende de um uso significativo desses meios que considere a exploração do seu funcionamento para que os alunos não estejam submetidos ao uso da tecnologia, mas sejam sujeitos desse processo e possam se constituir como “sujeitos sociais que significam o mundo, transformando-o desde suas possibilidades interpretativas e de suas práticas sociais”.

08. Com o acesso facilitado ao corretor ortográfico os alunos não vão aprender ortografia?

O corretor ortográfico é uma ferramenta que sinaliza os erros de ortografia cometidos pelo usuário. Para fazer isso, compara todas as palavras digitadas a uma lista predefinida, que tem limitações e inclusive varia de acordo com o software utilizado e não está em desacordo com nossa proposta de trabalho. Nosso objetivo de aprendizagem relacionado à ortografia é que os alunos se perguntem sobre quais são os modos de escrever regulares e, ao se depararem com palavras que podem ser grafadas de mais de uma maneira, se questionem e busquem confirmar a grafia correta. Dessa forma, a indicação de incorreções ortográficas facilita esse processo, uma vez que os alunos têm que alterar todas as inadequações em relação à lista do corretor, exercitando muito mais cotidianamente a preocupação com a verificação ortográfica. Fora isso, as palavras menos recorrentes não costumam estar na lista do corretor e precisam ser pesquisadas em uma fonte alternativa, o que demanda um procedimento rigoroso que pode levar inclusive à adição da palavra ao dicionário, numa operação que coloca o aluno como agente da ferramenta que o auxilia, e não apenas como receptor passivo de uma “correção” externa.

09. Os alunos não vão copiar e colar trabalhos e respostas das questões em vez de pensar na resposta?

É importante que o aluno realize pesquisas para responder a questões levantadas por lições de casa, trabalhos, avaliações, etc. Nesse sentido, a internet é, atualmente, uma ferramenta fundamental na pesquisa sobre diversos temas que estão inseridos nos currículos da escola e com os quais trabalhamos em nosso dia a dia.

No entanto, um problema que pode ocorrer com o uso da internet (embora não seja exclusivo desse uso) é a cópia integral de um texto sem a devida referência à autoria – conteúdo sempre abordado pelos professores de diversas disciplinas em classe. Essa é uma prática ilegal na sociedade e, consequentemente, tematizada e problematizada na escola. Com efeito, não aceitamos respostas reproduzidas sem a devida referência e reflexão em trabalhos e avaliações, caso isso não seja o objetivo pedagógico exigido.

Há diversas formas dos professores e orientadores educacionais identificarem a cópia, enumeramos algumas delas:

  1. A construção do texto não se adequa à produção dos alunos de determinados segmentos.
  2. Em alguns casos, a cópia vem com fonte muito diferente da utilizada pelo aluno.
  3. Quando se percebe um vocabulário muito técnico de uma área específica.
  4. Uso de termos que não foram abordados em sala de aula.

Caso o problema apareça para um professor (com material digital ou analógico), trabalha-se com o objetivo de elucidar os alunos sobre os problemas decorrentes de tal prática, assim, conseguimos afirmar que a cópia não faz parte das “regras do jogo” em que eles estão inseridos no contexto da Escola da Vila, seja nas produções digitais, seja no papel.

10. E o uso da agenda? Será abolido?

Não. O planejamento das responsabilidades escolares diárias, semanais e mensais é muito importante e está em construção pelos alunos no início do FII. A agenda é um instrumento básico e fundamental para isso. As datas e os prazos das lições de casa, das orientações de estudo e das avaliações são anotadas pelo professor na lousa e pelos alunos em suas agendas digitais e devem ser consultadas diariamente em casa para a organização do tempo de suas tarefas e de seus estudos. A forma de anotar e a consulta diária são temas de discussões em aula, feitas pelos professores e na aula de OE para ressaltar a forma e a importância dessa organização.

11. Como a família poderá acompanhar as lições de casa?

Os pais podem acompanhar as lições de casa pela agenda virtual do filho, pois elas são anotadas diariamente pelo próprio aluno. A maioria das atividades, os textos e as anotações de aula estão no ambiente virtual (AVA).
O acompanhamento da frequência das lições de casa é feito semanalmente nas aulas de OE, em que os alunos calculam e registram a porcentagem de lições realizadas por eles de forma completa até aquele momento do trimestre. Essas informações ficam registradas no caderninho de OE. É importante que a família garanta tempo e espaço adequado para a realização das lições.

12. Os cuidados com o equipamento serão trabalhados com os alunos?

Sim, em vários momentos, nas aulas de Orientação Educacional e nas aulas regulares. O cuidado com o material de trabalho e a sua organização é sempre um tema presente desde o Ensino Fundamental 1. No 6º ano, ele é tratado ainda com mais frequência, já que normalmente os alunos têm que lidar com novos materiais e formas de organização das disciplinas, além de diferentes professores.

13. Haverá seguro do computador? E se houver acidentes ou furtos?

O contrato de um seguro para o equipamento é uma decisão da família. Existem algumas opções no mercado para o seguro contra roubo e acidentes.

14. Os alunos podem deixar o computador na escola?

Sim, os alunos podem deixar o computador na escola desde que combinado com a orientação e o setor de tecnologias. Será feito um controle da entrega e retirada do equipamento, e é importante que saibamos com que frequência o equipamento será deixado na escola. É importante dizer que, nesse caso, o aluno deve ter outro equipamento em casa para a realização das tarefas.

15. Os alunos podem usar tablets em vez de computador?

Não. O equipamento usado na escola deve ter teclado embutido (tipo notebooks e não tablets). A tela deve ter tamanho mínimo de 9,6’ e a autonomia de bateria deve ser de, no mínimo, 6 horas.

16. Quais as configurações mínimas do equipamento recomendado pela escola?

Recomendamos equipamentos simples e práticos. Não é preciso adquirir um computador sofisticado. Para o ano letivo de 2017 e 2018, sugerimos:

  1. Chromebooks.
  2. Notebooks mais recentes ou ultrabooks, com a autonomia de bateria indicada acima; configuração mínima: processador I3, 4GB RAM, HD 320GB.

Recomendamos, também, a aquisição de capas ou bolsas que protejam os equipamentos de quedas. É importante que o equipamento conte com uma licença de antivírus, no caso dos notebooks. Além disso, há várias opções de seguro para esse tipo de equipamento, disponíveis no mercado, não somente contra quedas, mas contra roubo e furto.

17. Os alunos não vão se distrair mais com o uso do computador em sala de aula? Eles ainda interagem pessoalmente?

Nem mais nem menos. As distrações e interações entre os alunos algumas vezes se modificam com o uso do computador em sala de aula, porém, elas não se intensificam nem deixam de acontecer devido a esse novo recurso. Se antes eles trocavam bilhetinhos durante as aulas, agora passam a trocar mensagens pelo Hangout. Se algumas vezes o professor precisava dizer “Sente, olhe para frente”, agora é comum intervenções docentes como: “feche o computador”, “o que você está vendo na tela?”. Além disso, a movimentação dos alunos dentro da sala de aula, característico da idade, não deixou de acontecer. Eles ainda levantam bastante para ‘visitar’ a mesa de um colega espacialmente distante, nem que seja para chegar lá e falar sobre o novo jogo que o colega achou na internet. Imaginar uma sala de aula com interações silenciosamente online entre os alunos não retrata nossa realidade. Basta uma volta nos corredores dos 6os anos para perceber que o típico ruído e a movimentação dos nossos alunos estão garantidos e permanentes.