TODO DIA UMA RESENHA

por Arthur Yassudo Faria Oliveira Paes
6ºA – Unid. Butantã

Livro: Todo dia
Editora: galera
Autor: David Leviathan
384 páginas

O livro “Todo dia”, feito por David Levithan, conta uma história no corpo de A o personagem principal desta historia, todo dia A tem uma cor, um gosto, uma mãe, um corpo diferente,  mas por dentro ele é sempre o mesmo(a). A conheceu Rhiannon ao ser Justin um cara chato que não liga  para Rhiannon sua namorada. A se apaixona por Rhiannon a primeira vista mas ele sempre prometeu a si mesmo que não se apaixonaria (isso é uma regra que A criou a si mesmo que é não interferir ou tocar na vida dos outros), mas ele queria dar a ela o melhor dia de sua vida, e provavelmente deu, mas depois disso nunca mais a esqueceu. A obra escrita por David Levithan conta que o amor pode atravessar tudo.

Tanto que todo dia A em qualquer lugar tenta ir até atras de Rhiannon de qualquer jeito, isso mostra que mesmo que com um gênero diferente um fisico diferente, o amor pode sempre ser a salvação se você estiver perdido.

Isto é demonstrado quando mesmo em rotos diferentes Rhiannon  sempre reconhece A, pois ela não olha para a capa que está A e sim dentro desta capa. E também em qualquer corpo que A esteja Rhiannon tenta de todas as maneira não ligar para isso e sim para A, mas como qualquer pessoa é difícil ter um namorado “diferente” todo dia.

O que deixa mais legal ainda de ler o livro é o fato de ser narrado em primeira pessoa, pois A conta como é acordar e ter que descobrir as memórias de seu novo corpo, como ele lida com pessoas que estão em situações ruins e outras todas situações do dia a dia.

Este é um ótimo livro muito diferente de outros livros deste gênero.

 

PRECONCEITO QUE HÁ ENTRE NÓS

por Guilherme Pedreschi Oria Carneiro
6ºA – Unid. Butantã

Livro: Extraordinário
Editora: Intrínseca
Autor: R. J. Palácio
315 páginas

O livro “Extraordinário”, da autora R. J. Palácio, conta a vida de August, que é uma criança normal, tem uma família normal, uma cadela normal e faz o que a grande maioria das crianças normais de 10 anos fazem. Porém, por vários infortúnios que apenas o destino seria capaz de explicar, sofreu terríveis mutações quando ainda estava na barriga de sua mãe que, além de lhe trazerem os mais diversos problemas de saúde, deformaram-lhe o rosto. Essa característica foi a que mais o trouxe problemas. Ele sempre reagiu bem aos tratamentos e, como um guerreiro, enfrentou todas as dificuldades que sobrevieram a ele. Essa característica que ele carrega o traz várias dificuldades, o bullying é uma delas, só por ter uma cara deformada, os colegas de sua nova escola acham, que essa característica deixa-o menos divertido e, engraçado e então é excluído pelos que acham isso, mas também tem os grandes amigos e nem sequer isso passa pelas suas cabeças. O livro faz o leitor refletir sobre as consequências da aparência de um menino com deficiência.

 

No capítulo em que August está conhecendo a escola, os amigos mostram o que o atormenta por ser “diferente”, por exemplo: Quando ele está conhecendo-a o diretor mostra a ele dois novos colegas para que já se enturme para quando chegar já chegar enturmados, o primeiro que ele encontra é divertido, legal, amigável e engraçado, eles riem juntos, ele não liga para a aparência e jeito do August. O segundo não é engraçado, divertido e legal em vez de brincarem e se conhecerem, o amigo fica lhe perguntando coisas por exemplo: “Você sofreu um acidente?”, “Você pegou fogo?” e August fica triste, pois se sente diferente, como se não fosse igual a todos, ele também não se importa se August é divertido e engraçado só liga para sua aparência e

jeito. Esse amigo demonstra o preconceito de só porque é “diferente” não é engraçado, não é divertido, é como se não fosse uma pessoa normal.

 

O autor utiliza muitas formas de mostrar ao leitor como o August sofre por ser “diferente”, uma das que mais auxilia o leitor a ver como ele se sente, o narrador é o August (primeira pessoa), então, quando sofre o preconceito dá pra saber o que ele está sentindo, pois ele sabe como ele se sentiu pois ele que sofreu, se fosse um narrador observador não saberíamos o que ele está sentindo e não vemos nem sentimos o quanto ele se sente quando fazem o bullying, o que faz August se sentir tão mal. Isso é uma demonstração do que August sente ao sofrer o preconceito.

 

Certa característica que chama a atenção do leitor é como August conta sua desafiadora vida, é muito detalhado, um exemplo é quando ele conta sobre a volta até sua casa, ele conta exatamente o que aconteceu, sem deixar nenhum detalhe de fora. Essa característica é um amparo para o leitor saber como ele se sente depois de sofrer o preconceito, se não fosse detalhado talvez o leitor não “seria” o August, com o detalhe o autor “vira” o personagem e entra na história.

 

August: um menino com deformidade facial que enfrenta o preconceito. O autor utiliza muitas formas de mostrar a quantidade deste problema, durante a história ele vai convivendo com outras pessoas que vão mostrando ao leitor o quão difícil é ter esse problema, lendo o livro você aprende a “ser” um menino assim e provavelmente deixa de fazer o que fazem com ele. A lição por trás de “Extraordinário” supera todo e qualquer equívoco que a autora possa ter cometido. Não só as crianças deveriam ter mais acesso a livros como este, mas também os adultos, pois nos mostra que a gentileza é sempre o melhor caminho.

De fato, é um livro extraordinário.

EXTRAORDINÁRIO

por Pedro Amaral Bonfim
6ºA – Unid. Butantã

Livro: Extraordinário
Editora: Intrínseca
Autor: R.J.Palacio
315 páginas

O livro “Extraordinário”, da autora R .J. Palácio, conta a história de um menino chamado August.  Ele é o personagem principal e tem sua face deformada desde que  nasceu por ter uma síndrome genética rara.

A mãe dele o chamava de extraordinário pelo fato de ser diferente dos outros garotos.  August faz coisas iguais as das outras crianças, a família dele são os pais, a irmã e seu cachorrinho.

Ele já teve três melhores amigos. Mas no “decorrer dos anos” August começou a se afastar deles porque um mudou de cidade e os  outros dois  começaram a frequentar a escola. August passa a  não ter amigos, porque sua mãe não o queria colocar em uma escola. Com medo que ele viesse a sofrer. O menino também não deseja ir a escola por medo de ser excluído e sofrer o bullying. O motivo dele ficar sem amigos, é porque os amigos de august tinham que estudar e também fizeram novos amigos.

 August só quer ser um garoto comum. Quer poder passar por todos os lugares sem que as pessoas o olhem e finjam olhar para o outro lado ou comentar o que pensam sobre ele.

O autor mostra várias demonstrações no livro de como August sofre.

Uma dessas características é quando ele não tem mais  amigos e as pessoas ficam olhando pra ele, rindo,falando sobre sua cara deformada. Outra coisa é quando a mãe dele não quer colocá-lo na escola.

 O livro tem uma estrutura de diário,a partir dessa estrutura, a gente consegue perceber como o August sofre e como ele é excluído da sociedade. Por ele ser diferente e por não ter mais amigos. Percebemos isso no trecho seguir:

“Tenho alguns amigos de verdade agora. O Christopher é meu melhor amigo, e depois vêm o Zachary e o Alex. A gente se conhece desde bebês. E, como eles já me conheceram como sou, estão acostumados. Quando a gente era pequeno, brincava junto o tempo todo, mas depois o Christopher se mudou para Bridgeport, em Connecticut. Fica a mais de uma hora de onde eu moro, em North River Heights, na ponta de cima de Manhattan. E o Zachary e o Alex começaram a ir à escola.”.

 O livro nos ensina como o bullying aparece. Ou é utilizado nas pessoas que tem características diferente das outras. Mas não precisa ser características, pode ser do jeito da pessoa ser, ou o modo dela reagir ao bullying que faz que as pessoas que praticam, continuarem a praticar.

 

TODO AGORA TEM UM ANTES

por Laura Conishi Cardozo
6ºA – Unid. Butantã

Livro: Os ciadores de coincidências
Editora: Planeta
Autor: Yoav Blum
318 páginas

Já pensou que um mínimo detalhe que você faz acontecer pode mudar tudo? E que esse detalhe pode levar a outro detalhe talvez até maior ou tanto menor quanto o que achamos ser o primeiro? E que até o café que você deixou de tomar inteiro pode custar o emprego de alguém? Ou o bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo? Ou que a leitura do livro “Os criadores de coincidências” pode mudar a sua visão sobre cada caminho que você leva?

O livro “Os Criadores de Coincidências”  conta, inicialmente, sobre um homem que há pouco tempo acabou sua faculdade de criador de coincidências com Emily e Eric, aprendendo sobre causas e efeitos, como o timing  era importante. As coincidências que precisariam executar vinham ao pé da porta em um envelope contendo as instruções. A missão poderia ter um efeito na visão mundial sobre alguma coisa, garantir a paz, fazer duas pessoas se unirem (as missões favoritas de Guy), inspirar alguém para uma nova teoria, uma obra de arte, uma grande inovação científica, unir famílias… O primeiro trabalho que Guy executou depois do término do curso foi uma missão de inspiração, na qual teve  de fazer com que um poeta, que ainda não sabia que era um, descobrir que tinha dom para  compor poesias.

Pouco a pouco, Yoav Blum, o autor, vai nos fornecendo vários pedacinhos de uma linha do tempo, que na verdade nunca acaba e não é linear, assim como a narrativa, que muitas vezes dá voltas no tempo. Apenas quando estamos nas últimas páginas  é que conseguimos juntar todos os pedaços e entender a lógica da causa e efeito,  que para o efeito acontecer, precisamos de uma causa que também é um efeito afinal e o efeito também é causa de algum outro efeito. “Criamos situações que criam outras situações  que criam mais situações (…)”

A linha do tempo. Achamos que a linha do tempo mostra do começo, meio e fim, mas tudo é só uma mentira, a linha do tempo não é uma linha reta, não tem um começo, nem um meio e nem um fim, é tudo uma ilusão, porque todo agora tem um antes. A vida é um contínuo, não um evento específico, no instante em que você nasce, não é possível saber se aquele é o seu começo, também não sabemos se sua vida acaba no instante em que você morre. Em uma parte da vida você pode ser um Amigo Imaginário, na outra um Criador de Coincidências e na outra, um ser humano.

E você? Foi sempre um humano, ou o que quer que seja agora? Mas o que era antes? É o que você era antes do que é agora?