Projeto Catálogo literário – 3º ano EF – Histórias de Andersen

O projeto de trabalho do 1º trimestre do 3º ano, Catálogo literário – histórias de Andresen, tem como objetivo tanto vivenciar situações de leitura e análise dos contos escritos por Hans Christian Andersen, estudando seus textos, um pouco da sua vida e do seu perfil como autor, como escrever indicações literárias de alguns contos escolhidos por cada grupo. Nesta etapa da escolaridade, escrever indicações representa um grande desafio, pois, não se trata simplesmente de tecer uma crítica a respeito de uma obra, sim de elencar aspectos que a destacam em relação a outras, para motivar, instigar que outras pessoas leiam, apreciem; ou seja, é um desprender-se de uma opinião pessoal.

Tendo em vista toda a complexidade desta produção, algumas etapas foram imprescindíveis para a composição dos catálogos:

– A leitura de vários títulos de Andersen.
– A pesquisa sobre alguns fatos da vida do autor.
– A produção de registros sobre as leituras.
– A seleção das obras que fariam parte catálogo da turma.
– O planejamento e a textualização de indicações em duplas.
– O processo de revisão dos textos, incluindo aspectos que envolvem a coerência e a coesão, a pontuação, a ortografia, entre outros definidos por cada professor.
– A edição do material feita por cada uma das duplas.

Agora fica o nosso convite para que conheça cada um dos catálogos, escolha as suas histórias preferidas e desfrute dos belíssimos contos de Andersen!

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3º ano F

VISITA DA ESCRITORA PAULINE ALPHEN

Em 31 de agosto de 2012 recebemos a visita da autora Pauline Alphen, autora de Os Gêmeos, que falou sobre sua experiência com a literatura e sobre qual a sensação de ter um livro seu adotado para leitura num clube de leitura como o VILALÊ.

Assista a seguir alguns trechos deste descontraído encontro:

 

A fazenda distante

Por Angela Müller de Toledo
Jan nasceu na Namíbia e desde cedo aprendeu as leis de sobrevivência na savana. Observava com olhos fascinados a variedade de costumes dos povos nativos e aprendeu a respeitar essa diversidade. O aprendizado se torna ainda mais intenso quando seu pai contrata um khoikhoi (grupo étnico da África Austral) chamado Kaboco para trabalhar na fazenda. Jan e Kaboco se tornam inseparáveis.

Este é o início de uma história em que a vida do personagem é marcada pela diversidade cultural e pela presença intensa da natureza selvagem. Na África, reconhecer uma pegada ou uma raiz pode significar a diferença entre a vida e a morte.

Trata-se de um livro em que a aventura está inserida no cotidiano, entre leões, panteras, lendas ancestrais, seca e enchente, luta pela sobrevivência e contra traficantes de marfim.

Este livro eu recomendo!

BEAUDE, Pierre-Marie. A fazenda distante. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. São Paulo: SM, 2007.

RODA LIVRE COM O 5º ANO

Na Roda Livre são apresentados títulos desafiantes ou novos no acervo para os alunos. No entanto, neste encontro com o 5ºD os alunos puderam apresentar títulos que já conheciam do acervo para seus colegas. Acompanhe um pouco a apresentação de alguns títulos:

A pequena marionete

Por Angela Müller de Toledo
Você já viu um teatro de bonecos? Há alguns grupos especializados nesse tipo de apresentação que, em geral, contam histórias muito divertidas.

No livro que recomendo aqui, o personagem é um menino que assiste a uma peça encenada por marionetes (bonecos manipulados por barbantes), mas não gosta nem um pouco do que vê. Por que será?

O livro não tem texto escrito e por isso você vai precisar seguir a história olhando bem para os desenhos. Também não é colorido, como costumam ser os livros feitos para crianças. No entanto, tenho certeza que você vai gostar muito dele porque a história é emocionante, cheia de suspense.

As ilustrações são simples e lindas, muita coisa você vai ficar sabendo da história só de reparar no rosto ou no jeito do corpo dos personagens, no modo como eles são desenhados, nos detalhes. Os desenhos expressam muito bem os sentimentos deles.

Enfim, se você ainda não conhece este livro, passe na biblioteca e faça seu empréstimo, se já conhece, sugiro que leia de novo pensando nestas coisas que escrevi. Também é legal recomendá-lo aos amigos de qualquer idade, pois livro bom agrada a todos.

VINCENT, Grabrielle. A pequena marionete. São Paulo: Ed. 34, 2007.

Por um simples pedaço de cerâmica

Por Angela Müller de Toledo
Uma das melhores sensações que a literatura pode nos proporcionar é a de nos envolver em épocas ou lugares totalmente diferentes dos habituais, daqueles que conhecemos.  Histórias ambientadas em países distantes, tempos remotos ou mesmo no futuro para mim são as melhores.

Este livro que recomendo tem como cenário a Coreia do século XII. Orelha-de-pau é um menino órfão, morador de rua em uma aldeia famosa pela beleza de suas cerâmicas. O menino torna-se empregado de um velho ceramista ranzinza na esperança de se tornar aprendiz, mas muita coisa vai acontecer antes que seu desejo se realize.

Os diferentes costumes, valores e relações entre pessoas são muito interessantes. Orelha-de-pau é um rapaz persistente, sabe o que quer e está disposto a batalhar pelo seu sonho.

PARK, Linda Sue. Por um simples pedaço de cerâmica. Trad. Eneida Vieira Santos. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.

A órbita dos caracóis

Por Angela Müller de Toledo
Romance policial cujo narrador é mais que onisciente: é um palpiteiro irônico que conversa com o leitor, comenta as atitudes das personagens e justifica o enredo e as decisões de estilo.

O livro começa com um assassinato nas ruas do centro da cidade de São Paulo e segue introduzindo os protagonistas: a hacker Juliana, seu namorado, o bioquímico Tota e o amigo do casal, Mori, ou Japa para os íntimos. O leitor é fisgado logo nos dois primeiros capítulos para uma história que mistura o envenenamento de pessoas por uma bactéria contida nos escargots, a ameaça da queda de um satélite artificial na cidade e um vilão inescrupuloso e meio louco, tudo sob o pano de fundo da vida de jovens “descolados” em uma grande metrópole.

Uma narrativa muito bem-humorada para adolescentes e jovens que gostam do gênero.

MORAES, Reinaldo de. A órbita dos caracóis. São Paulo: Cia das Letras, 2003.

O sorteio da morte

Por Angela Müller de Toledo
Esta é a história de um homem comum, em plena saúde e bastante apegado à vida, que tem sua morte anunciada.

O portador da má notícia é um “recolhedor de almas”, um diabo não graduado incumbido por seus superiores de entregar um “prêmio” ao infeliz.

Dentre todos os que vão morrer, uma pessoa é sorteada para desfrutar seus últimos momentos da maneira que quiser, podendo pedir qualquer coisa.

No início o diabo precisa convencer o sorteado de que fala a verdade e usa todas as suas habilidades para isso. Descreve em detalhes a vida presente e passada do homem, atravessa paredes, desmaterializa-se, transforma água em enxofre e persegue Jean Trumel por todos os lugares tentando-o com prazeres de toda ordem: fama, glória, fortuna, mulheres, poder, felicidade, tudo. O diabo é um tremendo chato e isso torna a narrativa muito cômica.

Trumel, por sua vez, passa por vários sentimentos ao longo da narrativa: incredulidade debochada, incredulidade desconfiada, clareza súbita, raiva, desespero, revolta, até chegar à determinação de não se entregar, de sabotar os planos da morte.

Trata-se de um texto ágil, de humor ácido, com enredo inteligente que vai crescendo em dramaticidade e que, ao mesmo tempo, propõe uma reflexão sobre a vida e a morte.

Imperdível.

KEMOUN, Hubert Ben. O sorteio da morte. Trad. Carlos Sussekind. São Paulo: Cia das Letras, 2001.

HQs: quando a ficção invade a realidade

Por Angela Müller de Toledo
Comento aqui um livro que mescla a prosa e os quadrinhos e cujo enredo parte da seguinte ideia: os heróis de HQ existem em um mundo paralelo e  podem interagir com as pessoas que os desenham. A história explora, portanto, a relação entre o criador e os personagens criados.

A primeira parte da obra coloca o leitor a par da trama, dos personagens e do conflito. Na segunda há o confronto entre os heróis e o vilão.

Colocando as coisas desta maneira a leitura parece simples, mas não é. Há uma grande quantidade de personagens transitando entre a história narrada e as histórias criadas por Déo, um jovem desenhista e autor de fanzinis. Déo é o protagonista que desenha o herói que enfrentará o mortal Biker numa batalha travada com lápis e papel.

O projeto gráfico merece destaque, assim como o glossário ilustrado colocado nas últimas páginas da obra. É um “bônus” informativo bem interessante.

Trata-se de um livro para jovens com alguma experiência em ambas as linguagens, texto e HQ, acostumados com enredos intrincados e que, eventualmente, questionam sobre a linha tênue que separa a ficção da realidade.

RIOS, Rosana. HQs: quando a ficção invade a realidade. Ilust. Amílcar Pinna. São Paulo: Scipione.2007.