Área de Cultura, lugar de encontro

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Grupo de teatro do F2

Por Luisa Furman

“Nenhuma instituição ou organização pode se responsabilizar, de maneira isolada, pela educação de uma criança no mundo atual. É difícil dizer o que as escolas devem ser, mas certamente não se trata de infraestrutura luxuosa ou apenas de tecnologia avançada. Uma escola pode funcionar até sem eletricidade. O que importa é a existência de um lugar de encontro. A aula pode acontecer até debaixo de uma árvore.”
                                                                                                           Edith Akermann

Mais do que oferecer uma formação complementar ao currículo da Escola e das disciplinas convencionais, os cursos organizados pela Área de Cultura propõem diferentes espaços e dinâmicas de aprendizagem, que ajudem a despertar novos olhares para o mundo, na perspectiva dos interesses particulares de cada estudante.

Com a liberdade de proposição que muitas vezes as obrigações curriculares não permitem, com participação por adesão voluntária, o que garante o interesse e a motivação de todos, e com grupos pequenos, que permitem interações muito ricas, as atividades da Área de Cultura têm sido muito produtivas.

Os ambientes dos cursos de extensão, embora apresentem situações mais informais que a sala de aula, são favoráveis a um tipo de ensino/aprendizagem mais empírico, o estudante está em contato direto com o objeto de estudo – seja com o uso do corpo, de ferramentas tecnológicas, ou do fazer manual, os alunos estão constantemente aprendendo com a “mão na massa”.

Mas é claro que as opções complementares dependem de certa persistência do aluno, ou, eventualmente, das famílias, já que seu caráter não obrigatório pode gerar uma adesão pouco consistente, às vezes até circunstancial (em função da adesão de um amigo, da existência de uma fantasia ou de um desejo temporário). Nesses casos, a insistência é fundamental, pois não há atividade de aprendizagem, mesmo a mais divertida, que não envolva desafio, cansaço e até certo desconforto. Por isso, as propostas opcionais da Área de Cultura contribuem também para a formação do estudante, daquele que transforma sua curiosidade em pesquisa, daquele que busca dominar um procedimento até desenvolver uma habilidade pessoal, daquele que quer transformar uma pergunta em conhecimento!

A programação, construída e revisada ano a ano, busca tanto responder às demandas quanto apresentar novas possibilidades desconhecidas dos alunos, como a produção mais contemporânea de arte, música e o uso de tecnologias.

Optamos por oferecer experiências que os alunos não podem encontrar facilmente em cursos, mas sim aquelas que podem promover contato com linguagens e atividades novas, desafiadoras e que envolvam as habilidades requeridas para o século XXI, como: pensamento crítico, criatividade, comunicação e colaboração.

É nesse sentido que esperamos que os cursos de extensão cultural possam criar lugares de encontro, ou novos espaços de relação, que estimulem nossos estudantes a terem prazer em novos desafios.

Leia a seguir sobre as atividades de teatro, hip-hop, mídias digitais e criação de jogos.

Criação de Jogos
Para alunos de 4º e 5º anos do F1.
O curso tem como objetivo o contato com a história dos games e a exploração de jogos de referência, visando visando a criação de jogos eletrônicos como produto final do curso. Usaremos algumas ferramentas já conhecidas pelos alunos e também programas como o Scratch, que usa uma linguagem de programação desenvolvida pelo MIT Media Lab.
Os alunos manipularão vários tipos de mídias, participarão de todas as etapas de construção de um jogo, além de publicar suas criações para divulgação e interação com os colegas e a Escola. Usaremos a comunidade de trocas, em: http://scratch.mit.edu.
Assista ao vídeo do curso aqui.

Mídias Digitais
Para alunos do F2.
Neste curso, os alunos poderão experimentar o uso de diversos programas visando à edição e à criação de animação, vídeo e áudio, além da programação para o desenvolvimento de jogos e aplicativos para celular e tablet.
Em cada trimestre, exploraremos técnicas de manipulação de mídias como animação em 3D, edição de vídeo, stop motion, fotografia, desenho analógico e digital, sempre com o uso das tecnologias, ampliando as possibilidades de trabalho.
Assista ao vídeo do curso aqui.

Teatro F1
Para alunos de 2º a 5º ano.
A oficina visa ao estudo do teatro a partir da identificação de alguns elementos dessa linguagem em jogos tradicionais e cooperativos. Dentre eles, podemos destacar a organização espacial, a construção do corpo das figuras envolvidas, a contagem do tempo e os temas suscitados. A oficina resultará em um experimento cênico elaborado colaborativamente com os alunos.
Assista ao vídeo do curso aqui.

Teatro F2
Para alunos de 6º a 9º ano.
A oficina visa o estudo do teatro a partir da identificação de alguns elementos dessa linguagem em jogos tradicionais e cooperativos. Dentre eles, podemos destacar a organização espacial, a construção do corpo das figuras envolvidas, a contagem do tempo e os temas suscitados. A oficina resultará em um experimento cênico elaborado colaborativamente com os alunos.
Assista ao vídeo do curso aqui e ao vídeo da apresentação de fim de ano aqui.

Teatro EM
Para alunos do Ensino Médio.
A oficina visa ao estudo do teatro a partir da identificação de alguns elementos dessa linguagem em jogos tradicionais e cooperativos. Dentre eles, podemos destacar a organização espacial, a construção do corpo das figuras envolvidas, a contagem do tempo e os temas suscitados. A oficina resultará em um experimento cênico elaborado colaborativamente com os alunos.

Danças Urbanas
Para alunos do F2.
Neste curso, serão apresentados elementos da cultura hip-hop e outras manifestações culturais urbanas, abordando técnicas de expressão corporal e passos de street dance, possibilitando a criação de performances individuais e em grupos.
Assista ao vídeo do curso aqui.

Arte Urbana
Para alunos do F2 e 1º ano do  Ensino Médio.
Os alunos vão conhecer as histórias do Grafitti e da Arte Urbana, e as diversas técnicas utilizadas por artistas contemporâneos que têm o espaço urbano como suporte. Além do grafitti, vão trabalhar com stencil, lambe-lambe e serigrafia. O curso prevê saídas para realizar intervenções em espaços autorizados, com uma equipe da Escola da Vila.
Assista ao vídeo do curso aqui.

SerTão Grande
Um grupo de estudos de alunos do Ensino Médio vai investigar os sentidos e as representações do sertão a partir da leitura de contos e dos diários de Guimarães Rosa.
Como encerramento e coroamento do curso, o grupo visitará o sertão roseano, buscando os cenários e personagens que inspiraram Guimarães a criar seu universo sertanejo, tão fictício e ao mesmo tempo tão real, em Cordisburgo e Morro da Garça – MG.

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