A epidemia de obesidade apontada pelo IBGE

Por Washington Nunes Silva Junior

O IBGE, no último senso, juntamente com a secretaria nacional de vigilância da saúde, apontaram em pesquisa recente uma mudança significativa na silhueta do brasileiro, que passou a ganhar quilos a mais em todas as faixas etárias.

Para qualquer profissional que trabalha com a saúde, este é um dado que chama a atenção e que nos coloca em estado de alerta.

Divididas em faixas etárias de 5 a 9 anos, 10 a 19 anos e acima de 20 anos, todas as faixas etárias apresentaram um aumento do sobrepeso entre 200 e 300% !

O crescimento econômico, o trânsito, a falta de atividade física, o uso de utensílios eletrônicos (divertidos, interessantes e que já fazem parte da nova sociedade) mudaram totalmente o quadro de estímulos físicos, jogos e brincadeiras ao ar livre. Também a importação de hábitos alimentares, principalmente da cultura norte-americana, com os famosos “fast foods”, excessivamente gordurosos e com grande apelo de cores e sabores, contribuíram para este aumento. Percebemos que essas mudanças são lentas, mas a ameaça de uma epidemia de obesidade é apontada pela secretaria de vigilância da saúde: mantido o atual ritmo, o Brasil terá, em 13 anos, o mesmo número de obesos dos Estados Unidos.

Ainda dentro da área da saúde, muitos pediatras têm se surpreendido com o surgimento de patologias ligadas ao sobrepeso e à obesidade que não faziam parte da literatura médica para faixas etárias tão precoces.

O sobrepeso e a obesidade podem levar a graves problemas psicológicos (como a falta de interesse em muitas atividades motoras, por não conseguir executá-las ou por não querer se expor à sua execução, deixando a autoestima baixa) e físicos (como o desgaste de articulações, aumento da pressão arterial, que, dependendo do grau, pode levar à obesidade mórbida, que, por sua vez, tem consequências como diabetes, cegueira, amputação de membros e até a morte).

Falando assim, parece um filme de terror, mas, o mais importante, sempre, é que busquemos hábitos saudáveis: alimentação regrada com oferta equilibrada de alimentos e racionalizar o tempo gasto com televisão, internet e jogos eletrônicos com atividade física.

Um grande exemplo disso aconteceu em uma atividade de 7º anos: um passeio ciclístico com pais e filhos desfrutando uma manhã ao ar livre no parque Villa-Lobos. Atividade física moderada, alimentação equilibrada e lazer: uma boa arma contra o sobrepeso.

O equilíbrio em tudo que fazemos deve ser o objetivo de todos.

Vamos ficar atentos!

6 ideias sobre “A epidemia de obesidade apontada pelo IBGE

  1. Valeu Washington! Acho o tema extremamente importante e acredito inclusive que a escola deve manter em pauta com os alunos no dia a dia. Se os pais ficarem atentos em casa e conscientes de suas responsabilidades (pois são muitos os pais que exageram em frituras, massas e açúcares em casa) e a escola também ficar em cima, as chances para nossas crianças são melhores. Abraço,
    Eliane

    • Eliane acredito que seja possível discutirmos com nossos filhos e alunos a importância de uma alimentação adequada e, também que seja um bom momento para refletirmos sobre nosso estilo de vida e, se necessário, fazermos alguns ajustes em nossa rotina que nos leve a um estilo de vida mais saudável.
      Essa discussão acontece muito dentro da área de Esportes e também é tema da nutricionista que acompanha o cardápio das cantinas.
      O que temos que ter em mente é que esses problemas (obesidade, aumento da pressão arterial, etc.) aparecem devagar, por isso, todo mundo acaba deixando pra fazer alguma coisa depois. Quando o problema chega o remédio pode ser muito amargo ou o problema se tornar muito sério.
      Um abraço,
      Washington

  2. Washington,

    Como atleta e pai, também me preocupo bastante com a minha alimentação e a dos meus filhos. Um tema que conversamos em casa é a qualidade nutricional da alimentação, pois também existem as crianças magras que tem péssimos hábitos! Ser magro virou sinônimo de beleza e as crianças desde pequenas já se acham feias por serem fora deste padrão! Temos que orientá-los a se alimentar com qualidade, sem exageros, pois os transtornos alimentares (anorexia e bulimia) tem atingido meninos e meninas cada vez mais cedo. Neste aspecto, a educação física e o esporte podem contribuir auxiliando-os a conhecer e a respeitar as caracterísiticas e limites de cada corpo, sem idolatrar a figura do atleta como ideal estético.

    • Olá Marcola.

      Concordo com você quando aponta para a necessidade de discutirmos a qualidade da alimentação. Este tema deve ter sempre espaço nas pautas de conversas com nossos alunos. Além disso, inserir os prováveis distúrbios que possam ocorrer, tanto pelo excesso quanto pela ausência desta boa alimentação, também devem ter espaço nessas discussões.
      Eu acredito que o culto excessivo ao corpo, que encaminhe muitas crianças, adolescente e adultos a evitar a alimentação saudável para ficar bonito externamente são temas importantes, mas, a realidade da pesquisa aponta para uma possível epidemia de obesidade, portanto, continuo acreditando que a busca do equilíbrio tem que ser a meta de todos.
      Não podemos evitar, por exemplo, que numa época de Páscoa as pessoas não fiquem tentadas a comer chocolate, que não é nenhum vilão gastronômico, mas, comê-lo em excesso, com certeza, foge dessa busca do equilíbrio.
      Um abraço.

  3. Falou tudo Marcola, adorei!!!! bela complementação ao texto do Washington!!! é tão triste ver criança pequena preocupada com o tamanho da barriga… e por outro lado, nem sempre a preocupação necessária está presente, que deveria ser com o valor nutricional de uma alimentação saudável. Inversão atrás de inversão…
    Achei demais a iniciativa da bicicletada, parabéns pra equipe da área de esportes!

    • Paula, que bom que você gostou da iniciativa da bicicletada.
      Acredito que as pessoas têm que despertar para pontos importantes do cotidiano. Mudanças simples em nossa rotina podem auxiliar na melhoria do humor, do metabolismo e, consequentemente, na prevenção de patologias futuras.
      Comer bem, fazer um pouco de atividade física e sorrir, só faz bem!

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