Sobre eventos, celebrações e Brasil

Pouquinho de Brasil - Escola da Vila

Por Eliane Mingues, formadora dos professores de F1 da Unidade Granja Viana

Ao final de um evento, seja ele qual for e onde for, lá no fundo, nos vem uma sensação boa de dever cumprido, já perceberam? Dever que é quase um aliado da obrigação e muitas vezes tão comum, quando falamos de instituições. Só que, na verdade, quando o evento é mais do que um dia na agenda, essa sensação não é de dever, mas de satisfação – porque tudo deu certo.

Pouquinho de Brasil - Escola da Vila

E aqui vale um parêntese, o que é dar certo? Como andam nossas métricas de sucesso e perfeição? Com nossos dias corridos e exigências cada vez mais acirradas, estamos conseguindo valorizar o que de fato importa? É nessas horas, no depois, que temos que colocar reparo: o que é perfeito? Perfeito para quem?

Pouquinho de Brasil - Escola da Vila

Os eventos, aqui na Escola da Vila, são grandes parceiros dessa minha reflexão. Isso porque eles não são seus, nem meus, nem de ninguém, mas, sim, de cada aluno e de suas emoções e empenhos ali depositados. A partir de cada um é que chega até nós a celebração daquilo que eles fizeram, puderam e conseguiram, numa partilha solidária que só as a crianças sabem prover.

Pouquinho de Brasil - Escola da Vila

O “Um Pouquinho de Brasil”, realizado no último sábado na unidade da Granja Viana, foi mais um evento que deu certo. Emocionou quem esteve presente porque pudemos sentir cada depósito de atitude e comprometimento dos alunos com aquele dia. Sua duração, das 10h às 14h30, foi apenas um instante para celebrar com eles uma festa que começou muito, muito antes. No pensamento conjunto entre professores e alunos sobre as oficinas, na preparação de cada trabalho, no empenho de sua preparação e montagem, nos sons e nas formas que queríamos contar a respeito do nosso país, esse tal Brasil que anda atribulado ultimamente, assim como todo o restante do mundo, de certa forma.

Pouquinho de Brasil - Escola da Vila

É que, “Um Pouquinho de Brasil”, uma tradição na Vila, é o reconhecimento autêntico do nosso espaço na rica cultura popular brasileira que nunca pode ser abandonada pelo lastro da globalização. A gente sempre celebrou o Brasil por aqui, e construindo esse pensamento com nossas crianças e jovens, preservamos um orgulho que passa pelo reconhecimento do que temos de melhor, mas também de pior, para corajosamente ampliarmos o bem ou contribuirmos verdadeiramente com as mudanças necessárias.

Pouquinho de Brasil - Escola da Vila

Cada lantejoula costurada no painel da entrada, cada colagem do nosso lambe-lambe comunitário para a fachada da escola, cada família participante, cada som do tambor na apresentação do grupo Tiquequê, cada olhar curioso perante as tecnologias que convivem, e muito bem, com as tradições, cada olho no olho dos nossos alunos, cada qual, cada um, cada ação individual e coletiva dessa festa nos encharca de vida boa, fica na memória e faz jus aos dias que buscamos para o futuro das nossas crianças.

Pouquinho de Brasil - Escola da Vila

“Um Pouquinho de Brasil”, aqui na Granja, ainda nos deu a conhecer outras situações especiais de outros projetos desenvolvidos durante o primeiro semestre, e assim pudemos adentrar outros cenários e conhecer os répteis e animais do fundo do mar, o museu da família, que este ano foi todo organizado pelos alunos, e a exposição dos anos 60 e 70, que retratou toda a pesquisa e o estudo sobre esse tão conturbado período da nossa história.

Pouquinho de Brasil - Escola da Vila

E depois de sair tão nutrida por tantas e tantas coisas lindas construídas pelos alunos, tudo o que foi possível sentir ali naquele sábado de sol foi: que bom que somos brasileiros. Que bom que decidimos estar juntos. Que bom que escolhemos partilhar esse momento. Que bom que vocês foram lá para ver os alunos da Escola da Vila cuidando do patrimônio do nosso país.

Pouquinho de Brasil - Escola da Vila

Que bom que tudo deu certo. E que bom, sendo assim, ter sido perfeito entre os seus diferentes e os seus iguais.

Dever cumprido! Ou melhor, mais um ano de grande satisfação.

Por que é tão difícil dizer não?

Lidia Aratangy na Vila

Por Cecília Galoro, mãe de alunos da unidade Granja Viana

Em uma noite fria e chuvosa, como a da última quinta-feira 17 de agosto, a Escola da Vila – Unidade Granja Viana – recebeu um auditório lotado de famílias e educadores, no evento em que a psicóloga Lidia Aratangy foi convidada para falar sobre o Não e sua importância na educação das crianças.

Com o tema Por que é difícil dizer não?, pais, mães, professores e educadores de São Paulo, Cotia e região se mostraram interessados em refletir sobre a árdua tarefa de colocar limites para as crianças nos dias de hoje.

A psicóloga, com grande experiência de vida e profissão, abordou de maneira simples e divertida pontos cruciais que devem ser levados em conta na hora de educar por amor.

A palestra foi preparada em conjunto com todos os participantes, que enviaram antecipadamente suas maiores questões e dificuldades para serem esclarecidas, fazendo com que o evento fosse, de fato, uma rica troca de experiências, proposta presente e convergente na maneira de atuar da Escola da Vila.

Ao relatar, por exemplo, que é um erro tentar evitar as frustrações inerentes do processo de amadurecimento das crianças e jovens, Lidia deixa claro que muitas vezes, em vez de amor, podemos ter colaborado para a dor de nossos filhos no futuro, já que, certamente, eles irão conviver com fracassos ao longo da vida.

Durante 1h30, muitos mitos foram desmistificados, propondo uma reflexão autêntica sobre o papel de cada pessoa em contato com uma criança, e a responsabilidade de todos no processo de educar.

Aspectos e dúvidas como o desafiante mundo virtual, castigos, a banalização do não, o diálogo verdadeiro, um não pode virar um sim, o que significa ser amigo do seu filho, liberdade e limite, a diversidade vivenciada e não apenas discursada, respeito e, por fim, a nossa responsabilidade em manter a crença na humanidade, sendo filtros e não esponjas, para assim valorizarmos nos nossos filhos e alunos, seus atos de solidariedade, tolerância e cuidado com o meio ambiente, foram explanados de forma clara, com o objetivo de colaborar para a transformação de um futuro melhor, que será construído por eles nas bases da educação que nós oferecemos hoje.

Certamente todos os que compareceram, dizendo não ao frio, à chuva, ao trânsito e sim ao tempo dedicado aos seus filhos e alunos, saíram desse encontro certos de que saber escolher entre o sim e o não é um grande ato de coragem e amor.

Transformador, podemos dizer.


A palestra está disponível no canal do Youtube da Escola da Vila.
Por que é difícil dizer não?

Práticas de Linguagem e Matemática na unidade Granja Viana

Por Renata Marzola e Luiza Moreira, professoras do 4º e 5º ano

A aprendizagem, como sabemos, se constrói ao longo de um percurso que é próprio de cada aluno e, por essa razão, cabe ao professor pensar em estratégias diversificadas que permitam ao aluno avançar na construção de seus saberes. Pensando nas particularidades das crianças de 4º e 5º anos e nas possibilidades que o espaço da unidade Granja Viana oferece, foi formatado o SMA (Sistema de Melhoria de Aprendizagem) de Práticas de Linguagem e de Matemática de maneira especial. Duas vezes por semana, abrimos a parede que divide as duas salas de aula e juntamos as turmas para realizarem as atividades em conjunto. 1O espaço, assim como as carteiras, possibilita uma variedade de disposições que atendem muito bem à proposta de diversificar e promover avanços a todos os alunos, seja para os que apresentam alguma dificuldade na compreensão dos conteúdos trabalhados em sala, seja para os que desejam saber mais!

2

Neste segundo trimestre, em Práticas de Linguagem, os alunos estão produzindo um conteúdo variado para um site criado exclusivamente para essa proposta – o “Cultura popular por Ricardo Azevedo”. Estamos reunindo um material precioso sobre a vida e a obra desse ilustre autor brasileiro. O produto final, além de se tornar uma fonte de informação e entretenimento para o público em geral, será destinado aos alunos do 2º ano do F1, uma vez que é nessa série que as crianças têm como leitura compartilhada o livro “Contos de bicho do mato”, desse mesmo autor.

O trabalho se faz através de uma série de propostas que culminarão nas produções:

• Reescrita de contos com mudança de final – na qual as crianças irão selecionar um conto de um dos livros de Ricardo Azevedo para reescrever e modificar o final;

• Escrita de uma biografia do autor – nessa proposta, os alunos estudarão mais sobre esse tipo específico de texto para, depois, recolher as informações necessárias para a escrita de uma biografia do autor;

• Informações sobre brinquedos e brincadeiras populares – já nessa parte do site, os alunos escreverão textos informativos sobre brinquedos e brincadeiras populares e, para atender à demanda de inclusão de alunos, serão escritas regras de brincadeiras populares – no final do trabalho, os alunos aprenderão essas brincadeiras;

• Notícias sobre o andamento do trabalho dos 4ºs e 5ºanos e notícias sobre a leitura compartilhada do 2º ano – aqui é o momento de noticiar o projeto! Os alunos estão buscando compreender melhor esse tipo de texto para, depois, elaborarem suas perguntas, entrevistarem os colegas e escreverem as notícias;

• Indicações literárias – queremos deixar um gosto de quero mais! E esse grupo será responsável por se aprofundar em diversas obras de Ricardo Azevedo e escrever indicações literárias que instiguem a curiosidade e a vontade de conhecer as obras do autor.

3

Por fim, esperamos, ao final do projeto do SMA Práticas de Linguagem, que as crianças saibam mais sobre os conteúdos e os procedimentos referentes à elaboração de textos literários e informativos, e que cuidem para que os textos avancem e que as informações agregadas tenham relação com o tema.4

Em Matemática, no primeiro trimestre, trabalhamos com diferentes estratégias de cálculo vinculadas aos seguintes jogos:

5

• Memória de 10

• Pega varetas

• Batalha de números

• Stop da multiplicação6

Depois de muito jogar, discutir as estratégias de acordo com os objetivos de cada um dos jogos e experimentar o registro de dicas matemáticas que foram estruturadas pelos grupos, ainda com base nas regras e não tanto nos conteúdos envolvidos em cada jogo, finalizamos o 1º trimestre com um momento muito bacana de tutoria com os alunos de 2º e 3º anos.

Nessa tutoria, os alunos do 4º e do 5º ano ficaram responsáveis por ensinar os menores a jogar e a fazer as adaptações necessárias, de acordo com o que acreditavam que já possuíam de conhecimento matemático, além de considerarem, também, o que acreditavam que os alunos menores eram capazes em relação às habilidades usadas durante uma partida, como o raciocínio, a antecipação de jogadas e a previsão das consequências da ação.

7

Entendendo que o nosso objetivo é trabalhar com os jogos potencializando os conteúdos da área da matemática, não basta distribuir os jogos e pôr todo mundo para brincar, sendo necessário o professor pensar neles como um recurso possível dentro de um planejamento maior.

8

Deste modo, para o trabalho semanal de SMA deste 2º trimestre, partiremos dos jogos trabalhados anteriormente, avançando para a análise de situações problemas a partir das situações de jogo que foram vivenciadas pelos alunos e para a realização de atividades vinculadas aos conteúdos de cálculo mental, que entendemos serem necessários aprofundar com cada um dos agrupamentos.

Faremos a retomada e a reelaboração das dicas matemáticas que foram escritas inicialmente, mas agora focando nas habilidades matemáticas vinculadas ao cálculo mental dos campos aditivo e multiplicativo, necessárias para um melhor desempenho durante o jogo.

A partir deste mapeamento de conteúdos matemáticos e dos saberes envolvidos para lidar com eles, cada um dos grupos será convidado a construir um jogo de trilha em que no percurso, e considerando os desafios que podem gerar, tenham situações de cálculo mental a serem resolvidas e que sejam determinantes para o avanço ou retrocesso das casas deste percurso.

A finalização dessa proposta se dará com momentos de jogos em que cada grupo poderá jogar a trilha confeccionada por outro.

Acreditamos que as propostas de SMA, vinculadas as áreas de Práticas de Linguagem e Matemática, sejam potentes momentos que permitem os alunos avançar na construção de seus saberes.

Quando o próprio espaço favorece a interação e a aprendizagem

Por Amanda Bertuletti e Maria Fernanda Veloso 

Planejar situações de aprendizagem que promovam avanços na aquisição de conhecimento de nossos alunos é um desafio que sempre buscamos na Escola da Vila. Por esse motivo, estamos procurando constantemente novas formas de trabalho e de organização dos estudantes para potencializar parcerias e promover diferentes descobertas.

1

Na Unidade Granja Viana, a própria disposição das salas, com paredes que se abrem, favorece as propostas inovadoras e de interação entre alunos de distintos anos. Assim, as turmas das séries subsequentes são dispostas em salas vizinhas que se transformam em uma única sala, facilitando o planejamento de situações em que os alunos das duas turmas são colocados para trabalhar juntos, colaborando uns com os outros.

Já estamos quase chegando ao final do 1º semestre e percebemos nas crianças muitos avanços. Para os estudantes do 1º ano, foi um tanto desafiador apropriar-se do “NOVO”: novo espaço, novos amigos, novos conteúdos, e nada melhor do que enfrentar esses desafios contando com a parceria de quem já passou por isso: a turma do 2º ano.

Por isso e, sobretudo, porque sabemos que as crianças de uma mesma turma não aprendem os mesmos conteúdos da mesma forma e concomitantemente, que organizamos, durante todo o semestre, momentos nos quais as duas turmas eram convidadas a trabalharem juntas. Com isso, pudemos contribuir para que todos encontrassem parcerias mais ajustadas e avançassem.

2

Para que a interação acontecesse, foi necessária nossa intervenção, organizando o espaço e as atividades para que os alunos se relacionassem, estabelecessem novos vínculos para além dos já criados com os amigos de classe, e aprendessem uns com os outros. Acreditamos que alunos e professores ganham em muitos aspectos quando a interação entre turmas é planejada, tanto para promoção de situações nas quais a brincadeira rege as relações quanto naquelas em que outros desafios, mais acadêmicos, colocam-se.

Pensando nesses avanços, situações são planejadas semanalmente com a intenção de promover a troca de saberes, momento em que as crianças precisam explicitar suas vontades e também considerar o outro. Aprendem sobre o convívio social e sobre a cooperação intelectual, quando, juntos e pela troca, chegam a novos conhecimentos.

Organizamos a rotina das semanas incluindo dois horários para que as duas turmas trabalhassem juntas: os cantos de entrada e os cantos de jogos, além de momentos de brincadeiras coletivas no parque.

3

Nos momentos de jogos, os estudantes interagem com diferentes jogos matemáticos, que são compartilhados com eles previamente e colocados à disposição para serem escolhidos. O próprio trabalho de escolha –  feito em roda com todos eles juntos, um dia antes da oficina – já possibilita a discussão de conteúdos matemáticos, como quando precisam dividir o número de alunos pelo número de propostas e o fazem discutindo e justificando seus cálculos para os amigos.

Jogar dados com muitas regras diferentes, como: trilhas, batalha e bingo, configuram-se como situações que envolvem muitos desafios para as crianças. Conversar com os colegas e com as professoras sobre como jogam, como fazem para ganhar, para contar os pontos e como podem experimentar outras formas de jogar, são, igualmente, situações envolventes e instigantes que favorecem avanços na compreensão das relações matemáticas existentes dentro de cada proposta de jogo.

4

Retratamos aqui uma fala desses momentos de discussão.

Professora: Amanhã, teremos 6 opções de jogos: trilha, batalha dos dados, dobro, dominó, fecha-caixa e escopa de 10. Em nossa sala, temos 22 alunos. Qual será o número de participantes por jogo? Como podemos dividir?

Aluno A: Podemos colocar 10 por inscrição.

Aluno B: Não, porque não temos 70 alunos.

Professora: Então, como podemos dividir?

Aluno C: Vamos dividir 5 para cada jogo.

Professora: Como posso registrar?

Aluno D: Anota 5+5+5+5+5 não é possível, porque já deu 25. Tenta com 3.

Professora: Tudo bem, vou anotar 3+3+3+3+3+3+3, certo?

Alunos: Não, irá faltar 1 criança.

Professora: Então, como faremos?

Aluno A: Você pode deixar um jogo com 4 crianças.

Esse é apenas um relato de muitos que surgiram nesse período.

Neste sentido, para além das ações nos cantos, separamos um espaço na rotina para contextualizar e problematizar situações que surgiram durante os jogos, isto é, momentos em que as crianças colocam em cheque tudo que já sabem, validando ou discordando da resposta do amigo, expondo suas opiniões e realizando reflexões sobre as contribuições dos colegas.

Para que aconteçam momentos de discussão, nos quais todo saber é considerado, há sempre a necessidade de uma intervenção: nosso papel, como professoras, não é o de validar ou invalidar as respostas, mas sim o de mediar, provocar conflitos e desafios. É por meio dessas desestabilizações que as crianças buscam novas estratégias para avançar e ressignificar o conhecimento.

As atividades conjuntas têm contribuindo de forma significativa para que os alunos das duas turmas se conheçam, estreitem vínculos e também aprendam mais.

A SAD na unidade Granja Viana: sustentabilidade e as influências africanas na cultura brasileira

Texto colaborativo da equipe de professoras da unidade Granja Viana

Cumprindo o objetivo de proporcionar momentos de troca de saberes entre as crianças de diferentes faixas etárias, na semana de 8 a 12 de junho aconteceu a SAD – Semana de Atividades Diversificadas – na unidade Granja Viana. Por três dias, os alunos do período da manhã puderam entrar em contato com o tema Sustentabilidade X Consumo em atividades que favoreceram a reflexão das criançasNo período da tarde o tema escolhido foi “as influências africanas na cultura brasileira”.

Sustentabilidade X Consumo

No primeiro dia, a partir da apreciação coletiva de trechos do filme “Criança, a Alma do Negócio”, agrupados em pequenos grupos de diversas séries, os alunos discutiram os problemas que envolvem o consumo excessivo, a propaganda, as relações entre ter e ser, e puderam compartilhar saberes e valores.

No segundo dia, os alunos conversaram com Luciano Castro de Jesus, engenheiro químico, com especialização em sustentabilidade e pai do Henrique, aluno do 5º ano. Numa conversa animada e proveitosa, Luciano falou sobre a importância da conscientização para a preservação do meio ambiente através da reciclagem, da reutilização e do consumo sem exagero, para que nossa relação com o meio ambiente seja sustentável. Além disso, com os brinquedos trazidos de casa pelas crianças, foi realizada a 1ª Feira de Troca de Brinquedos da escola. Uma ação na qual as crianças se envolveram, se divertiram e puderam conhecer na prática o significado da palavra SUSTENTABILIDADE.

Feira de troca de brinquedos

Palestra Luciano

E, para fechar a semana, no terceiro dia da SAD, todos se envolveram na confecção das prendas para a Festa Junina, com o objetivo de tornar possível a reutilização de materiais, com os próprios alunos colocando a mão na massa!

As influências africanas na cultura brasileira

Para disparar o tema os alunos da tarde assistiram o filme Kiriku – que trata da história de um menino africano que precisa enfrentar vários desafios para salvar sua aldeia de uma feiticeira. Durante o filme apreciaram inúmeras referências da cultura africana, como musicalidade, vestimentas, a relação com a natureza e lendas.

Na oficina de contação de história, puderam viajar pelo mundo da imaginação e conhecer um pouco mais dessa cultura. Na oficina de culinária prepararam uma cocada com o gostinho da Angola.

Contação de história

Oficina de culinária

A brincadeira e a música não ficaram de fora, todos aprenderam o jogo Mancala, originário da semente de Baobá, e uma dança que descreve algumas regiões da África.

Brincadeiras e música

Após cada oficina, em rodas de conversa que incluíam alunos de 1º, 2º e 3º ano, as crianças trocaram saberes e estabeleceram relações entre nossa cultura e a cultura africana.

Um Pouquinho de Brasil na Unidade Granja Viana


Por Luisa Furman e Vicente Régis

No dia 23 de maio a Unidade da Granja teve seu primeiro evento do ano, Um Pouquinho de Brasil.

À medida que chegavam e adentravam a escola, as famílias iam descobrindo as atividades ali preparadas pelos professores, quase todos já conhecidos dos alunos. O espaço de todo dia se transformara em um ambiente com propostas de novos olhares, desafios, e novas descobertas. Assim é o evento Um Pouquinho de Brasil, um dia especial de convivência e troca.

As salas de aula foram organizadas com oficinas de linguagens variadas; uma ótima oportunidade de as famílias buscarem a construção de saberes, além de poderem interagir e conhecer melhor outras famílias da escola.

As atividades propostas pelos professores – Oficina de construção de helicóptero, Abayomi, Capoeira, Criação Musical, Vivência Lúdico-Motora, e a contação de história “A little bit of Mo Willians” – permitiram às famílias manter contato com diversos materiais, sons, movimentos e histórias, proporcionando uma situação típica do dia a dia na escola, repleta de desafios.

O ateliê de arte ganhou vida ao ser recheado de produções diversas, realizadas pelos alunos nesse mesmo espaço ao longo do primeiro trimestre.

É possível imaginar o quanto cada aluno nesse dia se sentiu parte de um grupo, podendo apreciar suas produções expostas, assim como a de seus colegas, e tendo a oportunidade de contar aos pais os detalhes da elaboração daqueles trabalhos, compartilhando conteúdos importantes aprendidos nas aulas de arte, lançando mão de um repertório ali construído e observando a diversidade de soluções e escolhas de cada participante desse grupo.

O ginásio foi transformado e tomado por cores para receber de forma aconchegante e convidativa o grupo Canta e Conta, que encenou a bela história do folclore brasileiro Bumba meu boi, valorizando nossa cultura e encerrando o evento com muita alegria!

Ao longo dessa agradável manhã de sol, podia-se perceber que as famílias aos poucos iam ficando mais à vontade, se apropriando do espaço privilegiado, que não apenas oferece a possibilidade de ter na escola um lugar de convívio, mas também um núcleo potente de formação cultural para toda a comunidade escolar, que ainda está nascendo.

Acesse o álbum de fotos no flickr.

A Vila na Granja: começam as aulas

Por Vania Marincek

O ano de 2015 será um marco para os alunos da unidade da Granja Viana da Escola da Vila. Embora a escola já funcionasse desde o ano passado, foi somente agora, nesse início de ano, que o novo prédio − totalmente planejado para ser uma escola de Ensino Fundamental − ficou pronto.

Assim, no último dia 19 de fevereiro, quinta-feira, logo após o Carnaval, começaram as aulas na nova unidade.

Se habitualmente os primeiros dias de aula são sempre esperados com ansiedade, entusiasmo e expectativa, em uma escola nova, onde tudo é novo − prédio, espaços de brincadeiras, salas de aula, móveis, material, pessoas − os sentimentos se intensificam e isso vale para todos: para as crianças e também para os adultos, pais e professores.

Todos com muita vontade de começar, de estabelecer novas relações, de ocupar o novo espaço.

Professores atentos e organizados para a adaptação

Para que tudo acontecesse da melhor forma possível, os professores se prepararam especialmente para esse momento de adaptação ao longo do mês que antecedeu o início das aulas. Os primeiros dias de aula foram planejados envolvendo diversas situações de modo a que os alunos conhecessem o novo espaço,  conhecessem seus professores e pudessem interagir ora especificamente com os colegas de turma, ora em momentos coletivos em que todos os alunos do mesmo período participavam de atividades de integração,  pudessem constituir os mais diversos vínculos e sentirem-se pertencentes à comunidade Vila.

Nesses primeiros dias, os alunos puderam também conhecer as responsabilidades que assumirão na nova série, conheceram novos procedimentos que serão construídos, e aprenderam a organizar os materiais escolares que utilizarão diariamente. Foram muitas rodas de conversa. Os temas variavam em função dos desafios da série.

Como organizar o caderno? E o estojo, a buraqueira? O que era esperado na roda de biblioteca ou na hora de fazer a lição? Essas dúvidas, embora nos pareçam simples, se constituem um difícil conteúdo a ser aprendido pelos pequenos de primeiro e segundo anos.

Para os mais velhos, que já conseguem dar conta com mais facilidade desses aspectos, surgem as questões relativas à avaliação.

Vai ter nota? Nota é igual a conceito? Vai ter prova? Questões muitas vezes influenciadas pelo imaginário social em que a avaliação assume formas arbitrárias que podem gerar fantasias de fracasso antes mesmo de as crianças terem condições de entender que seu desempenho acadêmico está relacionado a seu empenho em aprender. Assim, as conversas com os alunos mais velhos estão girando não só em torno dos procedimentos de estudantes esperados para a série, mas também o processo de avaliação e de estudo, além de as professoras planejarem situações para que os alunos possam entender que a avaliação na Escola da Vila está a serviço das aprendizagens e que lhes dá parâmetros para investirem e avançarem em seu percurso de estudantes.

No primeiro dia de aulas, bem cedinho, todos estavam lá, alunos e pais. A escola, cheia de vida, e as crianças completamente encantadas com o novo espaço. Em pouco tempo, a grande maioria se despediu dos pais, das mães, dos avós ou dos tios. Aderiram ao trabalho, sedentas pelas novidades que já vislumbravam. Para os que estranharam, mantivemos os combinados feitos em reunião de pais.

No segundo dia, rotina normal, parecia que as aulas já haviam iniciado havia muito tempo. Estava pactuada nossa primeira parceria e vencida essa primeira etapa da adaptação!

Confira, no Facebook da Vila, as fotos do novo espaço e dos alunos em diversas situações de integração.