Uma comunidade de aprendizagem em Nova Iorque

Por Sônia Barreira

No mês de abril, estivemos durante dez dias em Nova Iorque com um grupo de 30 educadores vindos de diversos lugares do país, representando escolas muito diversas em tamanho, origem e projeto.

Da mesma maneira, nossa programação contemplou atividades com diferentes finalidades, o que fez da viagem uma experiência fecunda de aprendizagens variadas, algumas diretamente transferidas em forma de propostas para nossas escolas, outras de lenta digestão, assimiladas no plano de desenvolvimento pessoal, mas que certamente, mais cedo ou mais tarde, far-se-ão notar no contexto profissional.

O ponto alto das nossas viagens é sempre o entrosamento do grupo, as trocas e as amizades que surgem desta convivência intensa. Em nossas práticas, procuramos realizar atividades que permitam expandir os conhecimentos de todos para além das questões estritamente educacionais.

Para melhor contextualizar as visitas às escolas, por exemplo, solicitamos à Aline Evangelista, educadora que trabalhou na Escola da Vila por muitos anos e que vive atualmente em Washington, uma pequena palestra introdutória sobre o contexto educacional americano e as políticas governamentais dos últimos anos, o que nos ajudou muito para compreendermos melhor o que vimos a seguir. Com a mesma intenção, em uma grande roda de conversa, procuramos alinhavar as impressões pessoais, destacar as principais questões conceituais e indicar pontos de aprofundamento posteriores.

Porém, a novidade desta Viagem Pedagógica foi a chance que tivemos de ampliar nossa relação pessoal com a Arte.

A arte contemporânea, entre o estranhamento e a compreensão

Ao visitarmos dois grandes espaços que em sua coleção abrigam obras de artistas importantes para se compreender as transformações ocorridas na Arte, o grupo se viu diante de questões fundamentais que estão presentes também na prática pedagógica. Rupturas com o suporte tradicional na pintura, eliminação do pedestal tradicional na escultura, uso de materiais não convencionais na produção artística, sentir o corpo presente e o espaço ser incorporado na concepção da obra, foram alguns dos princípios abordados e presenciados ao longo das visitas que fizeram parte da viagem.

No MoMA, Museu de Arte Moderna, obras de Picasso, Braque, Matisse, Pollock, Brancusi, foram ponto de partida para as reflexões acerca das provocações que as vanguardas trouxeram para a produção artística, e consequentemente, seu impacto direto nas aulas de arte. Nesta atividade, o grupo foi presenteado com belas e competentes monitorias das nossas professoras de arte que compuseram a delegação da Escola da Vila, Karen Greif Amar, Zá Szpigel e Luisa Furman. Nossos agradecimentos ao trabalho sensível e consistente que realizaram, ajudando-nos a compreender melhor o que veríamos no dia seguinte.

No Dia: Beacon, museu de arte contemporânea, que apresenta uma coleção de obras de artistas como Louise Bourgeois, Walter de Maria, Sol LeWitt, Fred Sandback, Richard Serra, entre outros. A questão principal que permeou as conversas e ampliou as reflexões foi o estranhamento causado pelas propostas que a arte contemporânea nos traz, tanto em relação à arte quanto na prática pedagógica, quando insere questões como o espaço, o tempo, o cotidiano, a vida. Compreender de que forma esses aspectos foram modificando a produção em arte contextualiza e consequentemente provoca pensar a arte em algo vivo, que acompanha o tempo em que está inserida, reduzindo o estranhamento e ampliando as possibilidades de diálogo com o mundo.

Nas próximas semanas, trataremos de publicar outras reflexões provocadas pela viagem, tais como:

– A tecnologia aliada às atividades manuais e a experimentação de materiais diversos;

– Os jogos como estratégias de aprendizado envolvimento e motivação;

– As construções, propostas de engenho e reflexão sobre o espaço;

– O convite à metacognição e à comunicação dos processos e aprendizagens.

Mentalidade de aprendizagem, academic mindset ou a nossa velha e boa postura de estudante!

Por Sonia Barreira

Uma das ideias mais interessantes que entramos em contato e vimos utilizada nas muitas escolas que visitamos na Califórnia, entre tantas outras, é algo um pouco difícil de ser traduzido para o português:  academic mindset.  Esse conceito já me intrigava antes de sair do Brasil, quando comecei a conhecer o material utilizado na metodologia PBL (Project Based Learning) e Deep Learning.

Foi na High Tech High que tivemos a primeira boa explicação, que nos foi dada por um animado professor de inglês e humanidades, sobre as pesquisas na área educacional que dão suporte a esse princípio pedagógico. Mas, o que mais me ajudou a compreender o conceito foi o contato direto com os alunos em situações variadas de aprendizagem. Tentarei me explicar.

Academic mindset seria, grosso modo, a percepção sobre a capacidade para aprender, que um indivíduo tem de si mesmo, a qual se traduz, se concretiza, numa disposição efetiva para o aprendizado em diferentes situações escolares.

 
Aluna apresenta, para um grupo de professores brasileiros, um projeto desenvolvido nas áreas de Ciências. Neste projeto eles criam super heróis que explicitam conceitos da física e elaboram uma história em quadrinhos para a finalização do trabalho.

Um dos princípios do movimento deep learning orquestrado por várias escolas e organizações educacionais, atualmente, nos Estados Unidos, é levar o aluno a construir essa percepção positiva, ou seja, as atividades e propostas são desenhadas para favorecer o processo de aprendizagem, mas devem ser feitas de tal forma que gerem, além da aprendizagem em si, uma forte disposição para aprender.

Imediatamente relacionei essa ideia geral àquilo que costumamos chamar de disponibilidade para a aprendizagem ou, de modo mais frequente, “a postura de estudante”. Na Vila, sempre nos preocupamos com a construção dessa postura, mas muito mais no sentido de um novo papel social, assumido progressivamente pelo estudante, do que propriamente como uma disposição interna.

 
Alunos de quinto ano explicam o projeto do qual estão participando e discutem qual é o maior desafio que têm para enfrentar neste momento de sua produção. Clareza dos propósitos, identificação do esforço necessário.

O professor nos explicou que essa percepção comporta quatro aspectos, todos fundamentais para o sucesso do aluno na escola – e isso está bastante comprovado em inúmeras pesquisas e estudos que partem da identificação dessas características nos variados grupos de alunos.

A primeira condição é a percepção de fazer parte de uma comunidade de aprendizagem. Mais do que uma obrigação ou uma rotina, o estudante deveria construir um sentido de pertencimento a um grupo cujo propósito comum é aprender. Para tanto, o aluno precisa ter uma ideia bastante clara do que fazem seus pares e por que o fazem. Ele deve conhecer o repertório institucional e saber explicar a razão pela qual são levados a esta ou aquela atividade. Em função disso, a cultura da escola deve ser bastante evidente, sustentada por um discurso compartilhado e reiterado.

A segunda condição é a percepção da capacidade pessoal de enfrentar a tarefa proposta. Isso tem a ver com o tamanho do desafio proposto aos alunos, se frequentemente mais alto do que podem enfrentar, constroem uma relação de distanciamento e superficialidade. Quando propósito e sentido das atividades são compartilhados, o aluno pode entender seu papel no processo e engajar-se de modo efetivo, tomando a responsabilidade da tarefa para si.

A terceira condição relaciona-se com a convicção de que o esforço empreendido nas situações vividas é responsável pelo desenvolvimento de competências. O aluno constrói, ao longo de sua experiência escolar, a percepção de que, quando a tarefa é fácil demais, e ele a realiza sem esforço nenhum, não há avanço ou desenvolvimento de suas capacidades, e que o esforço para aprender faz parte do processo de aprendizagem. Esse aspecto é extremamente reforçado e trabalhado, mas não por meio de ameaças ou competições extremadas; há uma busca pela conscientização do aluno desde cedo.

E, por fim, a última condição é a atribuição de valor ao que se está aprendendo ou construindo. Os alunos se orgulham de seus produtos e projetos, acham que eles têm importância e valor, além de ajudá-los a aprender. Não convivem todo o tempo com a ideia de que devem aprender para usar, num futuro distante. Ao contrário, empenham-se, porque desejam que o produto de seu trabalho seja visto por todos.

 
Alunos do Ensino Médio se apresentam para o grupo de visitantes, contam em que estão trabalhando e, em seguida, monitoram a visita mostrando todas as instalações e explicando com propriedade todos os projetos que estão sendo desenvolvidos em cada turma!

Esses quatro elementos formam o academic mindset e todos eles devem ser trabalhados nas situações escolares, uma vez que são crenças e valores que podem ser construídos e desenvolvidos na vida escolar. O que vimos nas escolas que visitamos na Califórnia foi um conjunto de ações intencionalmente concretizadas, voltadas para a construção desta percepção. A forma de abordagem dos conteúdos, questão norteadora, (need to know/necessidade de saber), a centralidade do aluno no processo de aprendizagem (voz, escolha, pesquisa), e o papel do professor (mediador, mentor, consultor) têm todos um papel importante no favorecimento da construção do mindset. Mas é a cultura escolar, invisível e intangível, que parece contribuir de modo mais efetivo para esta construção.

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Por Sonia Barreira

Encerramos nesta quinta-feira pela manhã a viagem para a Califórnia, realizada pelo Centro de Formação da Escola da Vila, com um saldo mais do que positivo.

Nas próximas semanas trataremos de publicar aqui mais alguns textos refletindo sobre um ou outro aspecto da viagem (o próximo, como já anunciei, será sobre um conceito interessante que eles lá nomeiam como academic mindset). Realizaremos, também, reuniões internas para divulgar o que vimos nessas duas semanas, e uma reunião aberta, com o mesmo objetivo − a ser anunciada em breve − da qual poderão participar pais, alunos e colegas de outras escolas. Todos serão mais do que bem-vindos.

Da equipe da Escola da Vila participaram duas diretoras, uma coordenadora de tecnologia educacional, e três professores, um de cada segmento (F1, F2 e EM). Como sempre, a Escola da Vila utiliza as viagens promovidas pelo Centro de Formação para o desenvolvimento profissional de sua equipe, e quem viaja assume três compromissos: fazer uma apresentação a seus colegas de segmento; elaborar um relatório reflexivo; e aplicar algo do que aprendeu em seu trabalho.

Temos a convicção de que nossa equipe fará isso de modo muito especial, pois as escolas que visitamos foram instigantes e aportaram novas e importantes vivências a todos nós. Esse efeito foi geral, em todo o grupo que nos acompanhou, o que nos dá segurança de afirmar que as viagens pedagógicas, quando bem planejadas, favorecem trocas e reflexões, são estratégias de desenvolvimento profissional bastante potentes.

E, para que nossos leitores possam identificar isso no relato de quem participou, apresentamos aqui o link do lindo, sensível e reflexivo depoimento de uma das participantes que, certamente, fala por todos nós. Ela é Adriana Cury Sonnewend, uma das diretoras da Escola Santi, que participa ativamente do ZDP − programa de formação continuada oferecida pelo Centro de Formação.

Adriana fez um relato da programação de quase todos os dias da viagem. Vale a pena a leitura!

“Para fazer uma boa escola você tem de pensar não apenas no que vai ter nela, mas principalmente naquilo que você não vai permitir, de modo algum, que exista nela”

Por Sonia Barreira 

Com essas palavras, Larry Rosenstock, CEO e um dos fundadores da High Tech High (HTH) nos explicou grande parte do que vimos no uso do espaço dessas escolas. Não há sinal de entrada ou entre as aulas, não há chamada por alto-falante, não há uniforme, não há cadeiras individuais. Essas escolhas foram fundamentais para o clima que observamos em todas as unidades dessa rede de escolas “charter”, que visitamos na semana passada.

Os alunos andam livremente e ninguém os interpela para saber o que estão fazendo neste ou naquele canto. Estão trabalhando, certamente! A confiança e a liberdade estão claramente configuradas.

E trabalhar aqui pode adquirir muitos formatos:

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Alunas de oitavos anos organizando uma Feira Cultural que farão no centro de San Diego.

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Alunos de sétimos anos montando uma catapulta movida pelo computador, usando um kit de Arduino.

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Alunas de sextos anos pesquisando sobre a fome no mundo. Elas estão usando os computadores que a escola disponibiliza por turma, no sofá da sala de aula.

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Atendimento individual feito por uma professora no horário de trabalho pessoal da turma de sétimo ano.

Isso é possível porque a escola adota a metodologia de trabalho em projetos (PBL) e os alunos têm perfeitamente claro o que devem fazer, por que, e até quando! O valor dado ao protagonismo do aluno concretiza-se em todos os projetos que observamos.

Cada série é composta por quatro turmas de 26 alunos aproximadamente, que partilham um espaço comum. No entanto, cada duas dessas turmas fazem parte de um mesmo time, com os mesmos professores.

As salas das duas turmas são separadas por uma parede retrátil, que é aberta em muitos momentos dos projetos para que os alunos possam trabalhar juntos. São, portanto, quatro salas de aula, que se transformam em duas quando necessário, com um espaço comum entre elas, usado para guardar mochilas, fazer atividades diferentes, interagir com os colegas. Fechando-se essas salas, dois gabinetes ficam reservados aos professores para planejamento, atendimento individual, estudo. Complexo para descrever, mas excelente para conviver e trabalhar na escola!

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Essa mesma estrutura se repete para todas as séries, em todas as escolas que visitamos. Mas, como disse anteriormente, o espaço não seria nada especial se não houvesse um funcionamento que potencializasse seu uso pedagógico.

Cada turma tem dois professores, um que ministra ciências e matemática, outro responsável por humanidades e língua. Cada dupla, responsável por um time, faz também o trabalho do orientador educacional, ou parte dele, são os chamados “advisors”, que reservam duas aulas semanais de 45 minutos cada para conversar com os alunos sobre sua vida, conflitos, dilemas, ou simplesmente para conviverem. Além disso, os alunos têm uma hora para artes, esportes, teatro.

Salas de aulas, horários e distribuição das tarefas na equipe são três elementos que ajudam a viabilizar e enfatizar o trabalho colaborativo entre os professores e os alunos.

O enfoque metodológico usado por todos é o PBL (aprendizagem baseada em projetos). Trata-se de uma modalidade organizativa da prática que contém pelo menos oito características.

A primeira delas é a necessidade de o projeto abordar conteúdos significativos, não apenas no sentido de serem interessantes para o aluno, mas principalmente relevantes para sua formação; a segunda é que um projeto deve fomentar o desenvolvimento de competências para o século XXI (criatividade, comunicação, colaboração e pensamento crítico); a terceira diz respeito à pesquisa e investigação, que o projeto deve levar os alunos a fazer: estas devem ser aprofundadas e o aluno deve consultar fontes distintas e usar múltiplas linguagens para tal; a quarta característica do PBL é a questão norteadora, que deve ser apresentada no início do projeto e ser suficientemente ampla, aberta e motivadora; a quinta, need to know, essas questões devem ser bem elaboradas para que possam criar a necessidade de saber ou de aprender – que vai garantir que o projeto seja prático (hands on), mas implique conceitos e aprendizagens teóricas; a sexta característica dos projetos dessa natureza é garantir a voz e a escolha por parte dos alunos, ou seja, um protagonismo acentuado deve ser previsto, permitido e incentivado; a sétima, que deve estar presente no projeto, é a garantia de que as atividades promovam revisão e reflexão, de modo que o aluno tenha a vivência do esforço, da construção de saberes e de habilidades; por fim, na oitava, todos os projetos devem garantir uma audiência real, uma apresentação ou exibição dos trabalhos, que seja realizada não apenas para os professores e colegas de turma, mas para convidados, pais, profissionais, outros professores e colegas de outras turmas.

O uso do espaço da High Tech High pode ser entendido apenas no contexto dessa metodologia. Caso contrário, o visitante desatento pode pensar que uns alunos estão estudando, e outros estão, literalmente, reformando a escola.

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Espaço externo preparado para o trabalho em grupos.

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Ateliê de artes da High School (Ensino Médio).

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Projeto de biologia – Alunos de segundo ano do Ensino Médio extraem DNA de frutas.

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Alunos de oitavo ano em discussão na aula de matemática.

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Alunos preparando a parede para expor seus trabalhos.

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Um subgrupo prepara uma apresentação para os pais enquanto os demais alunos estão na sala de aula.

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Alunos sentados no chão, no corredor, lendo um texto em grupo.

 Microsoft Word - Parafazerumaboaescola.docxSala de aula de sexto ano, tarefas variadas, professor invisível.

O que nos encanta numa escola – que não é a nossa?

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Por Sonia Barreira

A qualidade de um projeto pedagógico não pode ser medida por apenas um de seus aspectos, como instalações físicas, nota do Enem ou número de atividades complementares que oferece.

Escola é um sistema que opera com um conjunto de fatores interdependentes. Por isso, sempre que os jornalistas fazem aquelas matérias para ajudar os pais a escolherem uma escola, os educadores torcem o nariz!

É por isso, também, que, para uma educadora, é difícil identificar exatamente o que tem uma escola quando ela nos encanta! Assim me sinto agora ao enfrentar este texto, cujo propósito é dar a conhecer nossas impressões sobre as primeiras escolas que conhecemos na Califórnia.

Conheci a High Tech High visitando suas dependências, lendo seu site, conversando com seus alunos, diretores, professores e funcionários. Além da visitação de dois dias feita pelo grupo de educadores que está aqui nos Estados Unidos, em excursão organizada pelo Centro de Estudos da Escola da Vila, eu estive por 4 dias consecutivos fazendo uma pequena “residência” em Point Loma.

High Tech High é um conjunto de 11 escolas, independentes, mas iguais em filosofia, abordagem metodológica e propósitos formativos. São três campus cada qual com um conjunto de escolas fundadas nos últimos anos, em função do sucesso do empreendimento. Trata-se de uma escola charter, modalidade de parceria público-privado do setor educacional, que se fortaleceu nos anos 90 nos EUA, e que permite que instituições de direito privado operem com verba pública somada a patrocínios da iniciativa privada, escolas gratuitas com vagas oferecidas por sorteio. Nesse conjunto, há escolas que atendem a alunos de 5 a 18 anos.

Todo nosso grupo ficou encantado com a escola, e sinto-me completamente incapaz de transmitir as razões desse encantamento, porque não há como separar um aspecto do outro, e a lista seria grande.

Destacarei – nos próximos posts – dois aspectos centrais: o uso do espaço relacionado aos valores e princípios pedagógicos, e o resultado do que eles próprios chamam de academic mindset que pudemos observar na fala e nas atitudes dos estudantes.

Por enquanto, um conjunto de fotos para que possam imaginar o que estamos vivendo por aqui.

Espaços educativos que fazem a diferença

Por Sonia Barreira

Todos nós participamos da educação das nossas crianças. A Escola, respondendo às demandas de parte da sociedade por meio de um Projeto Pedagógico, ou seja, de um conjunto de propostas que concretiza um tipo específico de formação. Mas isso não isenta todos os demais − atores sociais de algum tipo de participação num Projeto Educativo mais amplo −, desejado e concretizado muito além dos muros da escola.

Vez por outra temos a oportunidade de observar como diferentes cidades, comunidades, grupos sociais se mobilizam para participar desse projeto educacional.  E nem sempre ficamos felizes em comparação com o que temos por perto.

Em viagem pelo Centro de Estudos da Escola da Vila, me antecipei ao grupo de professores e diretores que viajarão conosco para conhecer uma série de escolas e projetos (sobre os quais falaremos nos próximos dias) e tive uma dessas experiências de dar inveja a nós brasileiros.

Trata-se do The New Children’s Museum da cidade de San Diego, Califórnia. Essa instituição tem como missão “estimular a imaginação, a criatividade, o pensamento crítico das crianças e suas famílias em experiências inventivas com a arte contemporânea!”

Instalado num espaço generoso e agradável no centro da cidade, o museu oferece experiências simples, diversificadas e muito convidativas.

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As crianças podem começar a visita com um pouco de atividade física, explorando uma incrível estrutura bonita e desafiadora.

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Podem passear nos caminhões com diferentes formatos de caçamba, percorrer caminhos desenhados para serem ruas, e podem também parar na “oficina” e explorar o “motor”, trocar peças e tentar entender o funcionamento daquela máquina tão especial.

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Ou, ainda, podem simplesmente desenhar, recortar, pintar livremente na companhia de seus pais e irmãos. Se estiverem sem ideias, há como aprender a fazer umas borboletas num molde simples e engenhoso para compor, depois, um painel colorido. Há um cantinho especial para as crianças deixarem registradas, em pequenos caderninhos, suas memórias desse dia divertido, escrevendo, desenhando ou ambos.

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Além disso, o museu proporciona as experiências mais comuns e divertidas da infância, de modo inusitado e empolgante, como as bolinhas de sabão em plataformas generosas e potentes, e as histórias que podem ser ouvidas num espaço especialmente desenhado para isso, no qual as crianças são convidadas a descansar e ler um livro.

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Os espaços para o “faz de conta” agradam a todos, como a casinha, os blocos para construção, as fantasias, a pia de cozinha gigante, e muitas outras propostas.

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Oferecem oficinas dirigidas, como o “cuidado com as galinhas”, a produção de papel, e a oficina de jardinagem no espaço externo.

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E, como se não bastasse, há os cursos de verão para diferentes idades. Os pais podem alugar o espaço para a realização de festas de aniversário e, se preferirem, durante o passeio, há uma lanchonete muito especial para as refeições.

Mas a exploração das diversas linguagens e áreas não para por aí. Há muitas outras propostas interativas, e o que mais me emocionou foi ver esse pequeno ser explorando o som e o eco.

O Museu tem dois estandes de venda de brinquedos alternativos, bem discretos e com poucas opções. De fato, o consumo não é a tônica desse museu.

Fiquei encantada e quis compartilhar com todos essas ideias fáceis de serem reproduzidas, recriadas, adaptadas. Com certeza, temos propostas de espaços interessantes em nossa cidade, em nosso país, mas elas são poucas e não atendem à demanda.

Bom seria se voltássemos a discutir o potencial da cidade para contribuir com a educação das nossas crianças. Fica o convite à reflexão.

Mais formação sobre TICs na educação escolar – Viagem Pedagógica Internacional 2013

Por Zélia Cavalcanti

Quem acompanha as atividades de formação em que a equipe da Escola da Vila participa sabe que há dez anos o Centro de Formação da Escola da Vila promove ações que ultrapassam as fronteiras brasileiras.

São Viagens Pedagógicas Internacionais planejadas de forma a permitir o aprofundamento do saber sobre a prática pedagógica, gerado em diferentes instituições internacionais: universidades, institutos de pesquisa e instituições escolares com diferentes propostas educacionais. Nesse sentido, as atividades incluídas nessas programações têm permitido a aproximação a formas alternativas de desenvolver e atualizar práticas de ensino, enriquecendo assim o conhecimento já construído pelos profissionais que participam das viagens.

Agora, em 2013, durante duas semanas de abril, o país visitado será o Canadá. Nosso objetivo é a ampliação dos conhecimentos sobre o uso das TICs na educação escolar, que temos incentivado nos últimos  anos e que também foi tema da viagem de 2012 a Barcelona.

O eixo da programação de atividades em Toronto e Quebec, cidades a serem visitadas, são as pesquisas da equipe coordenada pela doutora Marlene Scardamalia,  professora no  Ontario Institute for Studies in Education (OISE/Universidade de Toronto) e  diretora do IKIT,  Instituto de Inovação, Conhecimento e Tecnologia, que trabalha em rede mundial para ampliar as fronteiras da construção do conhecimento em diversos setores e, nesse sentido, criou o primeiro ambiente de construção de conhecimento em rede para a educação.

Já há alguns anos ouvimos falar da segunda geração desta tecnologia, o Knowledge Forum, utilizado em vários países e em tecnologia educacional desde 1996. No entanto, só agora teremos a oportunidade de conhecer de perto e discutir com seus idealizadores os princípios e as possibilidades que oferece para a melhoria das propostas de construção de conhecimento em sala de aula.

Para que os viajantes possam passar das ideias ao uso com os alunos, serão visitadas escolas de referência como o Institute for Child Studies, a “escola de aplicação” do OISE, além de realizar encontros com a doutora Therese Laferriere, da Université Laval,  Quebec City, que coordena a rede internacional de escolas e pesquisadores que trabalham com o Knowledge Building e acompanham seu uso em escolas locais que também poderão ser visitadas.

Ainda não fez sua adesão? Junte-se a nós e inscreva-se já para que tenha tempo de conseguir o visto obrigatório para entrada no Canadá!

O valor formativo de uma viagem pedagógica.

Colégio Collaso i Gil – Vínculo com o conhecimento e com uso significativo das Tic

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Por Sônia Barreira

Há anos promovemos viagens pedagógicas. Reunimos um grupo de pessoas interessadas num determinado tema, especialmente aquelas que fazem parte de nossas redes de profissionais da educação, identificamos experiências relevantes, profissionais de referência, e estruturamos um período de estudos, observação e debates.

É claro que nunca uma experiência em educação pode ser integralmente transportada para uma outra realidade. No entanto, não há escolas, projetos ou atividades que não possam, de alguma maneira, disparar uma reflexão, promover uma mudança, inspirar uma ideia.

Porém, algumas equipes e escolas chamam a nossa atenção de modo singular, instigam através do contraste. Na Escola Colasso I Gil, tivemos a oportunidade de entender como, numa realidade tão desfavorável para o avanço das aprendizagens, a equipe da escola consegue tantas conquistas.

Para compreender, é preciso contextualizar um pouco o bairro do Raval. Trata-se de uma zona pobre, no centro de Barcelona, para onde chegam (ou chegavam) os imigrantes de todas as etnias e países: latino-americanos, paquistaneses, marroquinos, etc. A Escola tem mais alunos filhos de imigrantes (que mal falam as línguas da região, o catalão e espanhol) do que espanhóis. O diretor nos conta que já houve salas em que se falavam mais de 15 idiomas distintos!

A equipe técnica (diretiva) tem três pessoas, o diretor, a chefe de estudos (que corresponderia à nossa coordenação pedagógica) e a secretária, e estão nesta mesma unidade escolar há muito tempo. Todos dão aulas também, pois, em Barcelona, é inimaginável cargos técnicos sem a devida complementação em aula! Menciono isso porque me parece que este detalhe faz toda a diferença para o andamento do trabalho – os coordenadores conhecem a verdadeira escola: os alunos, os pais, os processos de trabalho e suas modificações ao longo do tempo.

A escola cumpre a função de escola e, ao mesmo tempo, de assistência social, de modo que os problemas e afazeres do dia-a-dia são tão diversos e complexos que ela se torna incomparável com as demais instituições escolares! E lá, no meio desta dificuldade toda, encontramos duas professoras, Núria Cervera e Anna Pérez, que não se contentaram em oferecer mais do mesmo para seus alunos! Elas desenvolveram projetos interdisciplinares utilizando uma série de recursos tecnológicos de dar inveja a qualquer escola privada brasileira, cheia de equipamentos e cursos de treinamento aos professores.

As professoras se apoiaram e juntaram as turmas para poder atender melhor aos alunos. Eram mais de 50 que trabalhavam em subgrupos. Uns criavam histórias em forma de filmes de vídeo usando o Pinnacle Studio para a edição, outros elaboravam posters sobre o percurso que a comida faz no corpo até ser digerida, usando uma das várias ferramentas gratuitas da web 2.0 usadas pelas professoras, chamada Glogster (http://www.glogster.com), e outros ainda nos mostravam, orgulhosos, o levantamento dos prédios modernistas de Barcelona, usando um aplicativo de geolocalização que permite a gravação das vozes dos alunos e a elaboração de um guia de áudio com o Woices (http://woices.com/).

Crianças pobres, filhas de pais possivelmente desempregados na atual Espanha em crise, mas desafiadas por professoras comprometidas, estavam engajadas em suas pesquisas, orgulhosas de seus produtos, generosas e disponíveis, nos explicando detalhadamente o que haviam aprendido com este projeto!

Mais tarde, para finalizar este percurso, conversamos com as professoras, que revelaram seu processo formativo: participaram de algumas comunidades virtuais de troca de experiências com outros professores e fizeram esta parceria, o que permitiu uma gestão mais adequada das duas turmas, em subgrupos. A escola possuía uma boa estrutura de rede, o que facilitava o acesso à internet, e os aplicativos foram explorados, muitas vezes, com a ajuda dos próprios alunos.

“Bem, entendemos que não há como ignorar esta questão e tratamos de nos capacitarmos. Fomos atrás de aprender, para não deixarmos nossos alunos alheios ao mundo virtual.”

Uma beleza! Sorte nossa termos podido conhecer experiência tão gratificante!

Viagem Pedagógica a Barcelona.

  • Professor Cesar Coll Professor Cesar Coll
  • Escuela Collasso i Gil Escuela Collasso i Gil
  • Col-Legi Montserrat Col-Legi Montserrat
  • Escuela Súnion Escuela Súnion
  • Passeando em Barcelona Passeando em Barcelona
  • Passeando em Barcelona Passeando em Barcelona
  • Passeando em Barcelona Passeando em Barcelona
  • Passeando em Barcelona Passeando em Barcelona

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Por Beth Baldi / Escola Projeto – Porto Alegre – RS

De 28 de maio a 7 de junho de 2012, participamos de um grupo de 26 educadores brasileiros (*) que estiveram em Barcelona/Espanha, em um seminário organizado pelo Centro de Formação da Escola da Vila, juntamente com alguns membros do GRINTIE (Grupo de Investigação sobre Interação e Influência Educativa da Universidade de Barcelona), em torno do tema “As Novas Tecnologias na Escola”.

Os professores César Coll, Alfonso Bustos, Anna Engel e Horácio Vidosa trabalharam conosco durante esses dias no Campus Mundet da Universidade de Barcelona, apresentando-nos sua visão sobre o quê, como e por quê as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) na educação, bem como oportunizando momentos de reflexão a partir das visitas realizadas a duas escolas da cidade, em que observamos, entre outros aspectos, a forma como estão utilizando as tecnologias. Eis as escolas:

  • Escuela Collaso i Gil, escola pública de 1º a 6º ano, situada no bairro do Raval, um dos mais antigos, que acolhe, basicamente, filhos de imigrantes (92%) provenientes, sobretudo, de Bangladesh, Paquistão e Marrocos (aproximadamente 450 alunos, de 29 nacionalidades diferentes);
  • Col-Legi Montserrat, escola privada, religiosa e subvencionada pelo estado (como, aliás, são todas as privadas de lá), que atende 984 alunos, da educação infantil até o chamado “bachillerato” (alunos de até 18 anos), localizada no distrito de Sarriá-Saint-Gervasi, o primeiro em renda per capta da cidade.

Também tivemos contato com o professor Ramon Barlam, que relatou sua experiência na escola secundária em que trabalha, tendo em vista especialmente o uso das TIC como ferramentas para atenção à diversidade.

Conversamos ainda com Tomás Casals, criador da “Tiching”, primeira rede educativa global na internet dedicada exclusivamente à educação e para ser utilizada pelo mundo educativo escolar, a qual, até o momento, pode ser acessada em países como Espanha, Argentina, Colômbia, México, Peru e Chile, mas que logo chegará ao Brasil e a outros países.

Finalmente, em visitas organizadas pela Escola da Vila, conhecemos:

  • a Escuela Súnion, com aproximadamente 500 alunos de classe média alta, de ensino secundário (ESO) e bachirellato, a qual se organiza em termos de grupos, horários das disciplinas, uso dos espaços e tutorias, de forma bastante diferenciada das nossas escolas, com muita flexibilidade e aposta na autonomia dos alunos;
  • o responsável pelo Departamento de Ensino da Cataluña, Sr. Jordi Vivancos, que nos apresentou, junto com o professor Ricard Garcia, uma visão geral sobre a implantação das TIC no sistema educacional dessa parte do país.

Seria impossível, neste curto espaço de texto, contar tudo que vimos e aprendemos por lá a partir dessas atividades todas. Mas algumas ideias ficaram muito claras em relação ao tema. Entre elas, destacaria:

  • não se trata mais de pensar se queremos ou não as TIC nas nossas escolas, pois elas são uma exigência intrínseca da realidade escolar, de modo que se trata, agora, de planejar como utilizá-las de forma crítica, reflexiva e transformadora;
  • o equipamento técnico, sozinho, não resolve, embora seja um requisito – é preciso ir além e começar ontem, formando continuamente a equipe da escola para um trabalho que incentive a pesquisa e a experimentação, bem como as colaborações entre os professores, inclusive de diferentes instituições, buscando um novo sentido para as ferramentas tecnológicas;
  • as TIC, por si só, não determinam a metodologia – é preciso que a escola tenha clara a sua proposta didático-pedagógica, buscando, a partir daí, a tecnologia ou ferramenta mais apropriada; mas, por outro lado, sendo ferramentas de pensamento e inter-pensamento, elas são muito potentes e nos ajudam a pensar e gerar significados, de modo a mudar paradigmas, facilitar processos de ensino-aprendizagem, colocar o protagonismo no aluno e atender à diversidade, fomentando o trabalho cooperativo, inovador, de melhor qualidade e longevidade;
  • há uma quantidade enorme de softwares e programas que podem se tornar ferramentas interessantes a serem utilizadas nas diferentes áreas e graus de ensino, bem como para diferentes fins, os quais precisamos conhecer para poder fazer o melhor uso possível nas aulas.

Percebeu-se, também, de forma muito nítida, algo que não se relaciona somente à questão das TIC e que sabemos, mas nem sempre conseguimos colocar em prática: a ousadia e a participação colaborativa de toda a equipe da escola, tanto na construção e planejamento das propostas quanto na sua execução, gera motivação, maior apropriação e compromisso, sendo essenciais para que a instituição se renove e para que seus objetivos se concretizem e se ampliem, aparecendo de forma coerente em sua prática. Observando as escolas visitadas, seus alunos em ação, os espaços, as formas de organização e o entusiasmo dos relatos, isso fica muito claro.

Assim, além de poder curtir uma cidade tão deslumbrante quanto Barcelona, esta viagem nos proporcionou sair de nosso “mundinho” e olhar outras realidades, ampliando nossa visão, inclusive a respeito da nossa própria experiência.

(*) Nesse grupo, estavam representadas as seguintes escolas: Apoio-PE; Bakhita-SP; Escola da Vila-SP; Escola Projeto-RS; Instituto da Criança-MG; Interamérica-GO; Jardim das Nações-SP; Juscelino Kubitschek-DF; Marista Paranaense-PR; Nova Geração-PR e Projeto Vida-SP.

As novas tecnologias na escola


Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente![…]

 

Por Lucinha Magalhães – Coordenadora Pedagógica do Centro de Formação

Fernando Pessoa tinha razão: viajar é sempre uma experiência única. “Perder países” e experimentar-se outro, aproximando-se de novas culturas por meio de paisagens, gostos, aromas, vozes, ampliam nosso repertório de imagens e ideias. Além disso, é o momento em que reafirmamos quem somos, e em que nossa identidade sociocultural se fortalece.

Considerando que viajar é uma forma muito especial de aprender é que oferecemos, desde 2003, as chamadas viagens pedagógicas internacionais, tanto para conhecer aspectos da realidade escolar em outros países como para aprender com profissionais que se dedicam a pensar temas educacionais importantes. Integram o grupo: gestores, coordenadores pedagógicos e professores de escolas situadas em várias cidades brasileiras, o que faz com que convivamos intensamente em determinado período, estudando, passeando, compartilhando momentos muito singulares.

Neste ano, mobilizados pelo tema do uso das novas tecnologias na escola, nosso destino será Barcelona, de 28 de maio a 7 de junho. Coordenada por Sônia Barreira, a Viagem Pedagógica Internacional 2012 tem sua programação organizada pelo doutor César Coll, pelo professor Alfonso Bustos, e pela professora Anna Engel, do Instituto Grintie,¹ vinculado ao Departamento de Psicologia Educativa e da Educação da Universidade de Barcelona.  Aos que se perguntam o porquê desta coordenação, esclarecemos que esse Instituto é referência no estudo dos processos de interação e construção do conhecimento em contextos virtuais de ensino e aprendizagem.

As atividades a serem desenvolvidas envolvem a realização de seminários teóricos (ministrados pela equipe do doutor Coll), e visitas a escolas.

Os seminários têm como tema “Alguns conceitos – para refletir sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação em Educação”, “O estado da Arte das Tecnologias em Educação na Catalunha e na Espanha” e, por último, “Apresentação de algumas experiências de Comunidades Virtuais de Aprendizagem”.

As escolas selecionadas que serão visitadas são: Col-legi Montserrat – pelos diferentes projetos de usos das Tecnologias da Informação e Comunicação em suas práticas educativas e por suas propostas de inovação em distintos âmbitos; Escola Primária Pública no bairro de Raval – pelo trabalho que vem sendo realizado nos usos das tecnologias voltadas para a atenção à diversidade; e, por último, a Escola Súnion – basicamente pelo modelo de gestão, pela organização didática, pela estruturação dos espaços e tempos.

Diferentemente dos anos anteriores, esta, que é uma possibilidade oferecida aos profissionais que atuam em escolas que integram o programa ZDP² desenvolvido pelo Centro de Formação da Escola da Vila, será estendida a educadores não associados ao programa. Como já constituímos o grupo ZDP, passamos a partir a nos ocupar da adesão dos demais profissionais interessados.

Assim, se você estiver motivado a “experimentar-se outro” aproximando-se de “mestres” que, para nós, são referência, como o dr. César Coll e sua equipe no cenário mágico que é Barcelona e reafirmar a própria identidade profissional, não perca esta oportunidade.

Para informações mais detalhadas, clique aqui.

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¹ Grupo de Investigação em Interação e Influência Educativa.
² O programa ZDP (Zona de Desenvolvimento Profissional) consiste de uma rede de escolas privadas de todo o Brasil que, associadas à Escola da Vila, apoiam-se, interagem e investem no desenvolvimento de seus profissionais.