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Os alunos e alunas da Escola da Vila vivenciam as mais diferentes experiências! 

Fique sabendo das novidades por aqui.


Nutrição cultural e nosso novo Quintal da Vila

Quais experiências estão ocupando o tempo das crianças bem pequenas? Como os adultos com os quais convivem cotidianamente interagem com elas? Quanto tempo de interação em conversas, cantorias, lengalengas, jogos de achar e perder estão mediando o olho no olho, o corpo a corpo tão essencial ao conhecimento de si nessa etapa da vida?

Sabemos que a construção de vínculos por meio da linguagem é o que de mais essencial há para a construção da subjetividade da criança durante a primeiríssima infância. A conversa terna que se instaura com adultos, sejam mães, pais, avós, educadores, sabe-se fundar o que chamamos de leitura de mundo, ao introduzir a criança nos signos de sua cultura e instaurar a compreensão progressiva dos múltiplos sentidos que a constituem.

A ideia de um ambiente afetivo, que acolhe com ternura e expressividade, por meio de interações que se realizam e se sustentam num tempo, dá aos pequenos e pequenas múltiplas possibilidades de interagir com a linguagem em suas diversas formas, trazendo os símbolos de sua cultura para que deles se apropriem em gestos, sons, palavras, que ganham uma dimensão simbólica somente na relação com um outro.

Sophie Marinopoulos, psicanalista francesa, cunhou a expressão “desnutrição cultural” para explicar o baixo desenvolvimento de linguagem e relacional identificado por muitos profissionais na área da saúde e da educação em crianças de 0 a 3 anos. Resultado, segundo ela, de um universo acelerado que vem invadindo a primeira infância como uma “ameaça à vitalidade de nossa capacidade de se relacionar e de estabelecer pontes com os outros, um processo essencial no desenvolvimento dos bebês e crianças”.

Tudo o que é linguagem, o que é simbólico e afetivo precisa enredar as crianças desde seus momentos iniciais e requer dos adultos uma atenção extra em momento no qual os tempos estão invadidos por telas, mensagens e redes que lhes roubam a energia necessária para estar com os seus menores. Precisamos de adultos presentes, como pontes que abrem caminhos para novas e potentes relações.

Nesse sentido, nutrir culturalmente cria laços com os outros, sejam eles pequenos ou adultos. Esses vínculos instauram linguagem, permitindo experiências exploratórias cada vez mais sensíveis e essas interações são constitutivas do pensamento infantil. Isso demanda não só tempo, mas sobretudo conhecimento sobre a infância e suas necessidades simbólicas.

Ao conceber nosso novo Quintal da Vila, para crianças de 1 a 3 anos, temos como propósito fundamental proporcionar essa nutrição cultural em suas múltiplas dimensões. Assim, elementos como o tempo, o espaço e a disponibilidade em interagir nas diversas linguagens ocupam lugar central em nossa proposta educacional para essa etapa da vida.

A curiosidade por compreender cada criança em suas maneiras de ser, estar e se comunicar, além do respeito aos tempos individuais e a construção do bem-estar junto a outras crianças, é essencial. Quer por meio de brincadeiras, leituras, explorações artísticas, quer ao jogar, trazer histórias, cenários, canções, o que se coloca em evidência é a confiança que temos nas crianças desde muito cedo, em sua potência e na força que representa a mediação cultural que defendemos em nosso projeto.

Conheça nosso Quintal. A Vila cresce para atender a primeiríssima infância!


Ajude a Vila a ampliar sua diversidade

Temos o orgulho de informar que o Projeto Ampliar está crescendo.

Em 2020, além dos atuais alunos bolsistas que irão para o 2º ano do EM, abriremos mais seis vagas para o primeiro ano do Médio. Esse número pode até aumentar, pois o compromisso da Escola da Vila é aportar no projeto o mesmo valor financeiro que conseguir captar de doações.

Para que possamos levar adiante esse programa e garantir o acesso anual de 6 a 10 novos alunos de baixa renda, queremos contar com a participação de nossa comunidade.

Está no ar o site de arrecadação de fundos para o Projeto. Você vai notar que estamos contanto com valores variados para todas as possibilidades financeiras. Sabemos que a maior parte de nossa comunidade quer participar, e qualquer valor ajuda um bolsista! Para cada contribuição recebida, nossa instituição se compromete a doar o mesmo valor recebido.

Se preferir fazer seu patrocínio diretamente, sem passar pelo site ou indicar uma pessoa ou instituição que possa nos apoiar, escreva diretamente para nossa embaixadora, Wanilda Tieppo (wanilda@vila.com.br), que ela entrará em contato com você e irá até o possível patrocinador apresentar nosso projeto.

Ajude a Vila a ampliar sua diversidade. Todos sairemos ganhando.


Jornadas que contam muito

Convidamos nossos ex-alunos a voltarem para um encontro na escola, rever os amigos, relembrar desta paisagem que foi cenário diário de pelo menos 3 anos de suas vidas, rever professores e responder a duas perguntas para todos nós: o que aconteceu depois que você saiu da Vila e o que a Vila teve a ver com isso?

Eles vão chegando meio sem graça, com o apoio de um amigo, ou sozinhos, e quando percebem que foram reconhecidos por aqueles antigos adultos, hoje um pouco mais envelhecidos, a tensão some e o sorrisão de criança volta a iluminar seus rostos. A cada dois anos este cerimonial simples, mas intenso se repete

Nossa Regina Chacur, ex-professora de Matemática e atual assistente de coordenação do Ensino Médio, prepara com carinho e atenção esse reencontro, busca as fotos, convoca a todos, faz parceria com a nossa produção, estimula os ex-professores a participarem, enfim, ela é a alma do encontro!

Os abraços são verdadeiros, pois representamos o elo com aquele momento tão importante para todos nós que é a adolescência. Fomos testemunhas daquelas vidas, daqueles corpos, fizemos parte das suas histórias de vida, deixamos marcas e fomos marcados por eles! Estávamos lá, portanto, foi verdade!

Neste ano, recebemos duas turmas queridas, a de 2008 e a de 2009. Seus relatos compuseram um cenário bastante comum nestes encontros: a variedade de trajetórias, a riqueza das experiências e as dificuldades das decisões. Para nós, que fazemos isso todo ano, é engraçado ver as turmas recuperarem certos mitos interessantes: a Vila nunca se preocupou muito com vestibular (no entanto nenhum deles deixou de fazer cursos em faculdades de muito prestígio, muitos deles com mestrado, doutorado e alguns inclusive com pós doc!!!), a Vila sempre foi mais dá área de humanas (embora no grupo houvesse médicos, farmacêuticos, biólogos, agrônomos e engenheiros).

Advogados, publicitários, educadores, gente disposta a deixar confortáveis oportunidades para atuar no serviço público, empresários preocupados com o bem-estar de seus funcionários, gente querendo fazer a diferença, gente bacana, gente que dá um orgulho danado.

Em seus relatos, a retomada de experiências que foram importantes, sob o olhar atento e emocionado de professores protagonistas deste processo formativo. Profissionais que igualmente relatavam o quanto a Vila foi relevante em suas vidas profissionais.

Nós, adultos desde aquela época, ressignificamos nossa profissão nestes momentos, retomamos nossas convicções e saboreamos os resultados sempre tão distantes no dia a dia da escola.

Nos reconhecemos nas palavras de uma ex-aluna, que postou esse texto após o encontro. (Nos reconhecemos, mesmo havendo algum exagero de sua visão afetiva, e reproduzimos aqui, porque sabemos que ela é porta-voz de grande parte daquele grupo). Com vocês, Clarisse Almeida, irmã de Francisco Almeida e de Rafael Nogueira aluno do nosso atual 2º ano do EM.

10 anos de formada na Escola da Vila. Dez, rapá. Uma década que me fui da escola que me forjou. Que me criou. E que nunca se foi de mim. Pioneira no ensino construtivista no Brasil, a Vila trabalha pela produção autônoma e participativa do conhecimento de forma coletiva por um projeto pedagógico de diálogo, cooperação e transformação social em comunidades democráticas. Lá, aprendíamos em grupos enquanto dividíamos mesas em salas que partilhávamos no meio de pequenas florestas com saguis. Além do currículo, tínhamos aulas de política e história da arte em semiarenas, capoeira, coletivos, projetos sociais em periferias e aldeias indígenas, olimpíadas de esportes, vilada cultural com música, festivais de poesia, bibliotecas de acervos infinitos, laboratórios de ciência avançada e acesso à tecnologia até pra produções audiovisuais nossas. O nosso grêmio chamava Ágora. Recuperação chamava Sistema de Melhoria de Aprendizagem. Novos alunos tinham cicerones. Pra tomada de decisões em sala, éramos inquietados a formar assembleias. Foi lá que aprendi a ler desde Karl Marx até Adam Smith. E a entender nossos modos de produção. Foi lá que aprendi a debater e ir a campo. Com inteligência e sem exotização. Foi lá que aprendi que o conflito é inerente à realidade. A entender o dissenso. A desigualdade. E como batalhar pra mudá-la. Com a escola, aos 15 anos, viajamos ao Rio, onde entrevistamos uma líder de uma organização não governamental de prostitutas em um cortiço. Estudando o abismo entre favelas e coberturas, trabalhamos à deriva entre as noções de autonomia e coletividade. Com a escola, aos 16 anos, dormimos em um assentamento e visitamos um acampamento do Movimento dos Sem Terra no interior de São Paulo, nos reunindo com os trabalhadores em grupos de discussão sobre reforma agrária, concentração fundiária e educação de base. Com a escola, aos 17 anos, fomos a Brasília procurar entender o poder, nossa Capital Federal e nosso sistema político construído com sangue de candangos, ouvindo moradores de cidades-satélites, observando a arquitetura e ministros, conversando com deputados e senadores, visitando salões, plenários e corredores do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional. Naturalmente, a vida foi nos levando pra ventos um bocado distintos. E ontem nos reencontramos. Até hoje, meu grupo de melhores amigos é de lá. Já há 25 anos. Nesse encontro, se misturam professores, músicos, biólogos, administradores, publicitários, juristas, psicólogos, engenheiros, veterinários, ecólogos, arquitetos, economistas, atores, médicos, produtores, fotógrafos, farmacêuticos e outros mais. Eu, no entremeio migrante entre ser uma poeta frustrada que virou burocrata e quer ser professora, entre ser advogada, pesquisadora, gestora pública e educador popular, com formação híbrida em Direito, Ciência Política e Filosofia, e ainda querendo entrar pra História Econômica, entendo o porquê nunca consegui ser uma coisa só. Na Vila, somos no plural e no singular a um só tempo. Os saberes não podem ser departamentalizados. Nós não podemos ser atomizados. Ou divisionados. Somos todos um corpo. Um todo orgânico. Dez anos depois, uns se veem mais e outros menos, uns têm menos afinidade outros mais, uns brigam mais e outros menos, mas pra além do amor, pra além de afetos e desafetos, sei o que nos é comum. E não abrimos mão. Conhecimento é emancipatório. É libertador. E crítica é arma. E sensibilidade também. Obrigada a meus pais, meu dueto baiano desterrado de luta e ternura, que batalharam a vida toda pra me dar a melhor educação não só dentro, mas fora de casa. Fafá e Péri me ensinaram que somos fortuitas exceções de uma dolorosa regra. E jamais me esquecerei da onde eu venho. Obrigada, tua, minha e nossa Escola da Vila. Eu só te queria não só pra poucos, mas pra todos.”

Completando, no próximo ano, 40 anos de vida, a Vila vem se esforçando para formar gente que construa jornadas significativas porque sabemos que, para o mundo, isso conta muito!


Orientadora Miruna Kayano representa a Vila no CONLES 2019.

A coordenadora do Ensino Fundamental 1 da Escola da Vila, Miruna Kayano, representou a escola no XV Congresso Latino-americano para o desenvolvimento da Leitura e da Escrita, o CONLES 2019, que aconteceu em Lima, no Peru. O encontro tinha como principal tema “Ler e escrever para contribuir ao melhoramento da qualidade e equidade na América Latina”.

Conhecido por ser um espaço que discute e analisa quais as práticas de leitura e escrita na América Latina, o CONLES também carrega vários dos valores da Escola da Vila, incitando seus participantes a trocar ideias, compartilhar experiências, debater e refletir. Tendo ocorrido no Peru, um país que valoriza muito toda a sua história e a de seus povos originários, teve-se muito enfoque sobre a importância do aprendizado da linguagem indígena, como, por exemplo, o quíchua, uma das línguas oficiais do Peru, sendo falada por mais de 7 milhões de pessoas peruanas e de diversos outros países como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador.

Além de participar de várias conferências como ouvinte, Miruna apresentou um trabalho sobre a elaboração dos cadernos pedagógicos do Fundamental 1 e sobre a importância de aprender a ler e escrever na Escola da Vila.

A educação na Escola da Vila sempre foi pautada por ser um processo que vai além do espaço escolar, que abrange diversos aspectos da vida não só dos alunos, como de todos que fazem parte da comunidade da escola. O investimento e o incentivo a esse tipo de produção por parte da equipe também se trata de algo muito importante para a Vila, tendo em mente que experiências como essa podem trazer novos horizontes para todos.

Para saber mais sobre a experiência da nossa coordenadora do F1 leia seu depoimento no blog da Vila.


Estudantes do EM realizam simulado do SAT

No dia 3/9, a Escola da Vila aplicou pela primeira vez para os alunos do ensino médio um simulado do SAT (Scholastic Assessment Test – Teste de Aptidão Escolar), para que os estudantes possam conhecer a dinâmica desta prova e saber mais sobre a sua importância nos processos seletivos das universidades de países como Estados Unidos, Canadá, e Reino Unido.

Composto por três áreas, Math (matemática), Critical Reading (linguagem e interpretação de textos) e Writing (escrita), os professores de Matemática e Inglês analisaram os exames e disseram que os alunos dos 1°s, 2°s e 3°s anos possuem o conhecimento necessário para realizar o simulado.

Trazer relatos de experiências profissionais no exterior não é novidade na Escola da Vila, que está sempre à procura de abrir novas oportunidades para seus estudantes, e tem interesse em estimular novas vivências. Já convidamos universidades do Canadá, dos EUA e de Portugal para visitarem a Escola da Vila e conversar com nossos alunos. Nessas oportunidades, os alunos podem compreender quais são os desafios de morar fora do Brasil, seus custos, e os mais diferentes cursos.

Além disso, em reuniões de familiares do ensino médio, já foram trazidos especialistas em estudo no exterior, para apresentarem o processo para ser aceito em diferentes faculdades.

De acordo com a Diretora Pedagógica do Ensino Médio, Susane Lancman, o grande objetivo deste simulado do SAT é que os alunos possam ter contato e começarem a pensar na continuidade da escolaridade, para onde querem ir, e o que desejam estudar. “Muitas vezes eles cortam sonhos, ou cortam ideias pelo simples fato de eles não conhecerem a possibilidade”.

Ao final do teste, a média das notas foi de 1092 pontos, com a mais alta sendo de 1260. Com a nota máxima do simulado podendo ser de até 1600 pontos, as notas que os estudantes tiraram possibilitariam que estes fossem para boas universidades estrangeiras que fazem uso da prova dentro de seu processo seletivo.

Segundo Susane, os resultados do teste também foram ótimos para que entendam que não é necessária uma formação internacional para que os alunos sejam aceitos em faculdades de fora do Brasil. “É uma grande forma de a comunidade de familiares e estudantes da Escola da Vila percebam que a nossa escola também dá a oportunidade para os alunos que querem estudar em universidades estrangeiras, que, por muitas vezes tem a ideia equivocada de que só um aluno que tenha estudado em uma escola internacional possa estudar fora do Brasil, o que não é verdade.”
O teste foi realizado em uma parceria com a Daquiprafora , uma empresa de consultoria educacional que auxilia estudantes que possuem o desejo de fazer faculdade fora do Brasil, acompanhando-os durante suas trajetórias e oferecendo suporte para que os jovens possam se desenvolver profissionalmente.


Exposição sobre o Vila Ativa chega a Escola da Vila Unidade Morumbi

A Escola da Vila Unidade Morumbi recebeu, na semana passada, uma exposição realizada pela equipe do Vila Ativa, um projeto voltado aos estudantes do Ensino Fundamental 2, que tem como propósito estimular a criação de ações e projetos por parte de alunas e alunos, através de debates, pesquisas, e experiências dentro e fora do ambiente escolar.

O Vila Ativa mudou muito em 2019. Além da reformulação no grupo de alunos e alunas que compunham o projeto (já que muitos se formaram), o coletivo hoje conta com a participação de cerca de vinte jovens de treze a quinze anos. Tendo em vista que a composição do grupo mudou bastante, surgiram muitas novidades nas produções, como a criação de sites, produções de audiovisual, e até mesmo a criação de músicas.

A exposição está apresentando alguns dos projetos do Vila Ativa deste ano e do ano passado. Sobre 2018, estão expostas algumas das dezesseis atividades realizadas pelos estudantes. Dentre estas, é possível saber mais sobre a visita dos alunos ao Grajaú e uma conversa na Chácara do Jockey com o Coletivo Preto do Ensino Médio, por exemplo.

É possível saber mais também sobre o Ativila, realizado no último dia de aula do ano passado. Totalmente protagonizado por alunos, o evento trouxe a exposição de textos, fotos e vídeos de todas as atividades realizadas em 2018, além de oficinas de estêncil, lambe-lambe, rap, e poesia, em conjunto de jogos e debates sobre diversidade e feminismo no ambiente escolar. O evento contou com a participação não somente dos estudantes do Ensino Fundamental das três unidades da Escola da Vila, como também a de participantes do Grêmio do EM, do Núcleo de Produção Cultura e do Coletivo Feminista.

Sobre as saídas deste ano, a exposição mostra um pouco mais sobre a visita ao Centro de São Paulo, que buscava fazer os jovens sentirem e viverem a cidade como antes nunca se propuseram. Durante o trajeto, os alunos e alunas tiveram a oportunidade de visitar o Ouvidor 63 e a Ocupação 9 de julho, além de passar por lugares como o Vale do Anhangabaú, logo abaixo do Viaduto do Chá e próximo à Prefeitura do Município de São Paulo.

Outra saída marcante foi a ida ao distrito de Perus, na região Noroeste da cidade de São Paulo. Os estudantes puderam realizar um vídeo, a partir da captura de diversas imagens e falas ao decorrer do trajeto.

A exposição busca, além de expor os trabalhos consistentes dos alunos e alunas do Vila Ativa, mostrar para a Comunidade da Vila a importância que iniciativas como estas tem no processo de formação dos estudantes, a partir de uma série de aprendizados que estão para além do ambiente escolar.


Estudantes da Vila realizam visita a maior infraestrutura científica do país

Na última quinta-feira (26/10), estudantes do nono ano do fundamental e do primeiro e segundo ano do ensino médio da Escola da Vila fizeram uma visita a um dos maiores empreendimentos científicos da história brasileira, o Sirius, um gigantesco acelerador de elétrons localizado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais em Campinas.

A visita foi feita em parceria com alunos do nono ano do Colégio Mangabeiras/Barão Vermelho, de Belo Horizonte (leia aqui alguns depoimentos). Os estudantes ficaram acomodados na casa de alunos da Vila para que pudessem fazer parte do passeio. Inaugurado em 2018, o Sirius possui como objetivo ser a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, e uma das primeiras fontes de luz síncrotron de 4ª geração do mundo. Tratando-se de uma radiação eletromagnética que pode ir do ultravioleta até o raio X duro, a luz síncrotron traz como principais características a grande produção de alta intensidade e alto brilho. Foi planejada para colocar o país na liderança mundial de produção de luz síncrotron e foi projetada para ter o maior brilho dentre todos os equipamentos na sua classe de energia.

De acordo com o site do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), as Fontes de luz síncrotron “constituem o exemplo mais sofisticado de infraestrutura de pesquisa aberta e multidisciplinar e é uma ferramenta-chave para a resolução de questões importantes para as comunidades acadêmica e industrial brasileiras. A versatilidade de uma fonte de luz síncrotron permite o desenvolvimento de pesquisas em áreas estratégicas, como energia, alimentação, meio ambiente, saúde, defesa e vários outros”.

Realizado desde o ano passado, essa foi a segunda visita dos alunos e alunas do nono ano e a primeira de estudantes do ensino médio ao acelerador de elétrons Sirius.

Experiência significativa, que visa uma formação integral dos alunos, para além dos muros da escola.

As fotos da visita estão no Flickr da Vila.